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Marinha do Brasil transforma maior navio de guerra da América Latina em vitrine de robôs, inteligência artificial e realidade virtual
Escrito por Paulo Nogueira
Publicado em 08/08/2026 às 13:58
Forças Armadas
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Visitantes embarcaram no NAM Atlântico e conheceram simuladores militares, projetos nucleares, pesquisas marítimas e novas tecnologias empregadas pela Força Naval
A Marinha do Brasil transformou parte de sua estrutura naval em uma grande vitrine de tecnologia, defesa e inovação durante a Rio Innovation Week 2026. Entre as atrações estavam robôs militares, simuladores, inteligência artificial, realidade virtual, projetos nucleares e equipamentos científicos utilizados para estudar o oceano.
A participação ocorreu entre os dias 4 e 7 de agosto de 2026, no Píer Mauá, no Rio de Janeiro. Durante o evento, o público teve a oportunidade de embarcar no Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico, considerado o maior navio de guerra da América Latina.
Além de conhecer áreas da embarcação, os visitantes participaram de experiências interativas e acompanharam apresentações relacionadas à ciência, à defesa, ao monitoramento marítimo e ao desenvolvimento de tecnologias estratégicas para o Brasil.
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NAM Atlântico recebeu simuladores, robôs e experiências imersivas
O NAM Atlântico recebeu exposições de equipamentos militares, simuladores operacionais, arena de jogos eletrônicos, experiências de realidade virtual e demonstrações de projetos estratégicos da Força Naval.
A presença da Marinha no evento também mostrou ao público que suas atividades não estão limitadas às operações militares. A instituição mantém programas voltados à pesquisa científica, à produção de conhecimento e à criação de soluções tecnológicas de uso militar e civil.
Na edição de 2025 da Rio Innovation Week, o navio recebeu mais de 52 mil visitantes. O movimento registrado naquela oportunidade reforçou a decisão de ampliar as atrações e os espaços ocupados pela Marinha em 2026.
Entre as atividades disponibilizadas estavam desafios tecnológicos realizados dentro do navio. A proposta permitiu que os participantes conhecessem situações encontradas em ambientes militares e entendessem como a tecnologia auxilia o planejamento e a execução das missões.
Navio Vital de Oliveira mostrou como a Marinha estuda o oceano
Outro destaque foi o Navio de Pesquisa Hidroceanográfico Vital de Oliveira, que recebeu um espaço dedicado a palestras sobre ciência, saúde, tecnologia, ambiente marítimo e desempenho humano em condições extremas.
A programação também apresentou experiências científicas obtidas em expedições realizadas na Antártica e pesquisas relacionadas à atmosfera, à superfície do oceano, à coluna de água, ao leito e ao subsolo marinho.
O navio conta com laboratórios e 28 equipamentos científicos embarcados. Essa estrutura permite coletar informações de diferentes partes do ambiente marítimo e disponibilizar dados para pesquisadores, universidades e instituições brasileiras.
Durante a programação, o público conheceu o Programa Conexão Marinha, iniciativa criada para aproximar as necessidades do Poder Naval das soluções desenvolvidas por universidades, startups, empresas e Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação.
O programa trabalha especialmente com tecnologias de uso dual, ou seja, soluções que podem atender tanto às necessidades da defesa nacional quanto às demandas da sociedade e do setor produtivo.
Competição de robótica chamou a atenção dos estudantes
Uma competição de robótica reuniu estudantes e equipes em desafios realizados durante o evento. Os participantes puderam observar o funcionamento dos equipamentos e acompanhar diferentes aplicações da automação.
A atração também ajudou a aproximar jovens de áreas como engenharia, programação, automação industrial e desenvolvimento de sistemas. Para muitos estudantes, aquela foi a primeira oportunidade de entrar em um navio da Marinha.
Além da competição, foi apresentado um robô expedicionário utilizado em missões de reconhecimento e no monitoramento de possíveis ameaças nucleares, biológicas, químicas e radiológicas.
Esse tipo de equipamento permite realizar inspeções em locais que poderiam oferecer riscos aos militares. Dessa forma, o robô pode transmitir informações sobre o ambiente antes do envio de equipes especializadas.
