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Marte pode guardar uma pista de bilhões de anos: imagens impressionantes mostram o Planeta Vermelho enquanto Perseverance encontra possível bioassinatura ligada à vida antiga
Escrito por Caio Aviz
Publicado em 14/08/2026 às 14:02
Ciência e Tecnologia
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Imagens registradas ao longo de diferentes missões revelam crateras, cânions, dunas e marcas de água, enquanto dados do Perseverance colocam uma possível bioassinatura no centro das pesquisas sobre o passado de Marte
Marte voltou ao centro das atenções científicas em 10 de setembro de 2025, quando foram divulgados resultados relacionados a uma amostra analisada pelo rover Perseverance, da NASA.
Os dados, apresentados em um artigo publicado na revista científica Nature, apontaram uma possível bioassinatura associada ao passado do Planeta Vermelho.
A descoberta chama atenção porque o material foi coletado em uma região interpretada como um antigo ambiente marcado pela presença de água. Entretanto, o resultado não representa uma confirmação de que existiu vida em Marte.
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Segundo a NASA, as características encontradas podem estar relacionadas a antigos processos microbianos. Ainda assim, outras explicações precisam ser consideradas antes de qualquer conclusão definitiva.
Perseverance encontra possível bioassinatura em Marte
Primeiramente, o material foi identificado durante as investigações realizadas pelo rover Perseverance, enviado pela NASA para explorar a superfície marciana.
Em julho de 2024, o equipamento examinou a formação Bright Angel, localizada em Neretva Vallis, na Cratera Jezero.
Posteriormente, uma amostra chamada Sapphire Canyon foi retirada da rocha conhecida como Cheyava Falls.
Após aproximadamente um ano de análises, os resultados foram publicados pela Nature em 10 de setembro de 2025.
De acordo com a NASA, algumas características observadas na rocha poderiam estar relacionadas a reações químicas capazes de sustentar formas microbianas de vida bilhões de anos atrás.
Apesar disso, uma possível bioassinatura não significa que vida antiga em Marte tenha sido comprovada. Portanto, o material continua sendo tratado como uma evidência que exige investigação adicional.
Imagens revelam como é a superfície do Planeta Vermelho
Enquanto o Perseverance investiga o passado de Marte, fotografias registradas ao longo de diferentes missões mostram a diversidade da paisagem marciana.
Crateras gigantescas, cânions profundos, dunas, montanhas e formações associadas à presença de água aparecem entre os principais registros.
Cratera Victoria — 2006: localizada em Meridiani Planum, a cratera de impacto possui aproximadamente 730 metros de largura.
Phoenix — 2008: uma concepção artística mostra o módulo de pouso Phoenix chegando ao Planeta Vermelho.
Hellas Planitia — 2011: os canais identificados nessa extensa bacia marciana apresentam entre 1 e 10 metros de largura.
Mount Sharp — 2012: oficialmente chamado Aeolis Mons, o monte se eleva aproximadamente 5,5 quilômetros acima do fundo do vale.
Link — 2012: o afloramento rochoso apresenta fragmentos arredondados de cascalho, conhecidos como clastos, que chegam a alguns centímetros.
Yellowknife Bay — 2013: características esféricas encontradas na região foram interpretadas como concreções formadas pela passagem de água através dos poros dos sedimentos.
Noctis Labyrinthus — 2013: situada na elevação de Tharsis, a região se destaca pelo complexo sistema de vales profundos e paredes íngremes.
Nili Patera — 2014: localizada sobre um antigo leito de lava vulcânica, abriga um dos campos de dunas mais ativos de Marte.
Acidalia Planitia — 2015: a planície também ganhou notoriedade como local fictício de pouso da missão Ares 3 em Perdido em Marte.
Ophir Chasma — 2015: a região oferece uma visão de um dos cânions localizados na porção norte do enorme sistema marciano.
Marte — 2016: o Planeta Vermelho também foi fotografado pelo Telescópio Espacial Hubble, da NASA.
Gullies — 2017: formações observadas nas latitudes médias apresentam características semelhantes às moreias encontradas na Terra.
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Caio Aviz
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Água deixou marcas importantes na história de Marte
Além das crateras e dunas, parte das imagens mostra estruturas relacionadas à possível presença de água no passado de Marte.
Em 2015, por exemplo, foram observadas faixas escuras e estreitas com aproximadamente 100 metros de comprimento. Na época, acreditava-se que essas estruturas poderiam ter sido formadas por água corrente.
Já em Yellowknife Bay, as características encontradas foram interpretadas como concreções associadas à circulação de água pelos poros existentes nos sedimentos.
Outro ponto importante aparece na Cratera Gale. Fotografada em 2013, a formação possui idade estimada entre 3,5 bilhões e 3,8 bilhões de anos.
Além disso, a região provavelmente corresponde a uma antiga área lacustre próxima à porção noroeste do quadrângulo de Aeolis.
Dunas, gelo e cânions completam a paisagem marciana
As fotografias também revelam outros aspectos marcantes da geologia do Planeta Vermelho.
Em registros de 2014, dunas localizadas no extremo norte de Marte aparecem emergindo de uma cobertura sazonal de gelo seco de dióxido de carbono.
Por outro lado, imagens produzidas em 2017 mostram depósitos cuja topografia se assemelha às moreias terrestres.
Essa aparência sugere que essas estruturas sejam ricas em gelo ou tenham concentrado gelo no passado.
Já Nili Patera se destaca pelo movimento de suas dunas sobre uma antiga região vulcânica. Em outro registro, um monte aparece funcionando como obstáculo enquanto as dunas avançam em direção ao sul.
Imagens ajudam a reconstruir bilhões de anos da história de Marte
Portanto, as imagens reunidas ao longo das missões mostram que Marte possui uma paisagem muito mais diversificada do que sua aparência avermelhada vista à distância sugere.
Crateras, montanhas, cânions, dunas, depósitos de gelo e antigos ambientes relacionados à água ajudam os cientistas a reconstruir diferentes capítulos da história do planeta.
Nesse contexto, a possível bioassinatura apresentada em 10 de setembro de 2025 acrescentou uma nova peça às investigações realizadas pelo Perseverance.
Entretanto, a interpretação permanece cautelosa. Conforme ressaltam NASA e Nature, o material representa uma possível bioassinatura, e não uma confirmação da existência de vida antiga em Marte.
E você, acredita que as novas descobertas do Perseverance podem nos aproximar de uma resposta definitiva sobre a existência de vida antiga em Marte?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

