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Mailza e Jéssica apresentam plano de governo com 10 eixos para o Acre de 2027 a 2030

Mailza e Jéssica apresentam plano de governo com 10 eixos para o Acre de 2027 a 2030

Foto: Sérgio Vale

A pré-candidata e governadora do Acre Mailza Assis (Progressistas) e a médica Jéssica Sales (MDB), apresentada no plano como candidata a vice-governadora, estruturaram uma proposta de governo para o período de 2027 a 2030 baseada em dez eixos estratégicos.

O documento estabelece como objetivo preparar o Estado para um novo ciclo de desenvolvimento, com propostas que combinam expansão dos serviços públicos, geração de empregos, inovação, desenvolvimento regional e sustentabilidade.

Na apresentação do plano, Mailza afirma que o Acre precisa avançar a partir das conquistas dos últimos anos, mas também enfrentar problemas como a espera por atendimento especializado na saúde, a falta de oportunidades de qualificação e trabalho para jovens, as dificuldades enfrentadas por produtores rurais e empreendedores e os problemas de infraestrutura, mobilidade e acesso aos serviços públicos.

A proposta prevê uma atuação integrada entre governo estadual, prefeituras, União, setor produtivo, universidades e sociedade civil. Entre os princípios apresentados estão responsabilidade fiscal, planejamento, transparência, transformação digital, fortalecimento dos municípios e gestão orientada por resultados.

O primeiro eixo do plano é dedicado à educação e prevê a ampliação gradual do ensino em tempo integral, fortalecimento da alfabetização, busca ativa de estudantes, melhoria do transporte e da alimentação escolar e apoio psicossocial para alunos e profissionais da educação.

O documento também propõe concurso público para professores indígenas, manutenção e ampliação da educação especial inclusiva e criação de núcleos regionais de atenção à saúde psicossocial nos 22 municípios. A proposta é aproximar ainda mais a formação profissional das necessidades da economia acreana, com cursos voltados para áreas como bioeconomia, agroindústria, turismo, tecnologia, logística e economia digital.

Outra frente prevista é o fortalecimento da ciência, tecnologia e inovação. O plano propõe a criação de um Centro de Referência em Bioeconomia e Sociobiodiversidade, de um Centro Estadual de Laboratórios Multiusuários e a expansão de bolsas e programas de pesquisa, além do estímulo a incubadoras, startups e ambientes de inovação.

Na saúde, o plano estabelece como uma das principais metas a redução das filas para consultas, exames e cirurgias. A proposta prevê a expansão do Programa Opera Acre e adesão às estratégias do Programa Agora Tem Especialista, com mapeamento da demanda reprimida e acompanhamento do tempo de espera dos pacientes.

A chapa também promete fortalecer a atenção materno-infantil e criar uma Linha Estadual de Cuidado Integral à Saúde da Mulher. Entre as propostas estão ações para atendimento de endometriose, problemas do assoalho pélvico, câncer de mama e colo do útero, além da ampliação do pré-natal de alto risco.

O plano inclui ainda o fortalecimento da rede de saúde mental, mapeamento estadual de crianças com deficiência e necessidades de atendimento especializado e criação de uma rede estadual voltada ao desenvolvimento infantil, reabilitação e neurodesenvolvimento.

Na infraestrutura, a proposta prevê a conclusão das segunda e terceira etapas da Maternidade Marieta Messias Cameli, implantação de um Pronto-Socorro de Atendimento Infantil, entrega de uma nova UPA, modernização do INTO e implantação da UNACON de Rio Branco. Também estão previstos Centros Especializados em Reabilitação em Cruzeiro do Sul e Brasileia.

Na segurança pública, a proposta prioriza o combate ao crime organizado e aos crimes transfronteiriços, considerando a localização do Acre na fronteira com Peru e Bolívia. O plano prevê maior integração entre as forças de segurança, investimentos em inteligência e tecnologia e reforço das ações preventivas.

Entre as medidas está a criação do programa de blindagem das fronteiras, com fortalecimento do Gefron e implantação de postos de vigilância 24 horas em microrregiões consideradas críticas. Também está prevista a criação de um Centro Integrado de Inteligência de Fronteira, reunindo órgãos estaduais, federais e instituições dos países vizinhos.

O plano ainda prevê a ampliação do policiamento comunitário, criação de um Batalhão de Policiamento Comunitário, expansão da Patrulha Escolar e ações específicas de proteção a mulheres, crianças e adolescentes. A proposta inclui monitoramento eletrônico de medidas protetivas de alto risco e a implantação de conselhos municipais de segurança comunitária nos 22 municípios.

Na área econômica, a proposta estabelece como objetivo ampliar empregos, estimular o empreendedorismo, aumentar investimentos privados e fortalecer a produção rural, a indústria, a bioeconomia e o turismo.

O plano prevê patrulhas mecanizadas para atender agricultores familiares e pequenos produtores, ampliação da Política de Aquisição de Alimentos e criação do programa Ramais da Produção, voltado à recuperação e manutenção dos ramais utilizados para o escoamento das cadeias produtivas.

Entre as metas apresentadas está ainda a implantação de estruturas de apoio à colheita, secagem e armazenamento de grãos, com parques de máquinas compartilhados e infraestrutura pública vinculada ao Fundo Agropecuário Estadual. O documento também propõe ampliar a vigilância agropecuária, criar mecanismos de rastreabilidade e certificação da produção e fortalecer a fiscalização sanitária nas fronteiras.

A estratégia econômica pretende transformar a posição geográfica do Acre em vantagem competitiva. O plano aponta a intenção de consolidar o Estado como porta de integração entre o Brasil e os mercados da América do Sul e do Pacífico, ampliando a circulação de produtos e atraindo investimentos.

O sétimo eixo é dedicado à infraestrutura, logística e integração transfronteiriça. A proposta considera rodovias, pontes, aeroportos, hidrovias, saneamento, mobilidade urbana, energia e plataformas logísticas como instrumentos para reduzir custos e ampliar a competitividade do Estado.

O plano também inclui habitação, regularização fundiária, drenagem, arborização, iluminação pública e equipamentos comunitários entre as áreas que deverão receber investimentos. A estratégia prevê parcerias com municípios, Governo Federal, instituições financeiras e iniciativa privada.

O desenvolvimento sustentável aparece como uma das marcas propostas para a próxima gestão. O plano defende o fortalecimento da bioeconomia, a geração de emprego e renda a partir da biodiversidade e medidas para preparar o Acre para os efeitos das mudanças climáticas.

A proposta busca conciliar conservação da floresta com geração de oportunidades econômicas, tratando os recursos naturais e os conhecimentos tradicionais amazônicos como ativos para o desenvolvimento do Estado.

Na administração estadual, Mailza e Jéssica propõem acelerar a transformação digital, integrar sistemas governamentais, ampliar serviços digitais e utilizar inteligência artificial e dados para melhorar a tomada de decisões.

Uma das propostas é a criação do programa InfoAcre, plataforma destinada a integrar bases de dados da administração pública e apoiar o planejamento, o monitoramento e a avaliação das políticas públicas. O plano também prevê a consolidação de um Observatório de Indicadores do Acre, reunindo informações socioeconômicas, fiscais, ambientais e de desempenho dos programas estaduais.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

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