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Megaprojeto brasileiro de R$ 6,8 bilhões pretende acabar com um desvio de até 45 km entre cidades separadas por apenas 400 metros de água, usando uma solução de engenharia inédita na América Latina

Megaprojeto brasileiro de R$ 6,8 bilhões pretende acabar com um desvio de até 45 km entre cidades separadas por apenas 400 metros de água, usando uma solução de engenharia inédita na América Latina

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Megaprojeto brasileiro de R$ 6,8 bilhões pretende acabar com um desvio de até 45 km entre cidades separadas por apenas 400 metros de água, usando uma solução de engenharia inédita na América Latina

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 25/08/2026 às 20:20

Curiosidades

Canal

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Separadas por poucos metros de água, Santos e Guarujá convivem com deslocamentos terrestres muito mais longos, enquanto um projeto bilionário pretende mudar essa realidade com uma estrutura submersa que combina mobilidade urbana, operação portuária e uma técnica de engenharia ainda inédita na América Latina.

Separadas por apenas 400 metros do canal do estuário, Santos e Guarujá terão uma ligação fixa por túnel imerso, empreendimento estimado em R$ 6,8 bilhões que pretende reduzir deslocamentos que, para parte do tráfego portuário, podem alcançar 45 quilômetros pelas rotas terrestres atuais.

Com aproximadamente 1,5 quilômetro de extensão, dos quais cerca de 870 metros ficarão imersos sob o canal portuário, o Túnel Santos-Guarujá permitirá a passagem de veículos, pedestres e ciclistas entre os dois municípios do litoral de São Paulo.

Pelo cronograma oficial mais recente, o empreendimento avançará por etapas de projeto, preparação, fabricação e instalação ao longo dos próximos anos, com acabamentos e testes programados para 2030 e início da operação comercial previsto para 2031.

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Como funcionará o túnel imerso entre Santos e Guarujá

Diferentemente de uma escavação convencional executada integralmente abaixo do solo, o projeto adota o sistema de túnel imerso, no qual grandes estruturas de concreto são produzidas previamente e depois levadas, de forma controlada, até a área destinada à travessia.

Essa solução permite fabricar boa parte da estrutura fora de sua posição definitiva, enquanto o trecho submerso ficará abaixo do canal utilizado pelas embarcações que acessam o Porto de Santos, mantendo separadas as circulações marítima e terrestre.

Dentro do cronograma divulgado pelo Governo de São Paulo, a construção da doca seca e as dragagens preliminares estão previstas para 2027, enquanto a fabricação dos elementos pré-moldados deverá ocorrer em 2028 e a imersão das estruturas, em 2029.

Depois da instalação e da união dos módulos, o projeto entrará na fase de acabamentos, implantação dos sistemas necessários à operação e realização dos testes previstos para 2030, etapa que antecede a abertura da ligação aos usuários em 2031.

Travessia terá espaço para veículos, pedestres e ciclistas

Pensada para atender diferentes formas de deslocamento, a estrutura terá três faixas de circulação por sentido, além de passagem destinada a pedestres e ciclistas e uma galeria de serviços, ampliando o papel da ligação para além do uso exclusivo por automóveis.

Além disso, uma das faixas poderá ser adaptada ao Veículo Leve sobre Trilhos, o VLT, incorporando ao empreendimento uma possibilidade de integração futura com o transporte coletivo e preservando espaço para diferentes modalidades de mobilidade entre as duas margens.

Na prática, a dimensão física da obra contrasta com a distância percorrida atualmente por parte dos veículos ligados à operação portuária, já que cerca de 5 mil dos aproximadamente 20 mil caminhões que circulam diariamente pelo Porto de Santos enfrentam trajetos de até 45 quilômetros.

Nesse mesmo ponto do estuário, Santos e Guarujá estão separadas por cerca de 400 metros de canal, distância que ajuda a explicar por que uma ligação direta é tratada como alternativa aos deslocamentos terrestres mais longos entre as duas margens.

Viagem entre Santos e Guarujá poderá cair para cerca de dois minutos

Com a implantação da nova passagem, a estimativa divulgada pelo Ministério de Portos e Aeroportos indica que a travessia pelo túnel levará aproximadamente dois minutos, reduzindo de forma significativa o tempo necessário para alcançar a margem oposta sem depender do percurso rodoviário.

Ao permanecer abaixo da superfície do canal, o projeto também busca criar uma conexão permanente sem ocupar a rota usada pelas embarcações, condição especialmente relevante porque a área integra o sistema de acesso ao Porto de Santos e precisa continuar recebendo tráfego marítimo.

Paralelamente à ligação urbana, a infraestrutura terá relação direta com os deslocamentos associados ao complexo portuário, onde caminhões precisam circular entre diferentes áreas para realizar operações de transporte, carga e descarga antes de seguir para outros destinos.

Cronograma do Túnel Santos-Guarujá prevê operação em 2031

Em 2026, a TSG Concessionária trabalha na elaboração dos projetos funcional e executivo, nos estudos complementares, nas providências relacionadas às áreas necessárias e nos processos de licenciamento previstos para que o empreendimento avance às etapas seguintes da construção.

Já a sequência oficial estabelece obras iniciais e preparação da doca seca em 2027, fabricação dos elementos do túnel em 2028, imersão e montagem em 2029 e conclusão dos sistemas e testes durante 2030, antes da operação comercial prevista para 2031.

Mantido em R$ 6,8 bilhões, o investimento estimado engloba não apenas o trecho imerso, mas também os acessos viários, os sistemas operacionais e as atividades previstas para manutenção da ligação durante o período estabelecido no contrato de concessão.

Com cidades tão próximas pelo canal, mas ainda sujeitas a deslocamentos terrestres muito maiores, a nova ligação poderá alterar de forma profunda a rotina de quem circula diariamente entre Santos, Guarujá e as áreas ligadas às operações do Porto de Santos?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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