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Montanha desaba sobre reservatório na Itália e lança 270 milhões de metros cúbicos de rocha contra a Barragem de Vajont, que permanece de pé com seus 262 metros, enquanto 50 milhões de metros cúbicos de água passam por cima da estrutura e deixam 1.917 mortos no vale abaixo

Montanha desaba sobre reservatório na Itália e lança 270 milhões de metros cúbicos de rocha contra a Barragem de Vajont, que permanece de pé com seus 262 metros, enquanto 50 milhões de metros cúbicos de água passam por cima da estrutura e deixam 1.917 mortos no vale abaixo

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Montanha desaba sobre reservatório na Itália e lança 270 milhões de metros cúbicos de rocha contra a Barragem de Vajont, que permanece de pé com seus 262 metros, enquanto 50 milhões de metros cúbicos de água passam por cima da estrutura e deixam 1.917 mortos no vale abaixo

Escrito por Carla Teles

Publicado em 03/08/2026 às 16:12

Atualizado em 03/08/2026 às 16:13

Curiosidades

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Barragem de Vajont: deslizamento atinge reservatório, mas estrutura resiste enquanto água devasta o vale italiano.

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A Barragem de Vajont resistiu ao impacto indireto de um deslizamento colossal em 9 de outubro de 1963, mas a onda formada por 50 milhões de metros cúbicos de água ultrapassou o topo da estrutura, devastou comunidades no norte da Itália e matou 1.917 pessoas no vale abaixo naquela noite.

A Barragem de Vajont, construída em um desfiladeiro estreito no norte da Itália, permaneceu praticamente intacta quando cerca de 270 milhões de metros cúbicos de rocha despencaram de uma encosta e entraram no reservatório em 9 de outubro de 1963. A estrutura de concreto não se rompeu, mas o deslocamento repentino produziu uma onda gigantesca que passou sobre o coroamento, desceu pelo vale e destruiu comunidades inteiras em poucos minutos.

As informações foram publicadas pelo Monitor do Mercado em 2 de agosto de 2026, com base nos dados históricos da tragédia. O episódio deixou 1.917 mortos e transformou a Barragem de Vajont em um dos exemplos mais extremos de como uma obra pode resistir estruturalmente e, ainda assim, estar inserida em um sistema de segurança incapaz de impedir uma catástrofe humana de grandes proporções.

Desastre começou na montanha

Imagem: Reprodução/We like this life/YouTube.

A origem do desastre não esteve em uma ruptura da parede de concreto, mas na encosta que dominava o reservatório. Uma massa estimada em 270 milhões de metros cúbicos de rocha e detritos perdeu estabilidade e deslizou rapidamente em direção à água, ocupando parte do lago em menos de um minuto e deslocando um volume gigantesco dentro do vale estreito.

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A montanha funcionou como um pistão natural, comprimindo a água e obrigando-a a subir pelas margens, retornar ao reservatório e avançar em diferentes direções. A velocidade do movimento impediu qualquer resposta operacional capaz de reduzir os efeitos imediatos, enquanto a configuração geográfica do desfiladeiro concentrou a energia da onda em uma área limitada.

Barragem permaneceu de pé

A Barragem de Vajont possui aproximadamente 261,6 metros de altura e foi construída como uma estrutura em arco de dupla curvatura. Essa geometria permite que boa parte da pressão exercida pela água seja transferida para as paredes rochosas laterais do desfiladeiro, em vez de permanecer concentrada apenas no corpo de concreto.

A parede tinha cerca de 3,4 metros de espessura no coroamento e aproximadamente 22 metros na base. Mesmo submetida a uma ação hidráulica muito diferente daquela prevista no funcionamento normal do reservatório, a estrutura principal resistiu, embora acessos e setores próximos ao topo tenham sofrido danos provocados pela passagem da água.

Água ultrapassou o coroamento

Imagem: Reprodução/We like this life/YouTube.

O deslizamento deslocou cerca de 50 milhões de metros cúbicos de água, volume suficiente para criar ondas que subiram pelas encostas e ultrapassaram o topo da barragem. Esse fenômeno é conhecido como galgamento e ocorre quando a água supera a altura máxima de uma estrutura hidráulica ou de uma proteção destinada a contê-la.

A sequência aconteceu em poucos instantes: a rocha entrou no reservatório, empurrou a água, formou ondas violentas e lançou parte do volume sobre o coroamento da Barragem de Vajont. Depois de vencer a parede, a massa líquida ganhou velocidade ao descer pelo vale, levando detritos e atingindo áreas habitadas antes que a população pudesse escapar.

Estrutura resistente não evitou a tragédia

Imagem: Reprodução/IA.

