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Moradora de 29 anos ouviu um zumbido estranho atrás da persiana durante o home office, abriu uma fresta da porta do banheiro e deu de cara com um enxame de abelhas tomando o teto, e saiu correndo para alertar os vizinhos
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 04/08/2026 às 09:16
Atualizado em 04/08/2026 às 09:28
Meio Ambiente
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Rafaela Santana Athayde estava sozinha com o cachorro no apartamento em Joinville, no Norte de Santa Catarina, quando o barulho começou. Ela avisou os síndicos, fechou todas as janelas e precisou contratar uma empresa especializada. A retirada foi feita por aspiração, sem matar a colônia.
O som vinha da janela e não fazia sentido nenhum. Rafaela Santana Athayde, de 29 anos, trabalhava em casa no sábado, 1º de agosto de 2026, quando ouviu um zumbido contínuo em um apartamento de Joinville, no Norte catarinense. Com a persiana fechada, ela não conseguia identificar a origem, conforme reportagem de Maria Clara Kuboski publicada pelo ND Mais em 3 de agosto de 2026.
Ao levantar a persiana, entendeu o problema: eram abelhas. Fechou a janela com cuidado, correu para trancar as outras e, da sacada, percebeu que os insetos entravam pelo banheiro. Encostou o ouvido na porta, abriu uma pequena fresta para filmar e viu um grande número de abelhas agrupadas no teto do cômodo.
O que ela fez nos primeiros minutos
A reação dela seguiu, sem saber, boa parte do que os manuais recomendam. Fechar todas as janelas foi o primeiro passo, e impediu que o grupo se espalhasse pelo restante do apartamento.
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Em seguida, avisou os síndicos e alertou os moradores do condomínio, para que ninguém deixasse janela aberta e nenhum outro apartamento fosse ocupado. No imóvel estavam apenas ela e o cachorro. Rafaela chegou a procurar o Corpo de Bombeiros, mas acabou precisando contratar uma empresa especializada para resolver a situação.
Por que os bombeiros nem sempre resolvem
Essa parte confunde muita gente e vale explicar. A orientação oficial de corporações de vários estados é acionar o 193 em caso de emergência, mas o atendimento tem critério.
O Corpo de Bombeiros do Paraná, por exemplo, informa que a mobilização se destina a situações de risco à vida, como idosos sem mobilidade ou concentração permanente de crianças, e orienta que, quando o enxame apenas incomoda sem ter atacado ninguém, o caminho é contratar um apicultor habilitado por interesse particular. A mesma corporação registra que cerca de 90% dos acionamentos envolvem enxames migratórios, que costumam seguir viagem sozinhos.
Como foi feita a retirada
A remoção ficou a cargo do apicultor Celso Brasil, dono da SOS Abelhas. Ele explicou ao ND Mais que a técnica varia conforme cada ocorrência e que, naquele caso, o método escolhido foi a aspiração.
O procedimento permite retirar os insetos sem destruir a colônia. Depois do resgate, as abelhas foram levadas para um berçário mantido pelo próprio apicultor e, na sequência, serão encaminhadas para um apiário. A escolha não é apenas ambiental: exterminar abelhas configura crime previsto no artigo 29 da Lei 9.605 de 1998, com pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa.
Por que os enxames estão entrando em apartamento
A explicação apresentada pelo apicultor aponta para dois fatores combinados. Segundo ele, o desmatamento e o avanço urbano reduzem os locais naturais onde os insetos podem se abrigar, e isso os empurra para dentro das cidades.
Celso Brasil acrescenta que, às vezes, o grupo apenas para para descansar, mas em outras acaba se instalando, e aí é preciso fazer a remoção. Ele afirma que esse tipo de ocorrência não é exclusivo de Joinville e vem sendo registrado em várias regiões. Corporações de bombeiros de outros estados descrevem o mesmo movimento, associando o aumento de casos ao calor e ao período migratório, quando as colônias se dividem em busca de novo endereço.
A diferença entre enxame de passagem e colmeia instalada
Existe uma distinção prática que muda completamente a urgência do caso. Um enxame migratório é aquele que pousa temporariamente em uma grade, galho ou parede e segue viagem em algumas horas ou poucos dias.
O problema aparece quando o grupo se entoca, ou seja, entra em forro, armário, caixa de persiana ou vão de parede e começa a construir colmeia ali. A partir desse ponto, não adianta esperar. É esse cenário que exige remoção técnica, porque a estrutura de cera passa a acumular mel e a atrair outros insetos, além de dificultar o acesso.
O que fazer e o que nunca fazer
A orientação central é não tentar resolver sozinho nem seguir dica de quem não tem conhecimento técnico. Nunca aplicar veneno, álcool, querosene, água ou fogo sobre o enxame, e não tentar espantá lo com ventilador.
Manter distância, evitar movimentos bruscos e não gritar completam a lista, já que ruído agudo agita a colônia. Corporações também recomendam afastar animais domésticos, porque qualquer barulho feito por eles pode desencadear ataque, e orientam que quem for perseguido corra em zigue-zague protegendo pescoço e rosto. Enxame provocado em área urbana pode atingir um raio de duas a quatro quadras.
As medidas que ela adotou depois
Após a avaliação da ocorrência, a moradora recebeu recomendações do apicultor e passou a segui las. Manteve as janelas fechadas e retirou um aromatizador elétrico do banheiro.
O motivo é direto: o cheiro adocicado pode atrair ainda mais insetos ao ambiente. Como medida preventiva de longo prazo, ela pretende instalar telas nas janelas do apartamento, solução simples que bloqueia a entrada sem impedir a ventilação.
Quem é alérgico precisa de outro cuidado
Há um grupo para quem o risco muda de patamar e isso costuma ser subestimado. Pessoas com alergia ao veneno podem desenvolver choque anafilático com uma única picada.
Nesses casos, a orientação é buscar atendimento médico imediato, sem esperar sintoma se agravar. Para quem não é alérgico, a recomendação em caso de ferroada é remover o ferrão o quanto antes, porque ele continua liberando peçonha depois de cravado na pele. Idosos e crianças também exigem atenção redobrada, e a orientação é que crianças não brinquem perto de colmeia nem joguem objetos no enxame.
E você, já teve visita inesperada de bicho dentro de casa? Conta aqui nos comentários o que apareceu por aí e como você resolveu, e diga se sabia que matar um enxame de abelhas pode dar processo por crime ambiental.
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abelhas
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

