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Morador planta bambu na divisa para criar cerca viva, raízes avançam 6 metros pelo subsolo e racham o piso do vizinho, laudo técnico confirma a origem do dano e reparo chega a R$ 22 mil, mostrando como uma escolha de paisagismo pode terminar em responsabilidade por prejuízo no imóvel ao lado
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 27/08/2026 às 15:39
Atualizado em 27/08/2026 às 15:41
Legislação e Direito
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Um morador plantou bambu na divisa para formar cerca viva, mas as raízes avançaram seis metros pelo subsolo e racharam o piso vizinho. Um laudo técnico confirmou a origem do dano, cujo reparo foi orçado em R$ 22 mil, levando a responsabilidade pelo prejuízo a quem havia feito o plantio.
Um morador plantou bambu na divisa do terreno com a intenção de formar uma cerca viva natural, mas o crescimento subterrâneo da planta ultrapassou os limites da propriedade. Anos depois, raízes foram identificadas sob o piso do imóvel vizinho, a cerca de seis metros da linha divisória, após o aparecimento de rachaduras.
As informações foram publicadas pela Super Rádio Tupi em 22 de agosto de 2026, em texto de Vanessa Ramos. O reparo necessário foi orçado em R$ 22 mil, e um laudo técnico atribuiu as raízes encontradas sob o piso à mesma espécie de bambu plantada na divisa.
Bambu foi escolhido para formar uma cerca viva natural
O plantio começou como uma solução de paisagismo para separar os terrenos.
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O morador utilizou o bambu na linha divisória sem prever o alcance que o sistema subterrâneo da planta poderia atingir com o passar dos anos.
Raízes avançaram seis metros além da divisa
O problema apareceu longe do ponto onde os bambus estavam plantados.
As raízes chegaram a uma área situada a aproximadamente seis metros da divisa, demonstrando que o crescimento subterrâneo havia ultrapassado de forma significativa o espaço ocupado visualmente pela cerca viva.
Piso da casa vizinha começou a apresentar rachaduras
Os sinais do problema surgiram na superfície do imóvel ao lado.
O piso da residência vizinha começou a rachar, e a investigação sobre a causa levou à identificação das raízes que se espalhavam sob a construção.
Algumas espécies de bambu têm crescimento subterrâneo agressivo
Determinadas espécies de bambu possuem sistemas radiculares capazes de avançar vários metros pelo solo.
Esse crescimento pode permanecer sem sinais aparentes durante algum tempo e, segundo as informações apresentadas, pode atingir estruturas como calçadas, tubulações e partes de construções próximas.
Laudo técnico analisou raízes encontradas sob o piso
A definição da origem do dano passou por uma avaliação especializada.
Peritos analisaram amostras das raízes encontradas sob o piso rachado para verificar se elas realmente pertenciam ao bambu existente na propriedade vizinha.
Características físicas ligaram raiz ao bambu plantado na divisa
O exame técnico comparou características específicas do material localizado sob o imóvel danificado.
A conclusão apontou que as raízes pertenciam à mesma espécie de bambu plantada na divisa, confirmando a conexão entre o crescimento subterrâneo e o dano observado no piso.
Reparo necessário foi orçado em R$ 22 mil
A extensão do problema resultou em um orçamento de R$ 22 mil para os reparos.
O valor colocou uma consequência financeira concreta sobre uma escolha de paisagismo que inicialmente tinha apenas a finalidade de formar uma barreira vegetal entre duas propriedades.
Responsabilidade pode alcançar quem fez o plantio
Pelo enquadramento apresentado com base nas regras de direito de vizinhança, em geral responde pelo dano quem mantém a planta que provocou prejuízo ao imóvel vizinho.
A responsabilização não dependeria necessariamente da intenção de causar o problema, mas da comprovação de que o uso da propriedade interferiu de maneira prejudicial no terreno ao lado.
Direito de vizinhança considera interferências entre imóveis
As regras citadas têm como referência o capítulo do Código Civil sobre direito de vizinhança.
Nesse tipo de situação, a comprovação da origem do dano assume papel central, especialmente quando raízes, infiltrações ou outros elementos atravessam os limites físicos entre propriedades.
Laudo se torna peça importante para comprovar a causa
O documento técnico permite diferenciar a raiz responsável pelo dano de outras espécies existentes na região.
No caso relatado, a análise foi justamente o elemento utilizado para estabelecer que o material encontrado sob o piso correspondia ao bambu plantado no terreno vizinho.
Barreiras subterrâneas podem limitar avanço das raízes
A prevenção indicada inclui instalar mantas ou placas subterrâneas de contenção capazes de restringir o crescimento radicular.
Outra medida apresentada é manter espécies consideradas invasivas afastadas da divisa, reduzindo a possibilidade de que as raízes alcancem construções próximas.
Espécies com raízes menos agressivas são alternativa para cercas vivas
A escolha da planta também pode reduzir riscos futuros.
Para cercas vivas próximas a outros imóveis, a recomendação apresentada é considerar espécies com sistema radicular menos agressivo, especialmente quando há pisos, tubulações ou fundações nas proximidades.
Morador prejudicado deve documentar rachaduras e raízes
Quando o dano já começou, registrar o problema desde as primeiras evidências pode ajudar na apuração.
As orientações apresentadas incluem fotografar as rachaduras e raízes visíveis, solicitar laudo técnico, guardar os orçamentos de reparo e formalizar uma notificação ao vizinho.
Justiça pode determinar reparo e medidas contra novos danos
Quando há dano comprovado e risco de repetição, a solução pode envolver mais do que o conserto já necessário.
A Justiça pode determinar tanto a reparação do prejuízo quanto a adoção de medidas destinadas a impedir novos problemas, incluindo barreiras de contenção para limitar o crescimento das raízes.
Caso mostra impacto que pode surgir anos depois do plantio
O bambu utilizado como cerca viva acabou alcançando o imóvel vizinho a seis metros de distância e foi associado, por laudo técnico, às rachaduras encontradas no piso.
Com o reparo estimado em R$ 22 mil, o episódio mostra como a escolha de uma espécie para a divisa pode gerar consequências além do próprio terreno quando o crescimento subterrâneo não é controlado.
Na sua opinião, quem planta uma espécie de crescimento agressivo na divisa deve responder integralmente pelos danos comprovados no imóvel vizinho? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

