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Motoboy de 19 anos encontra menino autista de 7 anos sozinho às 4h da madrugada, acalma a criança com as luzes da moto e ajuda a reunir mãe e filho em São José do Rio Preto
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 24/08/2026 às 08:36
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Ao voltar da última entrega em São José do Rio Preto, motoboy de 19 anos encontrou uma criança autista não verbal sozinha às 4h, chamou a polícia e usou as luzes da moto para acalmá-la até a chegada do socorro.
Patrick de Lima Silva, de 19 anos, voltava para casa depois da última entrega quando encontrou um menino autista de 7 anos sozinho no meio de uma rua de São José do Rio Preto. Eram cerca de 4h da madrugada de 3 de abril, e a atitude do motoboy ajudou a retirar a criança de uma situação de risco.
A cena chamou atenção na rua Josina Teixeira de Carvalho, uma via que liga os bairros Anchieta e Jaguaré. O menino estava desacompanhado, não falava e havia saído de casa sem que a mãe percebesse.
Ao notar a presença da criança em plena madrugada, Patrick observou o entorno e não encontrou nenhum adulto por perto. Também não havia sinais imediatos que indicassem de onde o menino tinha saído.
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A última entrega terminou com um encontro inesperado em uma rua escura
Segundo relato publicado pelo Diário da Região, o entregador voltava da última corrida quando avistou o garoto sozinho na via. A rua estava escura, e veículos ainda circulavam pelo trecho.
Patrick decidiu parar, aproximou-se com cuidado e tentou conversar. Nesse momento, percebeu que o menino não respondia verbalmente, mas permanecia calmo e até sorria.
Sem localizar familiares nas proximidades, o motoboy ligou para a Polícia Militar. A iniciativa permitiu que os agentes fossem avisados rapidamente sobre a presença de uma criança desacompanhada naquela região.
Enquanto aguardava a chegada da equipe, ele procurou uma maneira de distrair o menino e mantê-lo em segurança. Primeiro mostrou um vídeo no celular, mas percebeu que aquilo não prendia sua atenção.
O interesse da criança apareceu quando Patrick apresentou as luzes da motocicleta. O recurso simples ajudou a tranquilizar o garoto durante a espera pelo atendimento policial.
Polícia Militar e Conselho Tutelar ajudaram a encontrar a mãe
Policiais militares chegaram ao local acompanhados por uma conselheira tutelar. A criança foi acolhida pelas equipes, enquanto começava o trabalho de identificação e localização da família.
A mãe do menino, Rebeca Marques, explicou à reportagem que o filho encontrou a chave da residência e conseguiu sair. Quando acordou, percebeu a porta aberta e imediatamente procurou ajuda.
A identificação envolveu o Conselho Tutelar, que conseguiu reconhecer a situação e encaminhar o retorno do menino à mãe. Segundo Rebeca, uma conselheira que já conhecia a família participou da devolução da criança.
Entre a residência e o ponto onde Patrick encontrou o garoto, havia aproximadamente 130 metros. O menino estava descalço e machucou o pé durante o percurso, mas conseguiu reencontrar a mãe.
Depois da ocorrência, o motoboy disse ter pensado nos riscos enfrentados pela criança naquela madrugada. Além da escuridão, havia circulação de carros em uma via importante entre os bairros.
A história ganhou um novo capítulo quando Patrick encontrou novamente o menino e Rebeca. O registro fotográfico publicado pelo Diário da Região mostra o reencontro entre o entregador, a mãe e a criança.
Dispositivo com QR Code trouxe uma camada extra de proteção
A repercussão do caso mobilizou Paula Giarletti, empresária da SafeFind. Ela procurou a família para oferecer um dispositivo de identificação e rastreamento voltado à segurança de crianças.
O equipamento funciona como um botton com QR Code, que pode ser preso à camiseta ou à mochila. Ao ser escaneado, ele permite identificar a pessoa e localizar os contatos cadastrados pelos responsáveis.
Segundo a explicação apresentada na reportagem, o sistema também envia uma mensagem automática pelo WhatsApp para os contatos registrados. O aviso inclui a localização do ponto onde a criança foi encontrada.
A proposta busca facilitar o contato entre quem encontra uma pessoa perdida e seus familiares. O mecanismo também pode ser utilizado para apoiar a identificação de idosos ou de animais de estimação.
Rebeca afirmou ter recebido a oferta com alegria, destacando que o acompanhamento de uma criança autista exige atenção constante. Para a família, a ferramenta representa um reforço de segurança depois do episódio.
O encontro entre Patrick e o menino reuniu atitudes simples que fizeram diferença: parar a moto, observar a situação, chamar a polícia e permanecer ao lado da criança até a chegada da ajuda.
E você, o que faria ao encontrar uma criança sozinha na rua durante a madrugada? Compartilhe sua opinião nos comentários.
Fontes
Motoboy vira ‘anjo da guarda’ de criança autista
Final feliz, afirmam Conselho Tutelar e mãe de criança autista devolvida
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

