Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Mulher de 50 anos recebia US$ 16,50 por hora, mas um erro de pagamento elevou o valor para US$ 1.650, deixou US$ 19.388 a mais na folha e terminou quase 11 meses depois com prisão e acusação criminal no Arkansas

Pesquisadores criam laser capaz de carregar drones durante o voo, sem necessidade de pouso

4 min de leitura

Mulher de 50 anos recebia US$ 16,50 por hora, mas um erro de pagamento elevou o valor para US$ 1.650, deixou US$ 19.388 a mais na folha e terminou quase 11 meses depois com prisão e acusação criminal no Arkansas

Escrito por Fabio Lucas Carvalho

Publicado em 19/08/2026 às 21:54

Curiosidades

Canal

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Rene Nichole Coleman recebeu US$ 19.388 a mais após uma falha no sistema de folha durante um turno de 12 horas; polícia afirma que ela não devolveu o valor e o caso terminou em acusação criminal no Arkansas.

Um erro de pagamento que alterou o salário de uma funcionária de US$ 16,50 para US$ 1.650 por hora terminou em prisão e acusação criminal no Arkansas, nos Estados Unidos. Rene Nichole Coleman, de 50 anos, recebeu US$ 19.388 a mais após trabalhar um turno de 12 horas em maio de 2025 e, segundo documentos policiais citados pela imprensa local, recusou-se posteriormente a devolver o dinheiro.

O episódio aconteceu em Jonesboro e só chegou à fase de prisão meses depois. Coleman foi detida em 6 de abril de 2026 e passou a enfrentar uma acusação de theft of property envolvendo valor superior a US$ 5 mil e inferior a US$ 25 mil, classificada no Arkansas como felony Classe C.

Erro de pagamento colocou US$ 1.650 por hora na folha

A origem do caso foi uma falha no sistema utilizado para processar a folha salarial.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Segundo o affidavit de causa provável descrito pela emissora local KAIT, Coleman normalmente recebia US$ 16,50 por hora. No entanto, em 10 de maio de 2025, o sistema registrou sua remuneração como US$ 1.650 por hora durante um turno de 12 horas.

O documento atribuiu ao problema um pagamento excedente de US$ 19.388.

O valor deve ser entendido como aquele registrado pelas autoridades no caso. A documentação citada pelas reportagens não detalha a composição da folha, descontos ou outros lançamentos que expliquem individualmente como o total excedente foi calculado.

A diferença foi descoberta posteriormente pela empresa, que buscou recuperar o dinheiro.

Polícia diz que funcionária se recusou a devolver valor

A situação deixou de ser apenas uma questão administrativa depois que o empregador procurou a polícia.

De acordo com o NEA Report, uma denúncia foi apresentada em 12 de agosto de 2025. O affidavit afirma que, depois de identificar o erro, a empresa tentou obter de volta o pagamento excedente, mas Coleman teria se recusado a devolver o valor.

Essa afirmação faz parte da acusação apresentada às autoridades e não deve ser tratada como uma conclusão judicial definitiva sobre a responsabilidade da ex-funcionária.

O empregador também entregou aos investigadores documentos financeiros e e-mails que, segundo o relato policial, sustentavam a reclamação sobre o pagamento.

Um investigador entrou em contato com Coleman por telefone. Conforme o affidavit, ela concordou em comparecer para conversar com a polícia, mas não apareceu.

Posteriormente, foi emitido um mandado de prisão.

Prisão ocorreu quase 11 meses depois do turno

Coleman permaneceu fora da custódia durante meses. Em 6 de abril de 2026, investigadores de Jonesboro foram informados de que ela havia sido presa em razão de um mandado pendente.

Na mesma data, o caso avançou judicialmente com a conclusão de que havia causa provável para uma acusação de furto de propriedade envolvendo mais de US$ 5 mil e menos de US$ 25 mil.

A classificação utilizada no Arkansas é Class C felony. Por isso, embora o caso envolva uma acusação de furto, não é adequado simplesmente equiparar a expressão norte-americana a “furto qualificado” do direito brasileiro, que possui definição jurídica própria.

A cobertura da FOX Local também registra que Coleman enfrentava a acusação relacionada aos US$ 19.388 pagos por engano e que o episódio começou com a alteração da taxa horária no sistema de folha.

Fiança foi estabelecida em US$ 15 mil

Após a prisão, a Justiça estabeleceu fiança de US$ 15 mil.

As três reportagens que descrevem os documentos do caso também apontavam que a próxima audiência de Coleman estava prevista para 18 de maio de 2026.

O processo criminal surgiu, portanto, quase um ano depois do turno de 12 horas em que ocorreu o pagamento incorreto.

O ponto central da acusação não é simplesmente o fato de Coleman ter recebido dinheiro por engano. Segundo o affidavit policial, a investigação avançou porque o empregador alegou ter comunicado o erro e solicitado a devolução dos recursos, enquanto Coleman teria se recusado a restituí-los.

Até a fase descrita nos registros de abril de 2026, Coleman enfrentava uma acusação, e as alegações policiais ainda não representavam uma condenação definitiva. O caso transformou uma falha de folha de pagamento que elevou temporariamente uma remuneração de US$ 16,50 para US$ 1.650 por hora em uma disputa de US$ 19.388 levada à Justiça criminal do Arkansas.

Tags


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

Sair da versão mobile