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Mercado pode ficar ainda mais caro: ONU alerta que guerra, petróleo, fertilizantes e El Niño podem elevar os preços dos alimentos até o fim de 2026 e apertar ainda mais o bolso em 2027

Mercado pode ficar ainda mais caro: ONU alerta que guerra, petróleo, fertilizantes e El Niño podem elevar os preços dos alimentos até o fim de 2026 e apertar ainda mais o bolso em 2027

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Mercado pode ficar ainda mais caro: ONU alerta que guerra, petróleo, fertilizantes e El Niño podem elevar os preços dos alimentos até o fim de 2026 e apertar ainda mais o bolso em 2027

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 06/08/2026 às 01:13

Economia

Canal

Variedade de alimentos em uma mesa representa a pressão que guerras, petróleo, fertilizantes e El Niño podem exercer sobre os preços globais até 2027.

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FAO prevê que a combinação entre conflitos, energia cara, fertilizantes e clima pode pressionar os alimentos até o fim de 2026 e ao longo de 2027.

O mundo pode enfrentar uma nova onda de inflação dos alimentos, com impactos mais fortes sobre os consumidores a partir do fim de 2026.

A avaliação foi apresentada por Máximo Torero, economista-chefe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, a FAO.

Segundo Torero, conflitos envolvendo Irã e Israel, a guerra na Ucrânia e os efeitos do El Niño aumentam a pressão sobre a produção agrícola.

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O cenário também envolve petróleo mais caro, menor oferta de fertilizantes e dificuldades no fornecimento de diesel e gás natural.

Os efeitos, porém, não chegam imediatamente ao supermercado.

De acordo com o economista, o repasse da alta das commodities aos consumidores costuma levar entre três e seis meses.

Alta das commodities pode chegar aos alimentos com atraso

Os alimentos tiveram participação importante na disparada da inflação mundial em 2022.

Durante parte de 2026, no entanto, os preços permaneceram relativamente controlados e ajudaram alguns países a compensar custos maiores de energia.

Segundo Torero, essa estabilidade pode ser temporária.

A elevação do preço do petróleo aumenta os gastos com produção, processamento, embalagens e transporte.

A menor disponibilidade de fertilizantes também pressiona os agricultores, principalmente nas culturas que dependem mais desses insumos.

Eventos climáticos extremos adicionam outro fator de risco para as próximas safras.

Trigo, milho e arroz já registraram altas nos últimos meses.

Os preços atuais, entretanto, ainda refletem parcialmente as boas safras anteriores.

Por isso, as cotações ainda podem não incorporar completamente as dificuldades previstas para o próximo ciclo agrícola.

Setor de hortifrúti de supermercado reúne frutas, verduras e outros alimentos, em cenário que ilustra a possível pressão sobre os preços até 2027.

Estreito de Ormuz preocupa a produção agrícola mundial

O Estreito de Ormuz passou a concentrar parte das preocupações do setor agrícola.

Uma parcela significativa do petróleo e do gás natural comercializados internacionalmente passa pela região.

O petróleo Brent está presente em várias etapas da agricultura.

O combustível é utilizado no bombeamento de água, no processamento dos alimentos, nas embalagens e no transporte da produção.

O gás natural também possui papel importante.

Esse insumo é essencial para a produção de fertilizantes utilizados em diferentes culturas agrícolas.

Ataques da Ucrânia contra estruturas russas de petróleo e gás também reduziram a oferta exportável de diesel e gás natural.

Como resultado, os efeitos podem alcançar produtores da Europa, Estados Unidos, Brasil e Ásia.

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Viviane Alves

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Margens menores já influenciam decisões de plantio

Os custos elevados começam a alterar o planejamento dos agricultores.

Segundo Torero, produtores de diferentes regiões já enfrentam margens financeiras mais apertadas.

Essa situação influencia diretamente as decisões sobre quais culturas serão plantadas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, parte dos produtores passou a direcionar áreas para a soja.

A cultura exige menos fertilizantes quando comparada a outras opções agrícolas.

O plantio de trigo e milho também diminuiu nos primeiros meses do conflito envolvendo o Irã.

Agricultores dos Estados Unidos podem perder US$ 32 bilhões

A American Farm Bureau Federation prevê dificuldades financeiras expressivas para produtores norte-americanos em 2027.

Segundo a entidade, agricultores das nove principais culturas podem acumular US$ 32 bilhões em perdas sem apoio do governo federal.

Todas as culturas analisadas também poderão operar abaixo do ponto de equilíbrio financeiro.

Esse cenário reforça a pressão sobre as decisões de plantio e sobre os custos futuros da produção.

Austrália prevê queda de 21% nas culturas de inverno

A Austrália também enfrenta sinais de enfraquecimento da produção.

O governo prevê queda de 21% nas culturas de inverno.

O aumento dos preços dos combustíveis e dos fertilizantes está entre os fatores associados à redução.

A incerteza sobre a disponibilidade desses insumos também dificulta o planejamento dos produtores.

O país ocupa posição importante entre os grandes exportadores agrícolas do mundo.

Por isso, mudanças na produção australiana podem ganhar relevância no mercado internacional de commodities.

El Niño aumenta o risco para as próximas safras

O El Niño adiciona outra camada de pressão sobre a produção mundial de alimentos.

O fenômeno altera os padrões de chuva em diferentes regiões.

Essas mudanças podem reduzir a produtividade agrícola e aumentar os preços das commodities.

O impacto também pode elevar o número de pessoas expostas à insegurança alimentar grave.

Na Índia, a temporada de monções começou com atraso.

As previsões também apontaram chuvas abaixo da média durante o período analisado.

Esse cenário pode prejudicar a produção de arroz.

Uma redução da oferta indiana poderia aumentar ainda mais a pressão sobre os preços globais.

Pressão maior pode aparecer em 2027

A FAO avalia que a combinação entre guerras, petróleo, fertilizantes, diesel, gás natural e El Niño cria um cenário de custos crescentes.

O aumento das commodities pode aparecer primeiro no mercado internacional.

O repasse para os alimentos tende a ocorrer alguns meses depois.

Por isso, Máximo Torero prevê que os consumidores possam perceber preços mais elevados até o fim de 2026.

A pressão poderá se tornar ainda mais evidente ao longo de 2027.

O cenário dependerá da evolução dos conflitos, dos custos agrícolas e das condições climáticas.

Você acredita que essa pressão internacional poderá ser percebida com força nos preços dos alimentos nos supermercados brasileiros em 2027? Deixe sua opinião!


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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