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Ministro coloca máscara, viaja disfarçado mais de 10 ônibus por quase duas horas e é mandado descer por não ter troco; teste expõe problema diário dos passageiros,
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 04/08/2026 às 01:54
Ciência e Tecnologia
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Durante inspeção sem revelar sua identidade, Byrathi Suresh percorreu mais de dez ônibus de Bengaluru, foi mandado descer por falta de troco, puniu funcionários após veículo ignorar pessoa no ponto e, semanas depois, reintegrou o cobrador que pediu desculpas
Byrathi Suresh viajou sem revelar sua identidade pelas rotas de Bengaluru, determinou suspensões após um ônibus ignorar uma pessoa no ponto e, semanas depois, reintegrou o cobrador que se desculpou por mandá-lo descer.
O ministro dos Transportes de Karnataka, Byrathi Suresh, colocou uma máscara no rosto e percorreu mais de dez ônibus públicos de Bengaluru durante duas horas. Sem ser reconhecido pelos funcionários, acabou obrigado a descer de um veículo porque não tinha o valor exato da passagem.
A inspeção aconteceu na noite de 11 de julho de 2026. O ministro viajou entre 19h10 e 21h10, comprou bilhetes e conversou com passageiros para conhecer os problemas enfrentados diariamente por quem depende do sistema público da capital de Karnataka.
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O cargo ocupado por Suresh é confirmado pelo Departamento de Transportes de Karnataka, que o identifica oficialmente como responsável pela pasta de Transportes do estado indiano.
Ministro percorreu diferentes regiões usando uma máscara
Para evitar que motoristas, cobradores e passageiros percebessem quem estava realizando a inspeção, Suresh cobriu o rosto com uma máscara e embarcou nos ônibus como um usuário comum.
Durante o percurso, ele passou por áreas como Jayamahal, TV Tower, RT Nagar, CBI Road, Bellary Road, Hebbal, Bhoopasandra, Manyata Tech Park, Nagawara, Hennur e Byrathi.
O ministro adquiriu passagens em cada deslocamento e aproveitou as viagens para conversar com usuários sobre a qualidade dos serviços, o comportamento das equipes e as dificuldades encontradas nos trajetos.
Segundo a reportagem publicada pelo New Indian Express, Suresh permaneceu aproximadamente duas horas dentro do sistema e utilizou mais de dez ônibus da Bengaluru Metropolitan Transport Corporation, conhecida pela sigla BMTC.
Nota de 100 rúpias terminou com ministro fora do ônibus
O episódio mais marcante aconteceu em um ônibus que fazia o trajeto entre Hebbal e Nagashettyhalli. Suresh pediu duas passagens e entregou ao cobrador uma nota de 100 rúpias.
O funcionário afirmou que não tinha troco suficiente e mostrou ao passageiro o dinheiro que carregava. Em seguida, disse que, sem o valor exato, ele deveria descer do veículo.
O cobrador não sabia que estava diante do próprio ministro responsável pelo sistema de transportes de Karnataka. Suresh não discutiu, não revelou sua identidade e deixou o ônibus.
A situação reproduziu uma dificuldade relatada por passageiros que utilizam dinheiro para pagar as viagens. Após o caso, a administração da BMTC orientou suas equipes a não impedirem o embarque ou obrigarem usuários a descer apenas porque não possuem o valor exato.
Ônibus não parou para pessoa que esperava no ponto
Durante a inspeção, Suresh também presenciou outro problema. O ônibus de identificação KA-57 F-3372 passou pelo ponto Fun World sem parar, embora uma pessoa que aguardava no local estivesse sinalizando para embarcar.
O ministro determinou que fossem tomadas providências contra os dois funcionários responsáveis pelo veículo. O motorista, identificado como Mustaq, e o cobrador Dayanand tiveram suas suspensões ordenadas pela falha no atendimento.
O episódio não envolveu um passageiro dentro do ônibus pedindo para descer. A pessoa estava no ponto e tentou chamar o veículo para embarcar, mas o ônibus continuou o percurso.
A ação contra os funcionários integrou a resposta imediata do ministro aos problemas observados durante as viagens. Suresh declarou que inspeções semelhantes continuariam sendo realizadas em diferentes áreas de Bengaluru para acompanhar o serviço e reforçar a responsabilidade das equipes.
Corrida de riquixá também apresentou diferença no preço
A experiência de Suresh naquela noite não terminou nos ônibus. Depois de desembarcar em Nagashettyhalli, ele utilizou um riquixá motorizado para percorrer uma curta distância.
O taxímetro mostrava uma cobrança de 30 rúpias, mas o motorista pediu 36. Questionado pelo passageiro, o condutor alegou que o equipamento precisava ser recalibrado.
Mesmo diante da diferença, o ministro pagou 40 rúpias antes de deixar o veículo. O caso foi apresentado como mais um problema encontrado durante a circulação sem identificação pelas ruas de Bengaluru.
Cobrador pediu desculpas e recuperou o emprego
O cobrador que havia mandado Suresh descer por falta de troco foi identificado posteriormente como T. G. Ramakrishna. Ele também acabou suspenso pela BMTC, decisão que provocou reações diferentes entre usuários do transporte público.
Algumas pessoas consideraram a punição rigorosa e argumentaram que o ministro poderia ter utilizado o sistema de pagamento digital por QR Code disponível nos ônibus. Outras defenderam a medida, lembrando que passageiros comuns enfrentam frequentemente discussões semelhantes.
Em 29 de julho, Ramakrishna encontrou-se com Suresh e pediu desculpas por seu comportamento. Depois da conversa, o ministro determinou que a BMTC cancelasse a suspensão e permitisse o retorno do cobrador ao trabalho, conforme informou o Times of India.
Ao autorizar a reintegração, Suresh advertiu o funcionário para que o episódio não se repetisse. Também orientou motoristas e cobradores da BMTC e das demais empresas públicas de transporte do estado a tratarem os passageiros com respeito.
O ministro afirmou que a falta de troco não pode ser usada para constranger usuários ou obrigá-los a abandonar a viagem. Segundo a orientação anunciada depois do caso, novas reclamações envolvendo comportamento inadequado poderão resultar em medidas disciplinares.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

