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Moradora achou uma carteira esquecida no ônibus com R$ 6 mil dentro e podia ter ficado com tudo, mas correu atrás da dona para devolver, um gesto de honestidade que emocionou Florianópolis e virou assunto nas redes

Moradora achou uma carteira esquecida no ônibus com R$ 6 mil dentro e podia ter ficado com tudo, mas correu atrás da dona para devolver, um gesto de honestidade que emocionou Florianópolis e virou assunto nas redes

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Moradora achou uma carteira esquecida no ônibus com R$ 6 mil dentro e podia ter ficado com tudo, mas correu atrás da dona para devolver, um gesto de honestidade que emocionou Florianópolis e virou assunto nas redes

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 08/08/2026 às 11:24

Curiosidades

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Moradora do Córrego Grande achou carteira com R$ 6 mil em ônibus de Florianópolis, procurou a dona por dois dias e devolveu o dinheiro completo.

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Madalena Demétrio perdeu a carteira num ônibus de Florianópolis na quarta-feira, com R$ 6 mil dentro. No mesmo dia, Maria, moradora do Córrego Grande, encontrou o pertence. Levou dois dias até conseguir localizar a dona, e a devolução aconteceu na sexta-feira.

Uma moradora de Florianópolis devolveu na sexta-feira, 7 de agosto de 2026, uma carteira perdida com R$ 6 mil em dinheiro dentro, gesto que repercutiu nas redes sociais depois de ser divulgado pelo filho da dona do pertence, segundo reportagem publicada pelo portal ND Mais. A carteira pertencia a Madalena Demétrio, mãe do vereador Gilberto Pinheiro, e havia sido esquecida em um ônibus na quarta-feira, dia 5.

Quem achou foi Maria, moradora do bairro Córrego Grande, tratada por Dona Mariazinha no relato do vereador. Ela encontrou o pertence no mesmo dia em que Madalena o perdeu, mas a entrega só foi possível dois dias depois, por dificuldade de estabelecer contato com a proprietária. O dinheiro foi devolvido integralmente.

O que aconteceu na quarta-feira

A perda ocorreu dentro do transporte coletivo, situação em que a chance de recuperar um objeto costuma ser baixa. Ônibus urbano tem fluxo alto de passageiros, e uma carteira esquecida no banco passa por dezenas de mãos possíveis antes de o veículo terminar a linha.

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Maria encontrou o item ainda no dia 5, o mesmo em que ele foi perdido. Naquele momento, ela já sabia exatamente quanto dinheiro havia ali dentro, e mesmo assim guardou o pertence para procurar a dona. A quantia de R$ 6 mil não é simbólica: equivale a mais de quatro salários mínimos, valor capaz de mudar o mês de qualquer família.

O relato divulgado não menciona nenhuma tentativa de negociação, recompensa exigida ou condição imposta para a devolução. A carteira foi entregue com o dinheiro completo.

Dois dias até conseguir localizar a dona

Moradora do Córrego Grande achou carteira com R$ 6 mil em ônibus de Florianópolis, procurou a dona por dois dias e devolveu o dinheiro completo.
Foto: Floripa Mil Graus/Redes Sociais

Entre encontrar e devolver, houve um intervalo de 48 horas. A explicação apresentada foi a dificuldade de estabelecer contato, obstáculo comum em situações assim: uma carteira traz documentos, mas nem sempre traz um telefone que atenda ou um endereço atual.

Esse detalhe merece atenção porque testa a intenção. Devolver algo na hora é reflexo, insistir por dois dias é decisão. Cada dia a mais que a carteira ficou em posse de quem a encontrou foi uma oportunidade a mais de simplesmente desistir da busca e ficar com o dinheiro. A entrega aconteceu na sexta-feira, dia 7.

O caso só chegou ao conhecimento público depois disso, quando o filho de Madalena publicou a história nas redes sociais e a repercussão começou a crescer.

Por que ela andava com R$ 6 mil em espécie

A pergunta que naturalmente surge é por que alguém circula de ônibus com essa quantia no bolso. A resposta está no tipo de trabalho da dona da carteira e na relação dela com tecnologia.

