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Jovem que começou a trabalhar ainda na 7ª série para ajudar os pais, ordenhava vacas antes de ir estudar e venceu uma rotina de trabalho duro até chegar à universidade, conclui o mestrado com medalha de ouro e sete prêmios e transforma a formatura em homenagem à mãe trabalhadora e ao pai diarista

Jovem que começou a trabalhar ainda na 7ª série para ajudar os pais, ordenhava vacas antes de ir estudar e venceu uma rotina de trabalho duro até chegar à universidade, conclui o mestrado com medalha de ouro e sete prêmios e transforma a formatura em homenagem à mãe trabalhadora e ao pai diarista

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Jovem que começou a trabalhar ainda na 7ª série para ajudar os pais, ordenhava vacas antes de ir estudar e venceu uma rotina de trabalho duro até chegar à universidade, conclui o mestrado com medalha de ouro e sete prêmios e transforma a formatura em homenagem à mãe trabalhadora e ao pai diarista

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 07/08/2026 às 19:36

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Sandhya N. Maninalkur começou a trabalhar ainda na 7ª série para ajudar a família, conciliou estudos, cuidados com o gado e produção manual

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Sandhya N. Maninalkur começou a trabalhar ainda na 7ª série para ajudar a família, conciliou estudos, cuidados com o gado e produção manual de beedis e terminou o mestrado em Kannada na Mangalore University com primeiro lugar, medalha de ouro e sete prêmios em dinheiro.

Antes de chegar ao palco da Mangalore University para receber uma medalha de ouro, Sandhya N. Maninalkur passou anos dividindo os estudos com uma rotina de trabalho iniciada ainda na adolescência. Filha de uma trabalhadora que enrolava beedis e de um diarista que sofria com fortes dores em uma das mãos, ela começou a contribuir para a renda doméstica quando ainda estava na 7ª série.

A estudante acordava cedo para ordenhar as vacas da família, seguia para suas atividades acadêmicas e ainda ajudava na produção manual dos pequenos cigarros de tabaco conhecidos como beedis. Em 2026, essa trajetória terminou em destaque na 44ª cerimônia de formatura da universidade, onde Sandhya recebeu uma medalha de ouro e sete prêmios em dinheiro pelo desempenho no mestrado em Kannada.

Sandhya começou a trabalhar ainda na 7ª série para ajudar a família

As dificuldades financeiras faziam parte da rotina da família de Sandhya desde sua infância em Maninalkur, na região de Bantwal, no estado indiano de Karnataka. O pai trabalhava como diarista, enquanto a mãe obtinha renda enrolando beedis manualmente dentro de casa.

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Com uma das mãos do pai afetada por dores intensas, qualquer contribuição adicional fazia diferença no orçamento doméstico. Sandhya começou a enrolar os mesmos produtos feitos pela mãe quando ainda cursava a 7ª série, transformando parte de seu tempo fora da escola em trabalho para ajudar nas despesas.

Sandhya N. Maninalkur começou a trabalhar ainda na 7ª série para ajudar a família, conciliou estudos, cuidados com o gado e produção manual

A atividade não substituiu os estudos. Mesmo diante da necessidade de trabalhar desde jovem, ela permaneceu na escola e continuou avançando academicamente até alcançar a graduação e, posteriormente, uma vaga no programa de pós-graduação da Mangalore University.

Rotina começava com vacas e terminava com trabalho manual

O esforço familiar não se limitava à produção de beedis. Sandhya também ajudava nas tarefas domésticas e no cuidado com os animais, incluindo a ordenha das vacas nas primeiras horas da manhã antes de seguir para os estudos.

No fim do dia, a estudante ainda reservava tempo para ajudar a mãe no trabalho manual que complementava a renda da casa. A sequência reunia cuidados com o gado, escola ou universidade, preparação acadêmica e produção de beedis.

A rotina tornou o resultado alcançado anos depois particularmente simbólico. A mesma jovem que precisava dividir os livros com atividades destinadas à sobrevivência familiar terminou entre os principais destaques acadêmicos de uma universidade pública indiana.

Graduação em Ciências não impediu mudança para a literatura

A primeira formação superior de Sandhya seguiu uma área bastante diferente daquela em que alcançaria posteriormente a medalha de ouro. Ela concluiu graduação na área de Ciências, estudando Física, Química e Matemática.

Apesar dessa formação, seu interesse pessoal estava ligado à literatura. Sandhya gostava de escrever poemas e artigos e decidiu mudar de direção acadêmica para fazer pós-graduação em Kannada, idioma predominante no estado de Karnataka.

