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Mergulhador se aproxima de ponto no fundo do mar da Sicília e dá de cara com naufrágio romano de 2.100 anos, cerca de 500 ânforas e peças de âncora a 46 metros de profundidade
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 10/08/2026 às 08:33
Atualizado em 10/08/2026 às 08:36
Ciência e Tecnologia
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Embarcação datada entre os séculos II e I a.C. mede cerca de 21 metros, foi localizada a 4,8 quilômetros da costa de Mazara del Vallo e será alvo de novas pesquisas arqueológicas nos próximos meses
Um naufrágio romano de aproximadamente 2.100 anos foi identificado a cerca de 46 metros de profundidade e 4,8 quilômetros da costa de Mazara del Vallo, na Sicília. A embarcação, datada entre os séculos II e I a.C., levava centenas de ânforas e mede cerca de 21 metros de comprimento.
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Naufrágio romano tinha cerca de 21 metros e centenas de ânforas
A descoberta ocorreu nas águas da costa oeste da Sicília e ganhou repercussão internacional em 10 de agosto de 2026. A embarcação tem aproximadamente 21 metros de comprimento por 6 metros de largura.
No fundo do mar foram identificadas cerca de 500 ânforas, além de peças de âncora. Grande parte da carga é formada por ânforas do tipo Dressel 1A, recipientes associados principalmente ao transporte de vinho.
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Esse tipo de material tem valor para os arqueólogos porque pode ajudar na reconstrução das redes comerciais que conectavam a Itália a outras regiões do Mediterrâneo entre os séculos II e I a.C.
O ministro da Cultura da Itália, Alessandro Giuli, classificou o achado como uma das descobertas arqueológicas subaquáticas mais importantes dos últimos anos.
Segundo Giuli, o naufrágio romano oferece fragmentos da história e novas evidências sobre rotas comerciais e trocas que transformaram o Mediterrâneo em uma área de encontro entre diferentes civilizações.
Mergulhadores encontraram uma grande extensão de ânforas a 46 metros
Os mergulhadores Giacomo De Mola e Igor Bisulli participaram da identificação do sítio. De Mola, que também é pescador, relatou que a visibilidade durante o mergulho não estava boa quando se aproximou da área.
Ao avançar, ele percebeu uma extensa concentração de ânforas sobre o fundo do mar. Posteriormente, descreveu a descoberta como a mais impressionante de sua vida e destacou a experiência de observar um local que permanecia submerso havia quase 20 séculos.
Os Carabinieri, responsáveis também pela proteção do patrimônio cultural italiano, investigaram o local com apoio de mergulhadores e câmeras subaquáticas depois de receberem uma informação fornecida por pescadores.
As imagens e os objetos encontrados permitiram situar preliminarmente a embarcação entre o segundo e o primeiro século antes de Cristo.
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Nova pesquisa deverá investigar origem e destino da carga
A descoberta ainda deverá passar por outra etapa de documentação científica. Nos próximos meses, a Superintendência Marítima da Sicília deverá desenvolver novas pesquisas no ponto onde o navio está localizado.
Entre os objetivos estão determinar com maior precisão quando ocorreu o naufrágio, identificar a origem da carga e descobrir qual seria seu destino.
Os especialistas também deverão avaliar o estado de conservação dos materiais que permanecem no fundo do mar e preparar medidas destinadas à proteção do sítio arqueológico.
A Sicília já registrou outros achados importantes. Em 2021, uma embarcação romana do século II a.C. foi localizada perto da Isola delle Femmine, na costa de Palermo, a 92 metros de profundidade, também carregando ânforas.
Em 2013, outro navio romano, igualmente datado do século II a.C., foi encontrado próximo de Alassio, na Ligúria. A embarcação estava a aproximadamente 50 metros de profundidade e transportava cerca de 50 ânforas.
Esta matéria foi elaborada com base em informações do Ministério da Cultura da Itália, dos Carabinieri e nos relatos dos mergulhadores Giacomo De Mola e Igor Bisulli, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.
Fonte
https://www.theguardian.c
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

