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Menino de 3 anos chama a atenção por suas habilidades em adição e subtração, reconhece diferentes idiomas, entra para a Mensa com QI de 132 e surpreende pela capacidade de resolver problemas e aprender rapidamente

Menino de 3 anos chama a atenção por suas habilidades em adição e subtração, reconhece diferentes idiomas, entra para a Mensa com QI de 132 e surpreende pela capacidade de resolver problemas e aprender rapidamente

SP

6 min de leitura

Menino de 3 anos chama a atenção por suas habilidades em adição e subtração, reconhece diferentes idiomas, entra para a Mensa com QI de 132 e surpreende pela capacidade de resolver problemas e aprender rapidamente

Escrito por Ruth Rodrigues

Publicado em 27/08/2026 às 15:32

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Gabriel, de 3 anos, recebeu laudo de superdotação com QI 132, foi aceito na Mensa e demonstra facilidade com idiomas, matemática e raciocínio. Fonte: Arquivo pessoal.

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Gabriel, de 3 anos, recebeu laudo de superdotação com QI 132, foi aceito na Mensa e demonstra facilidade com idiomas, matemática e raciocínio.

Aos 3 anos, Gabriel Francisco Novaes já passou por avaliação neuropsicológica que apontou superdotação e QI de 132, foi aceito na Mensa International e demonstra habilidades que fizeram a família buscar uma escola capaz de acompanhar seu ritmo de aprendizagem.

Morador de Tapiraí, no interior de São Paulo, o menino realiza operações de adição e subtração, apresenta facilidade para resolver problemas e mantém contato com diferentes idiomas, apesar de ainda estar na educação infantil. A situação levou a mãe, a professora Kelidy Novaes, a considerar até uma mudança de cidade.

Depois de não encontrar uma opção adequada em municípios próximos, a família passou a avaliar Sorocaba como possível destino para que Gabriel tenha acesso a uma instituição voltada a estudantes superdotados.

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Segundo reportagem publicada pelo g1 em dezembro de 2025, a recomendação para buscar esse tipo de ensino veio após o acompanhamento profissional.

QI de 132 apareceu após família procurar especialistas

Kelidy não partiu inicialmente da certeza de que o filho tivesse altas habilidades. Mesmo ouvindo de outras pessoas que o comportamento de Gabriel destoava do observado em crianças da mesma idade, ela chegou a considerar que o desenvolvimento pudesse ser natural, sobretudo porque já tinha uma filha mais velha com bom desempenho escolar.

A investigação começou com psicólogos e avançou para um neuropsicólogo em Piedade, cidade próxima a Tapiraí. Segundo a mãe, já na primeira sessão surgiram indícios importantes, e a avaliação posteriormente registrou QI 132, apontado por ela como o maior resultado obtido até então naquela clínica.

O laudo acessado pelo g1 descreveu capacidade intelectual muito acima do esperado para a idade, inclusive em raciocínio e planejamento.

Gabriel também passou por neuropediatra e terapia ocupacional. Depois desse percurso, a família passou a procurar ambientes educacionais e grupos capazes de oferecer estímulos compatíveis com suas necessidades.

Gabriel, de 3 anos, recebeu laudo de superdotação com QI 132, foi aceito na Mensa e demonstra facilidade com idiomas, matemática e raciocínio. Fonte: Arquivo pessoal.

Mensa aprovou Gabriel após análise do laudo

Com a documentação em mãos, Kelidy buscou organizações destinadas a pessoas com altas habilidades. Gabriel acabou aceito na Mensa International depois de uma análise documental que, segundo a mãe, durou cerca de 40 dias.

Como a entidade não funciona como uma escola física, a entrada não resolveu sozinha a questão educacional. Kelidy passou também a procurar outras famílias com crianças de perfil semelhante e a explorar atividades e oficinas oferecidas pela internet.

A preocupação da mãe não está apenas em oferecer conteúdos mais avançados. Ela procura equilibrar o estímulo intelectual com experiências próprias da infância, evitando que toda a rotina do filho seja construída em torno do desempenho cognitivo.

Futebol e brincadeiras passaram a dividir espaço com os estudos

Gabriel demonstra dificuldade em se identificar com algumas crianças da creche e chegou a dizer que os colegas eram “muito bebês”. Para a família, esse comportamento reforçou a necessidade de trabalhar a convivência sem permitir que a diferença de aprendizagem o afaste completamente de outras crianças.

