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Jovem de 16 anos sai do interior de São Paulo e parte rumo à Nova Zelândia para realizar sonho de estudar inglês durante três meses a 11 mil km de casa

Jovem de 16 anos sai do interior de São Paulo e parte rumo à Nova Zelândia para realizar sonho de estudar inglês durante três meses a 11 mil km de casa

SP

4 min de leitura

Jovem de 16 anos sai do interior de São Paulo e parte rumo à Nova Zelândia para realizar sonho de estudar inglês durante três meses a 11 mil km de casa

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 18/08/2026 às 18:40

Curiosidades

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Imagem: Divulgação

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Selecionado pelo programa Prontos pro Mundo, Kaique de Oliveira deixou o interior paulista para estudar inglês na Nova Zelândia e levou uma escultura que representa a cultura caipira de Capão Bonito durante o intercâmbio estadual

Aos 16 anos, o jovem Kaique de Oliveira deixou Capão Bonito, no interior de São Paulo, para estudar durante três meses a cerca de 11 mil quilômetros de casa. O intercâmbio gratuito na Nova Zelândia é custeado pelo programa Prontos pro Mundo, da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

Aluno da Escola Estadual João Baptista do Amaral Vasconcelos, Kaique embarcou após ser selecionado para uma das vagas oferecidas pelo programa estadual.

A oportunidade representa a realização de um objetivo cultivado durante anos. Kaique contou que o interesse pelo inglês começou ainda quando era criança e ganhou força durante sua trajetória escolar.

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Imagem: Redes sociais

Intercâmbio gratuito na Nova Zelândia veio após anos de preparação do jovem

Kaique começou a se aprofundar no idioma no 9º ano do ensino fundamental. Já no 1º ano do ensino médio, passou a fazer provas enquanto buscava avançar no aprendizado da língua.

Desde pequeno eu tenho o sonho de aprender a me comunicar em inglês, entender e saber mais sobre a língua”, contou o estudante ao g1.

Atualmente no 2º ano do ensino médio, o jovem permanecerá três meses na Nova Zelândia. A família acompanhou de perto o processo e comemorou a aprovação, apesar da despedida emocionante provocada pela distância.

O pai, Paulo César de Oliveira, atribuiu a conquista ao esforço do filho. Segundo ele, mesmo estando do outro lado do mundo, a família mantém contato frequente com o adolescente.

Em sua primeira semana no país, Kaique relatou uma adaptação tranquila. Ele ficou inicialmente em Prebbleton, hospedado provisoriamente com uma família anfitriã até o início das aulas.

O estudante descreveu o local como frio, organizado e acolhedor. Entre seus objetivos estão aprofundar o inglês, fazer novas amizades e retornar ao Brasil com mais aprendizado.

Imagem: Divulgação

Escultura de Capão Bonito também viajou 11 mil quilômetros

Além de roupas e objetos pessoais, a bagagem de Kaique levou uma peça ligada à história de sua cidade. O jovem transportou uma escultura produzida pelo artesão de Capão Bonito conhecido como Jango Perna.

A obra representa um violeiro e remete ao tropeirismo e à cultura caipira. Kaique pretende presenteá-la à família que o está acolhendo na Nova Zelândia.

Meu intuito é levar a cultura de Capão Bonito para o mundo”, explicou.

Jango produz esculturas em madeira como hobby e definiu a peça entregue ao estudante como um “violeirinho”, com uma pequena viola no peito.

Para o artesão, a viagem também possui significado especial. Ele já tem trabalhos na Argentina e na Espanha, mas a chegada da escultura à Nova Zelândia representa sua primeira obra levada para a Oceania.

Programa oferece mil bolsas de intercâmbio por ano

O Prontos pro Mundo é organizado pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e reúne estudantes de alto rendimento da rede estadual.

Segundo as informações apresentadas pelo programa, são oferecidas anualmente mil bolsas de intercâmbio para destinos como Nova Zelândia, Canadá, Austrália e Reino Unido.

O processo não exige uma inscrição convencional. Para avançar, o estudante precisa cumprir critérios relacionados ao desempenho escolar, frequência, idade e participação no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo, o Saresp.

Entre os requisitos estão frequência escolar igual ou superior a 90% e média mínima sete em todas as disciplinas.

Na etapa eliminatória, também são considerados desempenho no curso de inglês da Seduc e autorização formal dos responsáveis.

A classificação considera a média entre a nota obtida no Saresp e o desempenho no curso de inglês.

Programa busca ampliar autonomia dos estudantes

A coordenadora do projeto, Simone Telles, afirmou que alguns participantes nunca haviam saído de suas próprias cidades antes de embarcarem para o exterior.

Segundo ela, o intercâmbio coloca os jovens diante de situações que exigem autonomia, resiliência e capacidade de resolver problemas longe da família.

Kaique pretende levar esse aprendizado de volta para Capão Bonito. Após os três meses na Nova Zelândia, o estudante quer compartilhar suas experiências e incentivar outras pessoas a continuarem estudando.

Quero continuar estudando e mostrando para as pessoas que vale a pena acreditar nos próprios sonhos”, afirmou.

Esta matéria foi elaborada com base em informações do g1 e da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

Fonte

https://g1.globo.com/sp/i


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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