Madalena atua como agenciadora de viagens, atividade que envolve receber pagamentos de clientes. Segundo o filho, ela tem muita dificuldade para usar WhatsApp, Instagram e ferramentas digitais em geral. Sem intimidade com aplicativos, o dinheiro vivo continua sendo o meio de pagamento possível, e a carteira vira o cofre. É a realidade de uma parcela significativa da população brasileira, especialmente entre pessoas mais velhas que trabalham com atendimento direto ao público.

Essa mesma dificuldade com meios digitais provavelmente contribuiu para o atraso na devolução. Quem não usa redes sociais nem aplicativos de mensagem fica mais difícil de encontrar quando alguém sai à procura.

Quem é Dona Mariazinha

As informações públicas sobre ela são poucas e ela não parece ter buscado exposição. O que se sabe é que se chama Maria, mora no bairro Córrego Grande, em Florianópolis, e é chamada de Dona Mariazinha pelo vereador que divulgou o caso.

O Córrego Grande fica na parte continental da ilha, próximo à região universitária, e é um bairro residencial de perfil misto. A identidade de quem devolveu a carteira ficou restrita ao primeiro nome e ao bairro, sem foto, sem entrevista e sem pedido de reconhecimento. Toda a repercussão partiu do outro lado, de quem recebeu o dinheiro de volta.

Esse é um traço que aparece com frequência nesse tipo de história. Quem devolve costuma tratar o ato como obrigação, não como feito, e quem recebe é que faz questão de tornar público.

A reação de quem recebeu a carteira de volta

O vereador Gilberto Pinheiro publicou vídeos nas redes sociais comentando o episódio e agradecendo publicamente a Dona Mariazinha. Ele afirmou que atitudes como aquela são difíceis de encontrar nos dias de hoje.

Em outra passagem, disse que pessoas e atitudes assim dão orgulho e renovam o ânimo para continuar trabalhando, e classificou o gesto como prova de que o país ainda tem jeito. A frase mais repetida da fala dele foi justamente essa, a de que Dona Mariazinha é um exemplo de que o país ainda tem jeito.

Há um detalhe biográfico que dá camada extra ao episódio. Antes de entrar na política, Gilberto Alcebíades Pinheiro, conhecido como Gemada, trabalhou 26 anos no transporte coletivo de Florianópolis, começando como cobrador de ônibus e depois se tornando motorista. Ele foi o vereador mais votado da cidade nas eleições de 2024, com 6.968 votos, e está no segundo mandato.

Casos parecidos se repetem em Santa Catarina

O episódio de Florianópolis não é isolado no estado. O mesmo portal que noticiou o caso já registrou outras devoluções de valores altos encontrados por acaso na região.

Entre os casos publicados estão o de uma diarista que achou uma carteira com R$ 17 mil, cheque e cartão e devolveu ao dono em Santa Catarina, e o de um jovem que encontrou uma carteira com R$ 14 mil e documentos e também procurou o proprietário. Três episódios com valores altos, três devoluções, e nenhum deles envolvendo pessoas em situação financeira confortável.

A recorrência desses relatos ajuda a explicar por que eles alcançam tanta gente. Cada caso funciona como contraponto a uma percepção generalizada de que ninguém mais devolveria dinheiro achado, e é justamente esse contraste que faz a história circular.

Um gesto pequeno que vale mais que R$ 6 mil

O que aconteceu em Florianópolis pode ser resumido em poucas linhas: uma mulher esqueceu a carteira no ônibus, outra encontrou, procurou por dois dias e devolveu tudo. Não houve heroísmo espetacular nem risco de vida. Houve apenas a decisão de não ficar com o que não era dela.

O valor da história está exatamente na banalidade da escolha. Ninguém saberia se Maria tivesse embolsado os R$ 6 mil, porque não havia câmera apontada para ela, testemunha ou registro. A devolução aconteceu sem plateia e virou notícia depois, por iniciativa de quem recebeu de volta. É o tipo de conduta que só aparece quando ninguém está olhando.

E você, teria devolvido? Conta nos comentários o que você faria se achasse uma carteira com R$ 6 mil dentro de um ônibus, sem ninguém por perto para ver.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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