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Margem Equatorial pode ampliar potencial do Brasil a 30 bi de barris: Petrobras espera produção em 7 anos investindo US$ 2,5 bi em 15 poços até 2030, reagindo às descobertas na Bacia da Foz do Amazonas e explorando características geológicas semelhantes às de Guiana e Suriname

Margem Equatorial pode ampliar potencial do Brasil a 30 bi de barris: Petrobras espera produção em 7 anos investindo US$ 2,5 bi em 15 poços até 2030, reagindo às descobertas na Bacia da Foz do Amazonas e explorando características geológicas semelhantes às de Guiana e Suriname

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Margem Equatorial pode ampliar potencial do Brasil a 30 bi de barris: Petrobras espera produção em 7 anos investindo US$ 2,5 bi em 15 poços até 2030, reagindo às descobertas na Bacia da Foz do Amazonas e explorando características geológicas semelhantes às de Guiana e Suriname

Escrito por Paulo Nogueira

Publicado em 29/08/2026 às 15:36

Atualizado em 29/08/2026 às 15:37

Petróleo e Gás

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Uma fronteira exploratória que vai do Amapá ao Rio Grande do Norte

Você provavelmente já ouviu falar da Margem Equatorial como a próxima grande aposta da Petrobras no mar brasileiro. A região se estende do litoral do Amapá até o Rio Grande do Norte e reúne cinco bacias sedimentares distintas, formando um cinturão que a estatal considera estratégico para sustentar sua produção de petróleo nas próximas décadas.

Foi nessa área que a Petrobras encontrou indícios de hidrocarbonetos na Bacia da Foz do Amazonas, a 175 quilômetros do litoral do Amapá, sob 2.886 metros de profundidade de lâmina d’água. A descoberta foi identificada por perfis elétricos e por indícios registrados em rocha, segundo a CNN Brasil.

O interesse pela região não é aleatório. As características geológicas da Margem Equatorial se assemelham às da Guiana e do Suriname, países onde descobertas recentes transformaram a produção de petróleo e atraíram bilhões de dólares em investimentos estrangeiros nos últimos anos.

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Potencial estimado em 30 bilhões de barris e um aporte de US$ 2,5 bilhões

Estudos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que o potencial total de óleo e gás na Margem Equatorial pode chegar a 30 bilhões de barris de óleo equivalente. É um número que, se confirmado por perfuração e testes de produção, colocaria a região entre as maiores fronteiras exploratórias do país.

Um recorte mais específico vem da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que estima cerca de 5,7 bilhões de barris de petróleo recuperáveis apenas na Bacia da Foz do Amazonas, de acordo com reportagem do InfoMoney. A diferença entre os dois números mostra a distância que ainda existe entre o potencial total da Margem Equatorial e o que já tem contorno mais definido em uma única bacia.

Para transformar esse potencial em produção, a Petrobras colocou dinheiro no orçamento. O plano de negócios 2026-2030 prevê US$ 2,5 bilhões em investimentos na Margem Equatorial, direcionados à perfuração de 15 novos poços até o fim da década. É um volume de recursos que sinaliza que a estatal trata a região como prioridade dentro da sua estratégia de exploração em águas profundas e ultraprofundas.

Esse aporte importa porque cada poço perfurado na Margem Equatorial reduz a incerteza sobre o quanto de óleo e gás realmente existe ali embaixo. Sem perfuração, os 30 bilhões de barris estimados pela ANP continuam sendo um número de estudo geológico, não uma reserva provada que pode entrar no balanço da companhia.

Os desafios até o primeiro barril

A Petrobras avalia que em sete anos poderá estar produzindo petróleo em águas ultraprofundas na Margem Equatorial. É um prazo longo, típico de projetos offshore complexos, que envolve desde a confirmação da viabilidade econômica até a instalação da infraestrutura necessária para escoar a produção.

Esse intervalo de sete anos ajuda a entender por que a região ainda está na fase de estudos. A descoberta na Bacia da Foz do Amazonas, por exemplo, foi identificada por perfis elétricos e indícios em rocha, métodos que apontam a presença de hidrocarbonetos, mas que precisam ser complementados por testes de produção para confirmar se o volume é comercialmente viável.

O status atual do licenciamento ambiental para os novos poços previstos no plano 2026-2030 ainda não foi detalhado publicamente, e também não há, até o momento, uma declaração oficial de comercialidade para os poços já perfurados na região. Esses dois pontos seguem em aberto e devem pautar os próximos meses de acompanhamento do projeto.

Enquanto isso, a comparação com Guiana e Suriname continua funcionando como referência para o mercado, já que as características geológicas semelhantes alimentam a expectativa de que a Margem Equatorial siga um caminho parecido ao dessas regiões, que passaram de área pouco explorada a polo relevante de produção em poucos anos.

Para investidores e profissionais do setor, o que existe hoje é uma combinação de sinais positivos, como o potencial estimado pela ANP e o comprometimento orçamentário da Petrobras, com uma fase ainda inicial de confirmação geológica e regulatória. O plano de US$ 2,5 bilhões em 15 poços até 2030 é o instrumento pelo qual a estatal pretende transformar indícios em reservas provadas, mas o resultado desse esforço só deve aparecer, segundo a própria companhia, dentro de sete anos.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

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