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Jovem descobre por teste de DNA com 99,9999% de precisão que Charles Manson era seu avô biológico e transforma revelação familiar em documentário no Hulu
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 12/08/2026 às 00:59
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Sophia Maddox descobriu que seu pai era filho biológico de Charles Manson após anos de investigação genética, e a revelação acabou se transformando em um documentário sobre identidade, família e DNA.
Uma investigação sobre ancestralidade mudou profundamente a história familiar da cineasta Sophia Maddox.
Em 2022, seu pai, Daniel Arguelles, contou que acreditava ter finalmente descoberto a identidade do próprio pai biológico.
A descoberta apontava diretamente para Charles Manson, personagem central de um dos episódios criminais mais conhecidos dos Estados Unidos no final da década de 1960.
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Segundo informações publicadas pela revista TIME, a confirmação surgiu depois de anos de buscas, cruzamentos genéticos e novos exames de DNA.
O resultado mais decisivo apresentou 99,9999% de correspondência positiva, transformando uma dúvida familiar de décadas em uma confirmação genética.
Busca pela origem familiar começou em 2015
Daniel cresceu sem conhecer o pai biológico e foi criado pela mãe e pelo padrasto.
Em 2015, ele cadastrou seu material genético na plataforma Ancestry.com para tentar encontrar parentes ligados ao lado paterno.
Durante aproximadamente sete anos, surgiram apenas correspondências com primos de terceiro grau.
A investigação ganhou novo rumo quando apareceu uma conexão genética próxima com Michael Brunner, que compartilhava o mesmo pai.
Daniel e Michael realizaram novos testes separadamente para verificar a ligação.
Posteriormente, Daniel conseguiu judicialmente material genético pertencente a Charles Manson, disponível em seu espólio no Condado de Kern.
O novo exame confirmou a correspondência genética com precisão de 99,9999%, segundo a TIME.
Descoberta provoca forte impacto em Sophia
A confirmação abalou profundamente Sophia.
A cineasta afirmou que sua percepção sobre a própria identidade mudou depois que recebeu a notícia dentro do carro, ao lado do pai.
Sophia começou então a gravar vídeos no próprio celular para organizar pensamentos e emoções.
Os registros não foram criados inicialmente com intenção profissional.
A experiência, porém, tornou-se uma forma de processar a descoberta e acabou formando a base de um projeto documental.
Vídeos pessoais se transformam em documentário
O produtor Eric Cook incentivou Sophia a desenvolver o material e forneceu equipamentos profissionais.
Durante oito meses, ela realizou entrevistas, pesquisou arquivos e reuniu documentos relacionados à história de Manson.
A produção também passou a contar com a codiretora Alexandra Orton, que auxiliou na investigação e na pós-produção.
O trabalho resultou em My Grandfather Charles Manson, documentário lançado pelo Hulu.
Investigação recupera registros da juventude de Manson
A pesquisa levou Sophia ao reformatório para meninos em Indiana onde Charles Manson permaneceu durante dois anos.
Registros analisados durante a produção apontaram 28 denúncias de má conduta relacionadas ao período.
Os documentos também registravam episódios de punições físicas e agressões durante a juventude de Manson.
Sophia ampliou a investigação ao entrevistar pessoas que tiveram contato direto com ele.
Entre elas estavam Lynette “Squeaky” Fromme, Dianne Lake e Stephanie Schram.
A cineasta também conversou com Blackwolf, que havia registrado aproximadamente 800 telefonemas com Manson antes da morte dele.
O promotor Stephen Kay, ligado ao julgamento original, também participou da investigação.
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Um…
Viviane Alves
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História da família começou décadas antes
Daniel nasceu em 1959, depois de um breve relacionamento entre sua mãe, Darlene, e Charles Manson.
Darlene tinha 17 anos quando conheceu Manson em um ponto de ônibus.
Naquele período, ela o conhecia pelo apelido “Charlie Dear”.
A verdadeira identidade dele só teria sido reconhecida por Darlene em 1969, quando fotografias de Manson passaram a aparecer nos jornais.
Charles Manson morreu em 2017.
Darlene faleceu em 2020, antes que a ligação genética fosse finalmente confirmada.
Documentário também afeta relação entre pai e filha
A produção do documentário acabou trazendo consequências pessoais para Sophia e Daniel.
Novas descobertas sobre a história familiar afetaram emocionalmente o pai da cineasta durante as filmagens.
Desentendimentos ocorridos no processo provocaram o afastamento entre os dois.
Atualmente, segundo o relato apresentado pela TIME, Sophia e Daniel não mantêm contato.
A cineasta afirmou, entretanto, que continua amando o pai e mantém aberta a possibilidade de reconciliação.
Para Sophia, a principal conclusão da investigação é que sua identidade será determinada pelas próprias escolhas, e não pelo DNA ou pela história de Charles Manson.
A descoberta genética pode explicar uma origem familiar, mas até que ponto ela deve influenciar a maneira como uma pessoa enxerga a própria identidade? Deixe sua opinião!
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

