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Motorista de ônibus interrompe viagem ao ver mãe sair desesperada com bebê sem conseguir respirar, abandona o volante por alguns minutos, desce do coletivo, aplica técnica de primeiros socorros que aprendeu nas Forças Armadas e consegue salvar a criança diante das câmeras de segurança em Saquarema

Motorista de ônibus interrompe viagem ao ver mãe sair desesperada com bebê sem conseguir respirar, abandona o volante por alguns minutos, desce do coletivo, aplica técnica de primeiros socorros que aprendeu nas Forças Armadas e consegue salvar a criança diante das câmeras de segurança em Saquarema

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Motorista de ônibus interrompe viagem ao ver mãe sair desesperada com bebê sem conseguir respirar, abandona o volante por alguns minutos, desce do coletivo, aplica técnica de primeiros socorros que aprendeu nas Forças Armadas e consegue salvar a criança diante das câmeras de segurança em Saquarema

Escrito por Geovane Souza

Publicado em 24/08/2026 às 18:31

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Motorista de ônibus salva bebê engasgado durante viagem em Saquarema após aplicar técnica de primeiros socorros aprendida nas Forças Armadas. (Foto: Balanço Geral/R7)

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George Maycon Rocha da Silva dirigia a linha Palmital x Saquarema quando passageiros começaram a pedir que ele parasse o ônibus. A mãe desceu com a filha em situação de engasgo e, em poucos segundos, o motorista deixou o volante, prestou os primeiros socorros e conseguiu fazer a menina voltar a respirar.

Uma viagem de ônibus pela Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, mudou completamente de ritmo quando passageiros perceberam que uma criança não conseguia respirar. O caso ocorreu na manhã de 31 de março de 2025, em Saquarema, e foi registrado pelas câmeras instaladas no próprio coletivo.

O motorista era George Maycon Rocha da Silva, funcionário da empresa Rio Lagos havia três anos. Ele conduzia o ônibus pela Estrada Latino Melo quando a emergência começou dentro do veículo e os passageiros pediram que a viagem fosse interrompida.

Com a parada, a mãe saiu do ônibus carregando a filha e procurando ajuda. George deixou o posto de motorista, foi até as duas e iniciou uma técnica para tentar liberar as vias respiratórias da criança.

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A intervenção funcionou. A menina voltou a respirar, e uma situação que poderia ter terminado de outra forma acabou registrada em vídeo, com a reação rápida do motorista se tornando o ponto central das imagens divulgadas posteriormente.

Passageiros pediram que o ônibus parasse e o motorista percebeu que havia uma emergência

Segundo informações do Rlagos Notícias, George conduzia a linha Palmital x Saquarema quando a mãe saiu do veículo desesperada e pediu ajuda para a filha. O motorista interrompeu o trajeto e iniciou os primeiros socorros.

As imagens mostram que tudo aconteceu em um intervalo curto. Não havia uma equipe médica no local naquele instante, e a primeira tentativa de desobstruir as vias aéreas partiu justamente do homem que, segundos antes, estava dirigindo o coletivo.

A ocorrência foi registrada na Estrada Latino Melo, também identificada como RJ-128, trecho percorrido pela linha. O Enfoco informou que, antes da parada, George ouviu gritos dentro do ônibus e abriu as portas ao perceber a gravidade da situação.

Técnica aprendida nas Forças Armadas acabou sendo usada fora de qualquer ambiente de treinamento

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O conhecimento que George carregava não tinha relação direta com sua função diária como motorista de ônibus. De acordo com o R7, ele havia aprendido a técnica de primeiros socorros nas Forças Armadas, experiência que acabou sendo recuperada justamente quando a criança precisava de ajuda.

Diante da menina engasgada, o motorista conseguiu lembrar o procedimento e colocá-lo em prática. Reportagens sobre o caso identificaram a intervenção como manobra de Heimlich, utilizada para desobstrução das vias aéreas em determinados casos de engasgo.