Realidade virtual simulou salto de paraquedas e operações militares
O público também conheceu o Simulador de Navegação de Paraquedas, desenvolvido pelo Centro de Análises de Sistemas Navais. O equipamento utiliza realidade virtual para reproduzir parte da experiência de um salto.
Outra atração foi o Simulador Virtual de Estudo de Terreno, conhecido como SVETT/SAGRES-N. A tecnologia aproxima os usuários do ambiente operacional e permite analisar diferentes características de uma área antes da realização de uma missão.
A exposição contou ainda com um simulador de tiro equipado com Blue Gun e maquetes de importantes projetos da defesa brasileira. Entre elas estavam representações da Fragata Classe Tamandaré, do reator nuclear e do futuro submarino nuclear convencionalmente armado.
A programação foi complementada pelo espaço “Vem pra Marinha”, destinado a apresentar concursos, processos seletivos e possibilidades de ingresso na carreira naval.
Evento aproximou a Marinha de universidades e empresas
A participação na Rio Innovation Week também serviu para ampliar o contato da Marinha com pesquisadores, empresários, startups e instituições de ensino.
A troca de informações permite que tecnologias desenvolvidas fora do ambiente militar sejam avaliadas para projetos estratégicos. Ao mesmo tempo, conhecimentos acumulados pela Marinha podem contribuir para aplicações científicas e industriais.
Essa integração torna-se especialmente importante em setores como inteligência artificial, energia nuclear, monitoramento oceânico, comunicação, automação e segurança de infraestruturas marítimas.
Arena gamer buscou aproximar a Força Naval dos jovens
A arena gamer montada a bordo do NAM Atlântico foi outra atração utilizada para despertar o interesse dos visitantes mais jovens.
A proposta foi mostrar que os jogos eletrônicos também se relacionam com educação, estratégia, formação profissional e desenvolvimento tecnológico.
Simulações e ambientes virtuais já fazem parte de diferentes processos de treinamento. Eles ajudam a preparar profissionais para situações complexas sem expor equipes e equipamentos aos riscos de uma operação real.
Inteligência artificial entra no centro dos projetos da Marinha
O uso da inteligência artificial na Marinha do Brasil também foi discutido durante um painel realizado na Rio Innovation Week.
Especialistas debateram a aplicação da IA em sistemas de defesa, análise de informações e apoio à tomada de decisões. A discussão incluiu ainda os desafios da transformação digital e da governança de dados.
Um dos projetos citados foi o Centro de Inovação Estratégico da Marinha do Brasil, criado para conectar a Força Naval ao ecossistema formado por universidades, centros de pesquisa, empresas e startups.
A integração poderá contribuir para o desenvolvimento de tecnologias nacionais, incluindo modelos de inteligência artificial adaptados às necessidades estratégicas do país.
Novas tecnologias devem reforçar a proteção da Amazônia Azul
A Marinha também apresentou tecnologias empregadas no monitoramento da Amazônia Azul, área marítima brasileira que concentra recursos naturais, rotas comerciais e infraestruturas consideradas fundamentais para a economia.
O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul foi apresentado como uma ferramenta de monitoramento marítimo, comando, controle e proteção de estruturas críticas.
A Amazônia Azul Tecnologias de Defesa, a Amazul, também participou da programação. A empresa apresentou projetos relacionados aos setores nuclear e de defesa, incluindo discussões sobre pequenos reatores modulares, microrreatores e irradiação de alimentos.
A presença da Marinha na sexta edição da Rio Innovation Week reforçou a estratégia de ampliar o diálogo com a sociedade e estimular parcerias entre o poder público, a academia e a iniciativa privada.
Mais do que exibir navios e equipamentos militares, a programação mostrou como pesquisas sobre o oceano, inteligência artificial, energia nuclear, robótica e realidade virtual estão ligadas à defesa e ao desenvolvimento tecnológico brasileiro.
Fonte: Agência Marinha de Notícias. Texto reescrito de forma autoral com base nas informações oficiais divulgadas pela Marinha do Brasil.
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mARINHA
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

