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Maior navio elétrico a bateria do mundo pega “carona” sobre gigante marítimo de 217 metros, cruza o oceano por 40 dias e segue para operar entre Argentina e Uruguai

Maior navio elétrico a bateria do mundo pega “carona” sobre gigante marítimo de 217 metros, cruza o oceano por 40 dias e segue para operar entre Argentina e Uruguai

4 min de leitura

Maior navio elétrico a bateria do mundo pega “carona” sobre gigante marítimo de 217 metros, cruza o oceano por 40 dias e segue para operar entre Argentina e Uruguai

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 10/08/2026 às 16:48

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Imagem ilustrativa de uma grande embarcação elétrica semelhante ao Hull 096, que deixou a Tasmânia rumo à América do Sul para operar no Rio da Prata.

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Construído na Tasmânia, o Hull 096 atravessa o oceano sobre o Black Marlin antes de começar a operar comercialmente no Rio da Prata

O maior navio elétrico a bateria do mundo iniciou uma viagem incomum da Austrália até a América do Sul.

Construído pela Incat Tasmania, o Hull 096 deixou a Tasmânia em 5 de agosto de 2026, transportado sobre outro gigantesco navio.

O responsável pela travessia é o Black Marlin, embarcação especializada em transportar estruturas marítimas extremamente pesadas.

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Segundo a Incat Tasmania, a viagem deverá durar aproximadamente 40 dias até a chegada à América do Sul.

O destino será o Rio da Prata, onde o navio elétrico será preparado para operar entre Buenos Aires, na Argentina, e Colonia, no Uruguai.

Projeto deixou o GNL para se tornar totalmente elétrico

A história do Hull 096 começou com uma configuração bastante diferente daquela utilizada atualmente.

Originalmente, a Incat Tasmania projetou a embarcação para funcionar com Gás Natural Liquefeito, conhecido como GNL.

A mudança ocorreu em 2023, quando a operadora sul-americana Buquebus decidiu transformar o projeto em uma embarcação integralmente elétrica.

Essa alteração colocou as baterias no centro do projeto e ampliou significativamente a complexidade técnica da construção.

O Hull 096 tornou-se, dessa forma, o maior e mais ambicioso projeto já realizado pela Incat Tasmania, segundo a própria companhia.

Black Marlin submerge para colocar outro navio sobre o convés

O transporte até a América do Sul também exige uma operação marítima fora do convencional.

O Black Marlin possui cerca de 217 metros de comprimento e 42 metros de largura, conforme informações divulgadas pela Incat Tasmania.

Sua principal característica está na capacidade de submergir parcialmente o próprio convés de carga.

Água é colocada nos tanques de lastro durante esse processo, fazendo com que parte da embarcação desça abaixo da superfície.

O Hull 096 pode então ser movimentado sobre a plataforma.

A água é posteriormente retirada dos tanques, fazendo o Black Marlin voltar a subir.

O resultado coloca o navio elétrico completamente sustentado sobre o convés do cargueiro, pronto para atravessar o oceano.

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Viviane Alves

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Operação no Rio Derwent antecedeu viagem de 40 dias

O carregamento do Hull 096 foi concluído no Rio Derwent, em 31 de julho de 2026.

A operação foi acompanhada pela Incat Tasmania e registrada pela emissora australiana ABC News Australia.

Poucos dias depois, em 5 de agosto, o Black Marlin deixou oficialmente a Tasmânia em direção à América do Sul.

A Incat estima que aproximadamente 40 dias de navegação serão necessários para completar a travessia.

A cena chama atenção principalmente pela dimensão das duas embarcações envolvidas.

Um gigantesco navio de transporte atravessa o oceano carregando sobre sua estrutura o maior navio elétrico a bateria do mundo.

Chegada ao Rio da Prata terá etapa de comissionamento

A chegada à América do Sul ainda não representará o início imediato da operação comercial.

O Hull 096 precisará primeiro ser descarregado do Black Marlin após a conclusão da travessia.

Equipes técnicas realizarão posteriormente o comissionamento e os preparativos finais necessários para colocar a embarcação em serviço.

A Buquebus será responsável pela operação comercial do navio.

A rota prevista conectará Buenos Aires, na Argentina, e Colonia, no Uruguai, através do Rio da Prata.

Maior projeto da história da Incat Tasmania

A construção do Hull 096 também representa uma etapa importante para a fabricante australiana.

Robert Clifford, presidente da Incat Tasmania, classificou o projeto como o maior e mais ambicioso já desenvolvido pela companhia.

Segundo Clifford, a conclusão demonstra a capacidade técnica, a dedicação e o trabalho de inovação realizado pelas equipes envolvidas.

A empresa também espera demonstrar o potencial das baterias elétricas em grande escala para operações comerciais de balsas.

O término do Hull 096 marca ainda uma mudança importante dentro do estaleiro australiano.

A Incat Tasmania concentra agora seus esforços no desenvolvimento e na construção de embarcações elétricas produzidas em alumínio.

Travessia coloca tecnologia elétrica marítima à prova

O Hull 096 segue agora em direção à América do Sul enquanto permanece completamente apoiado sobre o Black Marlin.

A travessia representa a última grande etapa logística antes dos procedimentos necessários para colocar o navio em funcionamento.

O próximo capítulo acontecerá no Rio da Prata, onde a embarcação será preparada para iniciar sua operação regular.

A chegada permitirá que o maior navio elétrico a bateria do mundo passe da fase de construção para a operação comercial entre Argentina e Uruguai.

A combinação entre tamanho, propulsão elétrica e uma viagem oceânica sobre outro navio transforma o Hull 096 em um projeto incomum da indústria naval.

A experiência também será acompanhada pela própria Incat enquanto amplia seu programa dedicado à construção naval elétrica.

Você acredita que embarcações elétricas desse porte podem se tornar comuns nas rotas marítimas comerciais nos próximos anos? Deixe sua opinião!


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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