A transição inicialmente trouxe dificuldades porque exigia abandonar uma base construída em disciplinas científicas e mergulhar em estudos literários. Segundo os relatos publicados sobre sua trajetória, o apoio dos professores teve papel importante para que ela superasse essa diferença de formação.

Mestrado em Kannada terminou com o primeiro lugar

Na Mangalore University, Sandhya conseguiu transformar a mudança de área em desempenho acadêmico de destaque. Ela terminou o MA em Kannada na primeira posição de sua turma, resultado reconhecido durante a 44ª cerimônia de formatura da instituição.

O resultado colocou seu nome entre os principais estudantes homenageados na cerimônia. A conquista foi especialmente significativa porque veio depois de anos conciliando educação com trabalho e responsabilidades domésticas em uma família que enfrentava limitações financeiras.

A universidade possui uma tradição de conceder medalhas e premiações para estudantes com desempenho excepcional em diferentes áreas. Entre os reconhecimentos oficiais mantidos pela instituição existe uma medalha específica destinada ao MA em Kannada.

Medalha de ouro veio acompanhada de sete prêmios em dinheiro

Sandhya não deixou a cerimônia apenas com o diploma de mestre. Seu desempenho lhe garantiu uma medalha de ouro e sete diferentes prêmios em dinheiro, uma das maiores concentrações de reconhecimentos individuais entre os formandos daquele evento.

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A 44ª convocação da Mangalore University reuniu dezenas de outras premiações acadêmicas. Segundo os dados divulgados sobre a cerimônia, foram concedidas 56 medalhas de ouro e 57 premiações em dinheiro, além de 147 classificações acadêmicas.

Entre os 147 estudantes classificados, 69 ficaram em primeiro lugar em seus respectivos cursos, incluindo programas de graduação e pós-graduação. Sandhya integrou esse grupo ao liderar o mestrado em Kannada.

Mãe continuou trabalhando enquanto a filha avançava nos estudos

A mãe de Sandhya permaneceu ligada à produção de beedis mesmo depois que a filha alcançou o ensino superior. Esse trabalho manual continuou funcionando como uma das fontes de renda da família enquanto a estudante avançava em sua formação acadêmica.

Sandhya creditou parte importante de seu resultado aos pais, professores e à irmã mais nova. A sustentação familiar permitiu que continuasse estudando mesmo quando as condições econômicas tornavam a permanência na educação mais difícil.

Depois de concluir o mestrado, ela deixou temporariamente de produzir beedis para concentrar esforços na próxima etapa acadêmica. A mãe, entretanto, continuou exercendo a atividade que ajudou a manter a família durante grande parte da trajetória educacional da filha.

Sandhya agora estuda para seguir carreira como professora

A medalha de ouro não encerrou os planos educacionais da jovem. Depois do mestrado, Sandhya iniciou um curso de B.Ed., formação voltada à preparação profissional de professores no sistema educacional indiano.

Ela já havia acumulado experiência em sala de aula antes dessa nova etapa. Segundo o relato publicado pelo Deccan Herald, Sandhya trabalhou durante aproximadamente um ano como professora em uma instituição de ensino superior.

Sandhya N. Maninalkur começou a trabalhar ainda na 7ª série para ajudar a família, conciliou estudos, cuidados com o gado e produção manual

Seu objetivo de longo prazo é avançar novamente dentro da universidade e concluir um doutorado em Kannada. A intenção é construir uma carreira acadêmica ligada ao idioma e à literatura que escolheu estudar depois de deixar para trás a formação inicial em Ciências.

Trabalho iniciado na adolescência terminou simbolizado pela medalha

A história acadêmica de Sandhya não começou em laboratórios sofisticados nem em uma rotina dedicada exclusivamente aos livros. Começou em uma casa onde todos precisavam contribuir e onde uma estudante ainda na 7ª série passou a trabalhar ao lado da mãe para reforçar a renda familiar.

Anos depois, o percurso incluiu uma graduação em Ciências, uma mudança completa para a literatura, o mestrado em Kannada e o primeiro lugar na Mangalore University.

A medalha de ouro e os sete prêmios materializaram uma sequência construída paralelamente ao trabalho doméstico e às dificuldades financeiras.

A estudante que ordenhava vacas pela manhã e enrolava beedis para ajudar os pais passou a planejar um doutorado e uma carreira como professora. A formatura transformou uma rotina iniciada por necessidade econômica em reconhecimento acadêmico diante da universidade, da família e dos professores que acompanharam sua trajetória.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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