O fato de a barragem não ter se rompido criou um dos aspectos mais marcantes do desastre. A parede cumpriu sua função estrutural diante da pressão, mas não conseguiu impedir que a água deslocada por uma encosta inteira passasse por cima dela e atingisse as comunidades localizadas abaixo.

A tragédia demonstrou que a resistência do concreto não basta para garantir segurança. Barragem, reservatório, relevo, encostas, operação do nível da água e população situada no entorno precisam ser analisados como partes de um único sistema, porque uma falha externa pode tornar insuficiente até mesmo uma estrutura fisicamente robusta.

Havia sinais anteriores de instabilidade

Antes do desastre de 1963, já existiam indícios de movimentação do terreno na encosta do reservatório. Um deslizamento menor havia ocorrido em 1960, reforçando a percepção de que a montanha apresentava comportamento geológico instável e poderia voltar a se mover em condições específicas.

Esses sinais não impediram a continuidade da operação do reservatório. A história da Barragem de Vajont passou a ser associada não apenas à engenharia estrutural, mas também à dificuldade de interpretar alertas geológicos e transformar informações técnicas em decisões capazes de proteger vidas.

Escala aparece nos números

Imagem: Reprodução/IA.

Os números da catástrofe ajudam a dimensionar a energia envolvida. Cerca de 270 milhões de metros cúbicos de rocha desceram para o reservatório, enquanto aproximadamente 50 milhões de metros cúbicos de água foram mobilizados pelas ondas formadas após o impacto da encosta.

O balanço oficial registra 1.917 mortos. A combinação entre volume, velocidade e confinamento geográfico transformou o evento em uma das maiores tragédias da engenharia moderna, mesmo sem o rompimento completo da barragem e sem o colapso físico da parede principal.

Vale recebeu toda a força da onda

Depois de ultrapassar o topo da barragem, a água desceu rapidamente em direção às áreas habitadas. A topografia do vale contribuiu para manter a onda concentrada e aumentar sua capacidade destrutiva enquanto ela avançava sobre casas, vias e estruturas urbanas.

As comunidades localizadas abaixo ficaram expostas a uma massa de água e detritos formada em poucos segundos. O principal perigo não estava mais no reservatório, mas na velocidade com que a onda percorreu o vale, reduzindo drasticamente o tempo disponível para qualquer evacuação efetiva.

Geologia tornou-se parte central da segurança

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A tragédia evidenciou que projetos de barragens não podem ser avaliados apenas pelo desempenho do concreto, pela espessura das paredes ou pela capacidade de armazenar água. A estabilidade das encostas ao redor do reservatório precisa receber o mesmo nível de atenção, especialmente em regiões montanhosas ou sujeitas a movimentos de massa.

Monitoramento geológico, leitura de fissuras, acompanhamento de deslocamentos e controle do nível do lago passaram a ser vistos como elementos decisivos. A Barragem de Vajont mostrou que uma obra pode ser tecnicamente resistente e ainda permanecer vulnerável às condições naturais que a cercam.

Operação do reservatório também importa

O nível da água influencia a pressão exercida sobre as encostas e pode alterar a estabilidade de terrenos já fragilizados. Em ambientes com histórico de movimentação, subir ou baixar o reservatório exige avaliação cuidadosa para evitar mudanças repentinas nas forças internas do solo e da rocha.

A gestão segura precisa combinar engenharia, geologia e planejamento de emergência. Separar a operação hidráulica do comportamento da montanha cria uma leitura incompleta do risco, porque o reservatório pode participar diretamente da evolução de um deslizamento mesmo quando a barragem permanece intacta.

Vajont virou símbolo de falha sistêmica

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Décadas depois, a Barragem de Vajont continua de pé e conserva grande parte de sua estrutura original. A permanência física da parede contrasta com a destruição ocorrida abaixo, tornando o local um símbolo de como uma obra bem dimensionada pode integrar um sistema de segurança mal compreendido ou administrado.

O episódio permanece estudado porque reúne resistência estrutural, falha de avaliação geológica, operação de reservatório e consequências humanas extremas. A catástrofe não resultou de um único componente isolado, mas da combinação entre natureza, engenharia e decisões tomadas antes da emergência.

Tragédia deixou uma lição permanente

A principal lição de Vajont é que segurança não pode ser medida apenas pela capacidade de uma estrutura suportar cargas. Uma barragem precisa ser analisada junto com o ambiente, as encostas, os níveis de água, os sistemas de alerta e as comunidades que dependem das decisões técnicas e institucionais.

A Barragem de Vajont resistiu ao impacto, mas 50 milhões de metros cúbicos de água ultrapassaram seus 262 metros e deixaram 1.917 mortos. Na sua opinião, obras desse porte deveriam ter sua operação interrompida imediatamente ao primeiro sinal consistente de instabilidade geológica, mesmo com prejuízos econômicos elevados? Deixe seu comentário.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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