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Motorista passou mal com o ônibus escolar em movimento, e um aluno de 13 anos assumiu o volante antes que a viagem terminasse em tragédia
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 18/08/2026 às 20:26
Atualizado em 18/08/2026 às 20:27
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Em 2012, um ônibus escolar perdeu a trajetória em Milton após o motorista sofrer um problema médico, mas Jeremy Wuitschick correu até a cabine, controlou o veículo e contou com a ajuda dos colegas para interromper o risco.
A câmera interna registrou o momento em que o motorista passou mal com o ônibus escolar em movimento. O homem perdeu o controle do corpo, o veículo começou a sair da trajetória e estudantes perceberam que a viagem poderia terminar em um acidente.
Foi quando Jeremy Wuitschick, de 13 anos, correu pelo corredor, segurou o volante e conduziu o ônibus para fora da faixa de circulação. Ele também retirou a chave da ignição, enquanto outros alunos participavam da resposta à emergência.
A informação foi publicada por The Guardian, jornal britânico responsável pela publicação original sobre o caso. O episódio ocorreu em 2012, na cidade de Milton, no estado de Washington, nos Estados Unidos.
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A câmera mostrou o instante em que o ônibus escolar começou a sair da trajetória
O ônibus se aproximava da Surprise Lake Middle School, escola frequentada pelos estudantes, quando o motorista apresentou sinais de uma grave emergência médica. Jeremy relatou que o homem começou a se contorcer, emitir sons incomuns e perder o comando das mãos.
Pouco depois, o veículo passou a atravessar a via sem controle. As imagens registraram Jeremy avançando rapidamente pelo corredor central, enquanto os colegas gritavam para que alguém chamasse o serviço de emergência 911 e retirasse a chave.
A situação exigia uma decisão imediata. Não havia tempo para esperar que o motorista recuperasse os movimentos, pois o ônibus continuava em deslocamento e a perda de controle poderia terminar em uma colisão.
Jeremy segurou o volante, levou o veículo à lateral e retirou a chave
Ao chegar à parte dianteira, Jeremy segurou o volante e corrigiu a direção do ônibus. O adolescente conseguiu levar o veículo até uma posição de parada e, em seguida, retirou a chave da ignição para interromper o movimento.
O aluno ainda não tinha idade para possuir licença de motorista. Sua experiência se limitava a retirar o carro da mãe da garagem para que o veículo fosse lavado, um contato muito distante da responsabilidade de controlar um ônibus escolar em risco.
Depois, Jeremy explicou que agiu por instinto e pensou apenas em evitar a própria morte. A reação rápida não nasceu de um treinamento profissional, mas da percepção clara de que alguém precisava assumir o controle naquele instante.
Colegas chamaram o socorro e Johnny Wood iniciou as compressões no motorista
Jeremy teve participação decisiva, mas não agiu completamente sozinho. Enquanto ele controlava o ônibus, outros estudantes gritavam orientações, procuravam ajuda e acionavam o serviço de emergência.
The Guardian, jornal britânico que publicou os registros centrais do episódio, identificou Johnny Wood como o colega que sabia realizar reanimação. Ele começou a fazer compressões no peito do motorista, enquanto outro aluno entrou em contato com o socorro.
Assista o vídeo
O funcionamento dessa resposta coletiva foi simples e rápido: um estudante cuidou da direção, outro iniciou o atendimento e os demais buscaram ajuda. Cada ação enfrentou uma parte diferente do problema e reduziu o tempo até a chegada do atendimento profissional.
Motorista de 43 anos foi levado ao hospital em estado grave
O motorista, que tinha 43 anos, foi encaminhado ao hospital em estado considerado grave. As primeiras informações mencionaram a possibilidade de ataque cardíaco ou convulsão, mas não apresentaram um diagnóstico médico confirmado no momento da publicação.
Os estudantes conseguiram deixar o ônibus em segurança após a parada. Jeremy e Johnny foram reconhecidos na comunidade pela reação rápida, e a direção da escola prometeu aos dois todos os lanches escolares que quisessem.
O desfecho evitou que a perda de controle avançasse até uma colisão. Ainda assim, não é possível afirmar um número exato de vidas salvas, pois a publicação não apresentou uma contagem definitiva de passageiros que permita sustentar essa conclusão.
A reação do aluno ocorreu diante de um risco imediato e excepcional
O episódio não deve ser entendido como incentivo para que crianças ou adolescentes tentem dirigir veículos. Jeremy só tocou no volante porque o condutor estava incapacitado, o ônibus permanecia em movimento e havia perigo imediato para todos a bordo.
O caso ocorrido em Milton também não cabe em uma explicação centrada em apenas uma pessoa. Jeremy interrompeu o deslocamento, mas colegas chamaram o socorro e Johnny prestou o primeiro atendimento ao motorista. O resultado veio de decisões coordenadas em poucos instantes.
Você acredita que escolas deveriam preparar alunos para reconhecer emergências e chamar ajuda sem criar novos riscos? Compartilhe sua opinião nos comentários.
Fonte
The Guardian
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

