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Mensagem em uma garrafa escrita por adolescente em 1926 é encontrada 95 anos depois em rio
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 31/08/2026 às 00:15
Atualizado 31/08/2026 às 00:16
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Capitã encontrou bilhete escrito em 1926, localizou a filha do autor pelas redes sociais e transformou descoberta submersa em homenagem que preserva memória familiar quase um século depois, em Michigan, dentro de antiga garrafa verde.
Uma mensagem em uma garrafa escrita em novembro de 1926 foi encontrada 95 anos depois no fundo do rio Cheboygan, no estado de Michigan, nos Estados Unidos. O bilhete, assinado por George Morrow, foi localizado pela capitã e instrutora de mergulho Jennifer Dowker em 18 de junho de 2021.
Embora estivesse dentro de uma garrafa parcialmente cheia de água, o papel ainda permanecia legível. George pedia que a pessoa responsável pelo eventual achado devolvesse a mensagem e informasse o local onde ela havia sido encontrada.
A descoberta ganhou repercussão nas redes sociais e chegou até Michele Primeau, filha de George. Ela reconheceu a caligrafia do pai e decidiu que Jennifer deveria conservar o objeto, transformando o achado em uma homenagem à memória dele.
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Mensagem em uma garrafa estava a cerca de 3 metros de profundidade
Jennifer Dowker é proprietária da Nautical North Family Adventures, empresa que oferece passeios em uma embarcação com fundo de vidro e atividades de mergulho na região de Cheboygan.
Segundo a Michigan Public, Jennifer mergulhou no rio enquanto acompanhava um possível cliente e aproveitava para limpar as janelas submersas da embarcação.
Ao nadar um pouco além do barco, ela observou uma pequena garrafa verde no fundo do rio. O recipiente estava a uma profundidade aproximada de 10 pés, equivalente a cerca de 3 metros.
Quando examinou o objeto, Jennifer percebeu que havia um pedaço de papel em seu interior. A garrafa estava aproximadamente dois terços cheia de água, mas a escrita continuava visível.
O bilhete dizia: “A pessoa que encontrar esta garrafa poderia devolver este papel a George Morrow, Cheboygan, Michigan, e dizer onde ele foi encontrado?”. Ao final, aparecia a data de novembro de 1926.
Publicação nas redes sociais chegou à filha do autor
Depois de retirar cuidadosamente o papel, Jennifer publicou imagens do objeto nas redes sociais. A intenção era descobrir quem havia sido George Morrow e localizar algum familiar.
A repercussão superou a expectativa inicial. De acordo com a emissora local WXYZ Detroit, milhares de comentários, compartilhamentos e interações ajudaram a identificar Michele Primeau como filha do autor.
Michele não utilizava o Facebook, mas foi localizada depois que pessoas envolvidas na busca encontraram informações que permitiram estabelecer o contato. Ao ver a fotografia, ela afirmou ter reconhecido imediatamente a letra do pai.
George tinha aproximadamente 17 ou 18 anos quando escreveu o bilhete. Michele considerou a possibilidade de ele ter colocado a mensagem no rio próximo ao aniversário, celebrado em novembro. Essa circunstância, porém, foi apresentada por ela como uma hipótese, e não como fato confirmado.
A filha contou ainda que o pai era sentimental e tinha o hábito de deixar mensagens em lugares incomuns. Durante uma viagem familiar, por exemplo, eles jogaram outra garrafa com um bilhete no Lago Huron. George também teria colocado uma mensagem dentro de uma parede enquanto reformava a residência da família.
Diário permitiu comparar as caligrafias
Meses depois do primeiro contato, Michele viajou de Detroit até Cheboygan para conhecer Jennifer e ver pessoalmente o material encontrado. Ela levou um antigo diário escrito pelo pai durante a Segunda Guerra Mundial.
As duas compararam a caligrafia registrada no diário com aquela encontrada no bilhete de 1926 e concluíram que a mensagem havia sido realmente escrita por George.
Conforme Jennifer relatou ao jornal britânico The Guardian, Michele decidiu deixar a garrafa e o papel sob os cuidados da capitã.
George havia morrido em 1995 e, portanto, não pôde receber a resposta solicitada no bilhete. A filha considerou que manter o achado exposto permitiria que o nome e a história do pai continuassem sendo apresentados aos visitantes.
A garrafa, a mensagem e uma carta enviada posteriormente por Michele foram colocadas em uma vitrine no estabelecimento de Jennifer. Assim, o pedido escrito por um adolescente em 1926 não voltou diretamente ao autor, mas alcançou sua família 95 anos depois.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

