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Morte do “Rei da Fronteira” no Paraguai desencadeou guerra de facções no Acre

Morte do “Rei da Fronteira” no Paraguai desencadeou guerra de facções no Acre

Foto: ac24horas com auxílio de IA

A execução do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani, no Paraguai, em 2016, é apontada pela comandante-geral da Polícia Militar do Acre, coronel Marta Renata Freitas, como um dos marcos da guerra entre facções criminosas no estado. A avaliação foi apresentada em entrevista exclusiva à coluna do jornalista Alfredo Henrique, publicada nesta segunda-feira (17) pelo portal Metrópoles.

Conhecido como “Rei da Fronteira”, Rafaat foi morto em uma noite de junho de 2016, em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz divisa com o Mato Grosso do Sul. Cerca de 100 homens participaram do ataque, no qual uma metralhadora calibre ponto 50 perfurou a blindagem do carro do traficante. A ação é atribuída ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com a comandante, a atuação de Rafaat não se limitava à faixa de fronteira entre o Paraguai e o Mato Grosso do Sul. O território sob influência do traficante incluía também o Acre, rota usada para o transporte de cocaína que entra no Brasil pelas fronteiras amazônicas.

A localização do estado explica parte do interesse das organizações criminosas. O Acre faz divisa com o Peru e a Bolívia e integra os corredores usados para o escoamento de drogas produzidas na região andina.

Foto: Comandante-Geral da Polícia Militar do Acre, Coronel Marta Renata I Neto Lucena/SECOM

“Estamos numa trifronteira e enfrentamos diversos problemas”, afirmou Marta. Entre eles, segundo a coronel, estão o tráfico de drogas e a consequente disputa por território entre organizações criminosas.

Com a morte de Rafaat, o espaço deixado pelo traficante passou a ser alvo de disputa. De um lado, o PCC. De outro, o Comando Vermelho (CV). No Acre, a briga por território e pelo controle das rotas internacionais do tráfico contribuiu para o período mais violento da história recente do estado.

A ofensiva das facções, no entanto, é anterior ao episódio no Paraguai. A comandante informou que o movimento começou a ganhar força em 2015 e envolveu tanto grupos de alcance nacional quanto organizações locais. Ela citou “a tentativa de domínio de território das facções” a partir daquele ano, com a presença de grupos do Rio de Janeiro e de São Paulo, além de uma facção acreana.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

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