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Mercadinho permite que crianças paguem alimentos sem dinheiro, usando moedas conquistadas ao estudar, ler livros, entregar resumos e ajudar em tarefas comunitárias, iniciativa criada em Jardim Gramacho para incentivar autonomia e participação entre mais de 300 crianças atendidas pelo projeto
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 28/08/2026 às 07:03
Atualizado em 28/08/2026 às 07:04
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No Mercado Pão e Peixe, em Jardim Gramacho, crianças conquistam moedas simbólicas ao estudar, ler livros, entregar resumos e ajudar em tarefas comunitárias. Com os créditos, escolhem alimentos para levar para casa. A iniciativa integra o Projeto Gramachinhos, que atende mais de 300 crianças com educação, alimentação, cultura e esporte.
Crianças atendidas pelo Projeto Gramachinhos, em Jardim Gramacho, Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, passaram a escolher alimentos em um mercadinho sem utilizar dinheiro convencional. No Mercado Social Pão e Peixe, elas acumulam moedas simbólicas ao estudar, ler, entregar resumos e colaborar em atividades do próprio projeto.
As informações foram publicadas pelo Só Notícia Boa em 24 de agosto de 2026. A iniciativa atende crianças que vivem na região do antigo lixão desativado de Jardim Gramacho e busca combinar alimentação, educação, participação e maior autonomia na escolha dos produtos levados para casa.
Crianças conquistam moedas em vez de receber alimentos diretamente
O sistema foi organizado para que os participantes acumulem créditos por meio de atividades realizadas dentro do projeto.
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Em vez de simplesmente receber uma sacola pronta, cada criança participa do processo, conquista as moedas simbólicas e depois decide quais produtos deseja levar do Mercado Social Pão e Peixe.
Estudo é uma das formas de acumular créditos
As atividades escolares estão diretamente ligadas ao funcionamento do mercadinho.
Estudar rende moedas que podem ser utilizadas nas compras, transformando a participação nas ações educativas em uma etapa anterior à escolha dos alimentos.
Leitura de livros também vale moedas no mercado
A biblioteca comunitária do Projeto Gramachinhos faz parte dessa dinâmica.
Os alunos são incentivados a ler um livro por semana e entregar um resumo ao professor. Segundo a instituição, a prática trabalha leitura, escrita e pensamento crítico, além de gerar créditos para o mercado.
Entrega do resumo completa atividade de leitura
O incentivo não termina quando a criança conclui o livro.
A entrega de um resumo integra a atividade e permite que o conteúdo lido seja trabalhado também por escrito antes da obtenção das moedas simbólicas.
Limpeza e organização também entram no sistema
O projeto permite que as crianças contribuam em tarefas ligadas ao funcionamento cotidiano dos espaços.
Entre as atividades citadas estão apoio na limpeza, organização dos ambientes e outras ações voluntárias, que também podem resultar em moedas para o mercadinho.
Ajuda na cozinha faz parte das tarefas comunitárias
A cozinha é outro espaço no qual os participantes podem colaborar.
A proposta permite que determinadas tarefas realizadas dentro da própria instituição sejam consideradas parte da participação comunitária das crianças.
Crianças escolhem o que querem levar para casa
Depois de acumular os créditos, elas próprias fazem as escolhas no Mercado Social Pão e Peixe.
A autonomia na seleção dos alimentos é apresentada como uma diferença em relação ao modelo em que os produtos seriam simplesmente separados e entregues às famílias.
Compras são extras porque projeto oferece três refeições por dia
Os produtos levados do mercadinho não substituem a alimentação oferecida durante a permanência no Gramachinhos.
Segundo uma publicação do projeto, as crianças fazem três refeições diariamente dentro da instituição, enquanto as compras conquistadas por meio das moedas funcionam como um extra para levar para casa.
Projeto surgiu após fechamento do lixão de Jardim Gramacho
A atuação começou em um contexto marcado pela desativação do antigo aterro sanitário.
O lixão de Jardim Gramacho foi fechado em 2012, e muitas famílias que dependiam da coleta de materiais recicláveis perderam sua principal fonte de renda.
Gramachinhos começou a atuar na região em 2013
O projeto iniciou suas atividades um ano depois do fechamento do aterro, em 2013.
A iniciativa cresceu a partir do trabalho realizado na comunidade e passou a manter ações permanentes voltadas às crianças da região.
Julia Blakeney começou o projeto aos 18 anos
A fundadora Julia Blakeney tinha 18 anos quando começou a atuar com as crianças.
Ela relatou que inicialmente dava aulas na rua e percebeu que muitos alunos sentiam fome e não tinham o que comer. A partir disso, começou a levar biscoitos junto com os livros.
Primeira sede funcionou em uma casa sem água
O trabalho ganhou uma estrutura física depois das primeiras atividades.
Julia contou que alugou inicialmente uma pequena casa próxima à área do aterro, mas o imóvel tinha estrutura precária e não possuía água.
Posteriormente, o projeto conseguiu um espaço melhor e ampliou gradualmente suas atividades.
Mais de 300 crianças são atendidas pelo Gramachinhos
O crescimento levou a iniciativa a alcançar mais de 300 crianças da região.
O atendimento passou a reunir diferentes frentes, indo além da distribuição de alimentos e incorporando educação, cultura, esporte e atividades de convivência.
Aulas acontecem pela manhã e à tarde
O Projeto Gramachinhos mantém atividades educacionais em diferentes períodos do dia.
As aulas são realizadas pela manhã e à tarde, incluindo alfabetização, matemática, inglês e conteúdos ligados a valores humanos.
Arte, ginástica e circo também integram programação
As ações oferecidas não ficam limitadas às disciplinas escolares.
O projeto mantém atividades de arte, ginástica e circo, ampliando as experiências disponíveis às crianças atendidas.
Esporte trabalha disciplina e convivência
As atividades esportivas são utilizadas também com objetivos ligados à formação pessoal e coletiva.
A proposta busca trabalhar habilidades físicas, mas também disciplina, convivência, trabalho em equipe e autoestima.
Cozinha comunitária produz milhares de refeições por mês
A alimentação continua sendo uma frente importante da atuação.
A instituição mantém uma cozinha comunitária e informa que oferece milhares de refeições todos os meses às crianças atendidas e também às famílias da região.
Mercado busca combinar solidariedade com autonomia
O Mercado Social Pão e Peixe foi pensado para associar apoio material à participação das próprias crianças.
A lógica das moedas simbólicas faz com que estudo, leitura e colaboração cotidiana se convertam em créditos, dando aos participantes espaço para escolher aquilo que desejam levar.
Sistema envolve esforço, créditos e escolha dos produtos
A experiência passa por diferentes etapas antes da compra.
As crianças realizam atividades, acumulam moedas e só então entram no mercadinho para decidir quais alimentos querem adquirir, acompanhando o processo desde a conquista dos créditos até a escolha final.
Mercado Pão e Peixe integra atuação que começou há mais de uma década
O Projeto Gramachinhos atua em Jardim Gramacho desde 2013 e hoje atende mais de 300 crianças por meio de iniciativas de educação, alimentação, cultura e esporte.
Dentro dessa estrutura, o Mercado Social Pão e Peixe permite que os participantes transformem estudo, leitura e tarefas comunitárias em moedas simbólicas para escolher alimentos extras que levam para casa.
Na sua opinião, usar estudo, leitura e participação comunitária como forma de conquistar créditos pode ajudar a fortalecer a autonomia das crianças? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

