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Mergulhador encontrou por acaso a 45 metros de profundidade uma estátua grega de bronze quase intacta, datada dos séculos II ou I a.C., que ficou submersa por cerca de 2 mil anos, exigiu seis anos de restauração e depois foi exibida no Louvre, Museu Britânico e Getty antes de ganhar museu próprio

Mergulhador encontrou por acaso a 45 metros de profundidade uma estátua grega de bronze quase intacta, datada dos séculos II ou I a.C., que ficou submersa por cerca de 2 mil anos, exigiu seis anos de restauração e depois foi exibida no Louvre, Museu Britânico e Getty antes de ganhar museu próprio

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Mergulhador encontrou por acaso a 45 metros de profundidade uma estátua grega de bronze quase intacta, datada dos séculos II ou I a.C., que ficou submersa por cerca de 2 mil anos, exigiu seis anos de restauração e depois foi exibida no Louvre, Museu Britânico e Getty antes de ganhar museu próprio

Escrito por Carla Teles

Publicado em 19/08/2026 às 05:42

Atualizado em 19/08/2026 às 05:43

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Na Croácia, a estátua grega de bronze Apoxiômeno foi achada a 45 metros de profundidade e passou por restauração antes de ganhar museu próprio. Imagem: Wikipedia.

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A estátua grega de bronze conhecida como Apoxiômeno foi localizada no Adriático, perto de Lošinj, a 45 metros de profundidade. Retirada do mar em 1999, após quase dois milênios submersa, passou por seis anos de conservação antes de circular por grandes museus internacionais e receber espaço exclusivo em Mali Lošinj.

Uma estátua grega de bronze de 1,92 metro foi descoberta por acaso por um mergulhador belga no mar Adriático, nas proximidades da ilha croata de Lošinj, a cerca de 45 metros de profundidade. A peça, conhecida como Apoxiômeno croata, representa um jovem atleta e permaneceu submersa por aproximadamente dois milênios antes de ser retirada do mar em 1999.

As fontes fornecidas divergem em um ponto cronológico: o Posto de Turismo de Mali Lošinj registra a descoberta em 1997, enquanto a página dedicada ao Apoxiômeno na Wikipédia, atualizada em 26 de junho de 2026, aponta 1996. Ambas convergem, porém, sobre o resgate realizado em 1999 e sobre a longa conservação que antecedeu sua exposição ao público.

Estátua grega de bronze apareceu a 45 metros de profundidade

Imagem: Wikipedia.

A descoberta ocorreu no fundo arenoso do Adriático, próximo ao ilhéu de Vele Orjule, a sudeste de Lošinj. O mergulhador belga René Wouters encontrou a peça durante uma atividade recreativa e percebeu que havia diante dele algo muito diferente das formações naturais do fundo do mar.

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A estátua grega de bronze estava a cerca de 45 metros de profundidade, posicionada entre rochas. O achado acabaria desencadeando uma operação envolvendo especialistas, arqueólogos, mergulhadores e autoridades croatas para documentar e posteriormente recuperar a escultura.

Escultura permaneceu quase dois milênios no Adriático

A peça é datada dos séculos II ou I a.C., período em que esculturas de atletas ocupavam espaço importante na tradição artística grega. Estudos posteriores com materiais orgânicos encontrados dentro da estátua indicaram que ela teria chegado ao mar posteriormente, em algum momento entre 20 a.C. e 110 d.C.

Isso ajuda a explicar por que a escultura pôde permanecer no Adriático durante um período próximo de dois mil anos. O mar acabou funcionando simultaneamente como ambiente de degradação e como cápsula arqueológica, escondendo a peça até sua descoberta na década de 1990.

Apoxiômeno representa um atleta limpando o corpo após exercício

A figura pertence ao tipo conhecido como Apoxiômeno, nome associado ao atleta que removia óleo, suor e areia após exercícios ou competições. Para isso, era utilizado um instrumento curvo chamado estrígil.

No exemplar croata, o jovem é representado em um momento ligado a esse ritual de limpeza. A postura, as proporções e o tratamento anatômico mostram uma obra produzida por um artesão altamente qualificado, embora a identidade do autor permaneça desconhecida.

Peça de 1,92 metro chegou quase inteira aos pesquisadores

Imagem: Wikipedia.

O estado de preservação chamou atenção desde o início. A escultura mede aproximadamente 1,92 metro de altura e manteve grande parte de sua forma original apesar do longo período no fundo do mar.

Segundo as informações do turismo de Mali Lošinj, faltavam principalmente um dedo mínimo da mão esquerda, os olhos e o raspador utilizado pelo atleta. O pé direito ainda permanecia conectado à base original de bronze, outro elemento importante para a reconstrução arqueológica da peça.

Estátua foi retirada do mar em 1999

A descoberta não significou retirada imediata. Depois que o achado foi comunicado às autoridades croatas, foi necessário preparar uma operação específica para recuperar a peça sem provocar danos adicionais.