George explicou posteriormente que não ficou calculando o que deveria fazer. Ele viu a situação da mãe, lembrou do treinamento e agiu. A rapidez é particularmente relevante em uma obstrução grave das vias respiratórias, situação em que a entrada de ar pode ser interrompida.

O episódio também mostra como um conhecimento adquirido muito antes de uma emergência pode reaparecer de forma decisiva. George trabalhava na Rio Lagos havia cerca de três anos quando precisou aplicar, durante uma viagem comum, aquilo que tinha aprendido em outro período de sua vida.

Câmeras do coletivo registraram a mãe deixando o ônibus e George correndo para ajudar

As câmeras de segurança foram fundamentais para documentar a sequência. Como informou a BandNews FM, as gravações mostram o ônibus parado, a mulher descendo com a menina e, logo depois, o motorista deixando o coletivo para realizar o procedimento de desengasgo. Após a intervenção, a criança voltou a respirar.

O vídeo ganhou circulação nas redes sociais e levou o nome de George para além da linha em que trabalhava. A empresa Rio Lagos e moradores de Saquarema elogiaram a conduta do motorista, principalmente pelo pouco tempo disponível para compreender o que estava acontecendo e começar o atendimento.

Engasgo grave pode impedir a criança de tossir, chorar ou respirar e exige reação rápida

Embora diversas reportagens tenham chamado genericamente o procedimento usado por George de manobra de Heimlich, a técnica correta depende da idade da vítima. Essa diferença é relevante porque os primeiros socorros para um bebê com menos de um ano não são os mesmos usados em crianças maiores e adultos.

O Ministério da Saúde orienta que, em bebês menores de um ano com obstrução grave, a pessoa coloque a criança de bruços sobre o antebraço, mantendo a cabeça abaixo do corpo, e aplique cinco golpes entre as escápulas. Se a obstrução continuar, o bebê deve ser virado e receber cinco compressões torácicas.

Para crianças maiores, a orientação muda. O SAMU aponta sinais como tosse fraca ou sem som, dificuldade para respirar ou falar, coloração azulada nos lábios e perda de consciência como indícios de uma situação grave que exige atendimento rápido.

A Sociedade Brasileira de Pediatria também diferencia o engasgo parcial da obstrução completa. Quando a criança ainda consegue tossir com força, a tosse pode ajudar a expulsar o objeto; tentar retirar algo sem enxergá-lo pode empurrá-lo ainda mais para dentro. Em uma obstrução total, quando a criança não consegue emitir som ou respirar, são necessárias manobras específicas e acionamento do atendimento de emergência.

No Brasil, o SAMU pode ser acionado pelo número 192 e o Corpo de Bombeiros pelo 193. Em situações desse tipo, a orientação profissional deve ser procurada o mais rápido possível, inclusive enquanto alguém treinado inicia os primeiros socorros.

Uma viagem comum terminou com uma criança respirando novamente e uma habilidade antiga colocada à prova

O caso de Saquarema chama atenção justamente porque começou dentro de uma situação cotidiana. George estava trabalhando, passageiros seguiam viagem e uma mãe transportava a filha quando, de repente, a falta de ar transformou o interior do ônibus em um cenário de emergência.

O motorista precisou sair de uma função para a qual estava trabalhando naquele momento e recorrer a uma habilidade aprendida anteriormente. Entre a parada do ônibus e o atendimento à criança, as imagens mostram uma reação praticamente imediata, sem uma longa espera por ajuda externa.

A criança conseguiu voltar a respirar, enquanto a gravação acabou transformando aqueles segundos em um registro da importância prática do treinamento em primeiros socorros. Para George, o conhecimento adquirido nas Forças Armadas deixou de ser apenas uma lembrança de treinamento e passou a fazer parte de um episódio concreto ocorrido durante uma jornada de trabalho em Saquarema.

E você, saberia como agir se uma criança começasse a se engasgar ao seu lado? Deixe nos comentários o que achou da atitude de George e se acredita que treinamentos básicos de primeiros socorros deveriam ser oferecidos com mais frequência a motoristas e outros profissionais que trabalham diariamente em contato com o público.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Geovane Souza.

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