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Mergulhadores encontram no fundo de lago italiano uma estatueta de quase 3 mil anos, feita à mão na Idade do Ferro e ainda marcada pelas impressões digitais de quem moldou o barro

Mergulhadores encontram no fundo de lago italiano uma estatueta de quase 3 mil anos, feita à mão na Idade do Ferro e ainda marcada pelas impressões digitais de quem moldou o barro

4 min de leitura

Mergulhadores encontram no fundo de lago italiano uma estatueta de quase 3 mil anos, feita à mão na Idade do Ferro e ainda marcada pelas impressões digitais de quem moldou o barro

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 10/08/2026 às 10:42

Atualizado em 10/08/2026 às 10:43

Ciência e Tecnologia

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Imagem: Ilustração

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Recuperada em 2024 no sítio subaquático de Gran Carro di Bolsena, pequena figura feminina de barro, datada dos séculos X e IX a.C., mantém marcas do artesão e tem função original ainda desconhecida pelos arqueólogos

Uma estatueta de Gran Carro, datada entre os séculos X e IX a.C., foi recuperada no Lago Bolsena, na Itália, durante trabalhos realizados em 2024. A peça de barro, inacabada e do tamanho da palma da mão, preserva impressões digitais do artesão e veio de uma área associada ao setor residencial do antigo assentamento.

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Estatueta de Gran Carro ainda guarda marcas de quem a produziu

A pequena figura feminina foi encontrada no sítio arqueológico subaquático de Gran Carro di Bolsena, perto de Aiola.

Segundo a Superintendência de Arqueologia, Belas Artes e Paisagem, a superfície ainda apresenta marcas das impressões digitais de seu criador.

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A peça tem aparência rudimentar e parece ter permanecido inacabada. Outro detalhe identificado pelos pesquisadores foi uma impressão de tecido localizada sob o peito da figura, sinal que sugere que a estatueta pode ter sido vestida em algum momento.

O achado foi atribuído ao Serviço de Arqueologia Subaquática. Especialistas italianos em restauração de bens culturais também trabalharam em conjunto com mergulhadores do governo para retirar e preservar o objeto encontrado no lago.

Apesar dos elementos preservados, a função da estatueta de Gran Carro permanece incerta. Objetos semelhantes são mais frequentemente associados a contextos funerários, enquanto este exemplar surgiu em uma área descrita como residencial.

Entre as possibilidades consideradas estão um uso ligado a rituais domésticos, uma oferenda votiva ou simplesmente uma peça que foi descartada antes de ser concluída.

O material disponível não permite determinar qual dessas hipóteses corresponde ao uso original.

Alguns dos objetos encontrados pela Guardia di Finanza no Lago Bolsena, na província de Viterbo, em 02/08/2024.

Sítio no lago reúne áreas residenciais, estruturas de madeira e setor de culto

Gran Carro di Bolsena está localizado em uma paisagem que originalmente era terra firme e acabou submersa após a elevação do nível do Lago Bolsena.

O complexo possui origens na Idade do Bronze Médio e vestígios importantes da Idade do Ferro Inicial. As pesquisas identificam diferentes setores no local, mostrando uma organização mais ampla do que uma única e simples área de aldeia.

Um desses espaços está relacionado à chamada palafita, área marcada por estruturas construídas sobre estacas.

Outro fica em Aiola, onde existe um grande monte de pedras atualmente descrito em documentos oficiais como setor de culto.

Nesse ponto, pesquisadores identificaram sinais de fogueiras rituais, oferendas de alimentos colocadas em grandes recipientes de cerâmica e objetos metálicos de prestígio depositados entre as pedras.

Esse contexto não comprova uma função ritual para a estatueta. Ele mostra, porém, que o sítio reuniu diferentes atividades, com casas, construções de madeira, práticas de culto e oferendas presentes em distintos setores e períodos.

Há ainda vestígios de ocupação ou frequência posterior em Aiola. Moedas e cerâmicas atribuídas ao período constantiniano indicam atividades na região também durante o período romano tardio.

Gran Carro passa de sítio arqueológico a atração subaquática

Além das descobertas arqueológicas, Gran Carro passou a ser apresentado oficialmente como um parque arqueológico submerso voltado também à visitação.

Em janeiro de 2026, materiais da Soprintendenza descreviam uma estrutura baseada na conservação dos vestígios no próprio local, acompanhada por diferentes formas de acesso e observação.

O projeto inclui percursos para mergulho com snorkel e observação na superfície, barcos com fundo transparente, iluminação noturna, registro fotogramétrico em 3D, maquete de resina e um tour virtual.

Também foi previsto um percurso destinado a visitantes com deficiência visual. O município passou a promover a Trilha Arqueológica Subaquática de Gran Carro, aproximando o público de uma área que reúne vestígios de diferentes períodos históricos sob as águas do Lago Bolsena.

Esta matéria foi elaborada com base em informações da Superintendência de Arqueologia, Belas Artes e Paisagem da Itália e nos materiais oficiais sobre Gran Carro di Bolsena fornecidos no material-base, com dados, números e declarações preservados conforme o conteúdo consultado.

Fonte

https://www.popularmechan


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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