Em 27 de abril de 1999, uma equipe envolvida no resgate içou a estátua do fundo do Adriático. A partir daquele momento, o desafio deixou de ser encontrá-la e passou a ser conservar uma superfície metálica que permanecera submetida ao ambiente marinho durante séculos.

Restauração da estátua levou seis anos

Depois do resgate, a estátua grega de bronze foi encaminhada para um extenso trabalho de conservação conduzido na Croácia. O processo durou aproximadamente seis anos, segundo o Posto de Turismo de Mali Lošinj.

Organismos marinhos haviam aderido à superfície, enquanto fissuras e outras áreas exigiam intervenção cuidadosa. A limpeza utilizou principalmente procedimentos mecânicos de precisão, evitando uma abordagem agressiva que pudesse comprometer partes originais da escultura.

Estrutura interna precisou receber suporte especial

Restaurar uma figura de bronze oca com quase dois metros não envolvia somente recuperar a aparência exterior. Era necessário garantir que a escultura pudesse permanecer estável depois de retirada do ambiente em que havia ficado durante tanto tempo.

Durante a conservação, rachaduras e danos foram tratados e uma estrutura especialmente projetada foi instalada para oferecer sustentação interna à figura. O trabalho permitiu preparar a peça para exposição sem depender apenas da resistência remanescente do metal antigo.

Louvre recebeu a peça após a recuperação

Depois da restauração, o Apoxiômeno começou a circular por instituições culturais. Uma das exposições internacionais ocorreu no Museu do Louvre, em Paris, onde a escultura foi apresentada entre novembro de 2012 e fevereiro de 2013, segundo o histórico fornecido.

A passagem por Paris colocou a descoberta croata diante de um público internacional e integrou a peça ao circuito de grandes coleções de arte antiga. Uma escultura que permanecera invisível no Adriático durante quase dois milênios passou a ocupar algumas das salas mais conhecidas do mundo.

Museu Britânico e Getty também exibiram o Apoxiômeno

Imagem: Wikipedia.

O roteiro internacional não se limitou ao Louvre. A estátua grega de bronze também foi exibida no Museu Britânico, em Londres, e no J. Paul Getty Museum, em Los Angeles, além de passar por diferentes museus e galerias europeias.

Essas exposições ocorreram antes de a peça receber uma instalação permanente dedicada especificamente à sua história. A circulação internacional também ampliou o reconhecimento do Apoxiômeno croata como um dos achados arqueológicos mais importantes relacionados a esse tipo de escultura.

Croácia construiu um museu dedicado a uma única peça

Em vez de integrar definitivamente a escultura a uma grande coleção generalista, Mali Lošinj criou um espaço cuja narrativa gira praticamente inteira ao redor do Apoxiômeno. O Museu de Apoxyomenos foi inaugurado em 2016, instalado no histórico Palácio Kvarner.

A proposta é incomum porque a instituição foi estruturada para apresentar um único artefato arqueológico como elemento central. O percurso museológico contextualiza a descoberta, a recuperação, a conservação e a trajetória internacional da escultura antes de conduzir o visitante até a peça.

Museu transformou descoberta submarina em símbolo de Lošinj

A relação entre a estátua e o arquipélago tornou-se tão forte que o Apoxiômeno passou a funcionar como um símbolo cultural de Lošinj. A peça retornou para uma região diretamente associada ao local onde permaneceu escondida no mar por séculos.

Assim, o trajeto da estátua grega de bronze assumiu uma sequência pouco comum: criação na Antiguidade, desaparecimento no mar, descoberta casual por um mergulhador, recuperação técnica, seis anos de conservação, exposições internacionais e finalmente um museu desenvolvido especialmente para recebê-la.

Buscas submarinas não confirmaram um naufrágio no local

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Depois da descoberta, pesquisadores examinaram uma extensa área ao redor do ponto onde a estátua foi localizada. Foram encontrados fragmentos da base de bronze, uma barra de âncora de chumbo e restos de ânforas.

Apesar disso, as evidências não permitiram confirmar a presença de um naufrágio naquele ponto. Uma das hipóteses apresentadas pelos pesquisadores é que a escultura tenha sido lançada ao mar a partir de uma embarcação mercante romana durante uma tempestade, mas a razão exata continua sem resposta definitiva.

Quase dois mil anos depois, ainda existe um mistério no fundo da história

A preservação da peça permite observar hoje detalhes de uma obra produzida há mais de dois milênios, mas não resolveu todas as questões. Ainda existem dúvidas sobre quem a criou, de onde exatamente saiu, para onde estava sendo transportada e por que terminou no Adriático.

O que começou com um mergulho casual a 45 metros de profundidade terminou com uma estátua de 1,92 metro atravessando alguns dos maiores museus do mundo e ganhando uma instituição própria na Croácia. Para você, o que mais impressiona nessa história: o estado de conservação, os seis anos de restauração ou o fato de a peça ter permanecido escondida por quase dois milênios? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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