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Morando em região devastada pela guerra, chefe de família abriu uma cafeteria com pequena geladeira solar, recuperou renda perdida nos apagões e passou a sustentar toda a casa

Morando em região devastada pela guerra, chefe de família abriu uma cafeteria com pequena geladeira solar, recuperou renda perdida nos apagões e passou a sustentar toda a casa

4 min de leitura

Morando em região devastada pela guerra, chefe de família abriu uma cafeteria com pequena geladeira solar, recuperou renda perdida nos apagões e passou a sustentar toda a casa

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 28/08/2026 às 17:42

Atualizado em 28/08/2026 às 17:43

Chefe de família abriu uma cafeteria no Iêmen com pequena geladeira solar

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Em Aden, onde a guerra deixou a eletricidade instável, um sistema pico solar e uma geladeira solar subsidiada permitiram que Eman conservasse produtos, abrisse o próprio negócio e criasse renda para manter a família.

Eman abre a geladeira solar de sua pequena cafeteria e retira um produto mantido frio. A cena parece comum, mas representa uma mudança profunda em Aden, no Iêmen, onde a falta de eletricidade confiável impedia a conservação de bebidas e alimentos.

Responsável pelo sustento da casa, ela conseguiu abrir o negócio depois de receber um sistema pico solar e uma geladeira subsidiada. O conjunto devolveu à família uma fonte de renda em meio aos apagões provocados pela destruição da infraestrutura elétrica durante anos de conflito.

A história foi publicada em 17 de março de 2026 pelo World Bank Group, instituição internacional voltada ao financiamento do desenvolvimento. Eman já havia colocado a cafeteria em funcionamento e afirmou que a renda permitia sustentar toda a família.

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Uma cafeteria que cabia em um pequeno sistema

O sistema pico solar é uma instalação fotovoltaica pequena, muitas vezes portátil e separada da rede pública. Em vez de alimentar uma casa inteira, ele fornece eletricidade para cargas específicas, como iluminação ou um aparelho eficiente.

No caso de Eman, a carga decisiva era a geladeira subsidiada. A solução custava menos e exigia uma estrutura menor que uma instalação residencial completa, pois tinha uma tarefa bem definida: manter o equipamento necessário ao funcionamento da cafeteria.

Eman conseguiu conservar produtos, abrir o próprio negócio e criar renda para manter a família.

Foi essa escala reduzida que tornou a solução útil para um pequeno negócio. Eman não precisava reconstruir a rede elétrica de Aden, mas precisava de energia suficiente e confiável para conservar o que colocaria à venda.

Por que a geladeira solar era indispensável

Sem refrigeração estável, bebidas e alimentos não permanecem frios pelo tempo necessário para a venda. Cada apagão interrompe o funcionamento da geladeira e transforma a falta de energia em perda de produtos e de renda.

O sistema fotovoltaico capta a luz do sol e produz eletricidade para alimentar o aparelho eficiente. Assim, a geladeira solar reduz a dependência da rede instável e mantém a atividade que sustenta o pequeno comércio.

Financiamento, subsídio e aparelho eficiente precisaram funcionar juntos

A mudança não veio apenas de um painel. Eman recebeu um sistema financiado pelo projeto e uma geladeira subsidiada, o que significa que parte do custo do aparelho recebeu apoio para ampliar o acesso ao equipamento.

O Projeto Emergencial de Acesso à Eletricidade no Iêmen reuniu instituições locais de microfinanças, fornecedores e distribuidores de equipamentos solares. As microfinanças oferecem serviços financeiros de menor escala a pessoas com acesso limitado aos meios tradicionais.

O World Bank Group, instituição internacional voltada ao financiamento do desenvolvimento, registrou que essa união ajudou a reduzir o risco da venda de sistemas solares a famílias vulneráveis em áreas rurais e bairros afastados dos centros urbanos.

Somente entregar um painel não criaria a cafeteria. O resultado dependeu da combinação entre acesso ao financiamento, subsídio e equipamento eficiente, capaz de trabalhar com a eletricidade fornecida por uma instalação pequena.

Energia como porta de entrada para uma conta bancária

O projeto produziu outro efeito além da eletricidade. Cerca de 15% dos beneficiários abriram a primeira conta bancária, enquanto somente cerca de 5% das mulheres no Iêmen possuem uma conta.

Esse dado mostra que o acesso à energia veio acompanhado da entrada de parte das participantes no sistema financeiro formal, formado por instituições reconhecidas e serviços registrados.

Para mulheres responsáveis pelo sustento da casa, essa ligação tem peso prático. A energia permite trabalhar, o negócio cria renda e o contato com instituições financeiras amplia a participação em atividades econômicas que antes permaneciam fora do alcance.

Da geladeira à renda que sustenta toda a família

Eman resumiu o resultado com uma frase direta: “It is now making an income, and I can support my entire family.” Em português, ela afirmou que a cafeteria passou a gerar renda e que já conseguia sustentar toda a família. O valor mensal não foi informado.

A pequena geladeira deixou de ser apenas um eletrodoméstico. Ligada a um sistema adequado e acompanhada de apoio financeiro, ela se tornou a peça central de uma cafeteria movida por energia solar que recuperou a renda familiar em uma cidade atingida por anos de conflito.

A experiência de Eman mostra que levar eletricidade a uma carga essencial pode abrir espaço para trabalho, autonomia e sustento. Nesse caso, a energia solar fora da rede não substituiu toda a infraestrutura do país, mas resolveu um problema concreto dentro de um pequeno comércio.

Você acredita que sistemas solares pequenos poderiam criar novas fontes de renda em comunidades brasileiras com energia instável? Compartilhe esta história e deixe sua opinião nos comentários.

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Fonte

World Bank Group


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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