Uma disputa surgida após as eleições de 2024 entre o vereador e advogado Maycon Moreira da Silva e o ex-coordenador de sua campanha, Alison Ferreira de Lima, ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira, 24. A Justiça Eleitoral rejeitou a queixa-crime apresentada pelo parlamentar, que acusava o ex-aliado de crimes contra a honra e denunciação caluniosa relacionados a acusações de compra de votos e desvio de recursos de campanha.
Na decisão, o juiz eleitoral Caique Cirano Di Paula concluiu que os fatos narrados não configuram crimes eleitorais, uma vez que teriam ocorrido meses após o fim da eleição municipal e sem finalidade de propaganda eleitoral. O magistrado também entendeu que Maycon não tinha legitimidade para propor, por conta própria, ação penal pelos supostos crimes eleitorais, cuja iniciativa cabe ao Ministério Público.
Apesar de rejeitar a queixa na esfera eleitoral, a Justiça determinou que o processo seja remetido à Vara Criminal de Sena Madureira, onde poderão ser analisadas as acusações relacionadas aos supostos crimes comuns de calúnia, difamação e injúria.
A origem da disputa
Segundo a queixa apresentada por Maycon, Alison atuou como coordenador de sua campanha durante as eleições municipais de 2024. Após o pleito, de acordo com a versão do vereador, o então aliado teria procurado seu escritório, entre fevereiro e março de 2025, exigindo uma nomeação para cargo comissionado na prefeitura.
Maycon afirmou que a indicação não foi atendida por depender de ato do chefe do Poder Executivo. Ainda segundo a narrativa apresentada à Justiça, após a negativa, Alison, juntamente com outras duas pessoas que não foram incluídas na ação, teria passado a fazer acusações contra o vereador perante autoridades e em redes sociais e aplicativos de mensagens.
As acusações incluíam, segundo a queixa, suposta compra de votos e desvio de recursos de campanha e culminaram no cumprimento de um mandado de busca e apreensão em junho de 2025.
Maycon, então, apresentou queixa-crime contra Alison, imputando-lhe supostos crimes contra a honra e denunciação caluniosa. O processo passou inicialmente pela Vara Criminal de Sena Madureira e pelo Juizado Especial Criminal antes de ser encaminhado à Justiça Eleitoral.