Kelidy passou a incentivar atividades menos ligadas a letras e conteúdos acadêmicos. Bola, bambolê, passeios à praça e brincadeiras com outras crianças entraram com mais força na rotina. Hoje, segundo a mãe, Gabriel é fascinado por futebol, torce para o Corinthians e gosta de pega-pega e pique-esconde.

A estratégia busca preservar o lado infantil enquanto a família tenta atender à curiosidade intelectual do menino. A mãe afirma reforçar constantemente que, independentemente das capacidades identificadas no laudo, ele continua tendo apenas três anos.

Interesse por idiomas apareceu sem ensino formal planejado

Um dos primeiros episódios que chamaram atenção ocorreu quando Kelidy decidiu colocar um alfabeto na parede para ensinar o filho. Antes mesmo de iniciar a atividade, percebeu que Gabriel já reconhecia letras em português e inglês.

A surpresa aumentou em outra ocasião, quando a família encontrou o menino acompanhando uma música cuja língua não conseguia identificar. Kelidy registrou a tela do vídeo e recorreu a uma ferramenta de inteligência artificial, que indicou que o conteúdo estava em russo.

Desde então, a família passou a observar familiaridade com russo, grego, inglês, armênio, português e Libras. A facilidade linguística divide espaço com outra área de interesse: a matemática.

Gabriel, de 3 anos, recebeu laudo de superdotação com QI 132, foi aceito na Mensa e demonstra facilidade com idiomas, matemática e raciocínio. Fonte: Arquivo pessoal.

Neuropsicólogo destacou raciocínio lógico e busca por soluções

Segundo Kelidy, o profissional que avaliou Gabriel identificou uma forte orientação para lógica e resolução de problemas. Esse comportamento aparece também em situações cotidianas, não apenas em testes ou atividades escolares.

A mãe exemplifica que, se comenta não encontrar um copo quando quer beber água, o menino procura uma solução e leva o objeto até ela. Além disso, realiza somas e subtrações com facilidade para a idade e costuma compreender orientações rapidamente.

O vocabulário também chama atenção dentro de casa. Gabriel utiliza palavras e construções que os próprios adultos da família consideram pouco comuns na fala de uma criança pequena, empregando expressões como “altíssimo” em situações cotidianas.

Autocrítica preocupa mais do que críticas feitas por outras pessoas

Outra característica observada pela família aparece quando o menino avalia o próprio desempenho. De acordo com Kelidy, comentários negativos feitos por outras pessoas nem sempre o incomodam, mas a percepção de ter realizado algo abaixo do que esperava pode gerar forte frustração.

Um desenho ilustra essa diferença. Se outra pessoa disser que o resultado ficou ruim, Gabriel tende a não dar muita importância. Se ele próprio concluir que não gostou do que fez, porém, a mãe precisa conversar bastante até ajudá-lo a superar a insatisfação.

Esse comportamento passou a fazer parte dos aspectos que a família acompanha enquanto busca equilibrar estímulo, convivência social e expectativas adequadas à idade.

Primeiras palavras vieram durante internação na UTI

Antes das descobertas relacionadas à superdotação, a família viveu um período de preocupação com o desenvolvimento do menino. Ainda no primeiro ano de vida, Gabriel enfrentou bronquiolite associada a pneumonia bacteriana e viral e precisou ser intubado em uma Unidade de Terapia Intensiva.

Kelidy conta que, antes da internação, temia que o filho estivesse demorando a alcançar etapas do desenvolvimento. Foi justamente na UTI, porém, que ele pronunciou suas primeiras palavras, chamando pela avó.

Depois da recuperação, a mãe percebeu uma aceleração no desenvolvimento. Anos mais tarde, aquilo que inicialmente havia provocado preocupação levou a família para uma situação completamente diferente: compreender como acompanhar uma criança cujo laudo indica desempenho intelectual muito acima do esperado para sua idade.

Apesar do QI, da Mensa e dos idiomas, Kelidy evita transformar essas características na identidade inteira do filho. Para ela, o objetivo não é apenas encontrar maneiras de desafiar intelectualmente Gabriel, mas permitir que ele construa relações, brinque e atravesse a infância sem carregar expectativas desproporcionais.

Fonte

G1


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

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