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Mulher de 71 anos sai para churrasco de família e volta menos de 24 horas depois para encontrar a própria casa com cadeado e desconhecidas morando dentro, fica 11 dias fora do imóvel onde vive há 48 anos e precisa provar na Justiça que era a proprietária para conseguir retornar
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 31/08/2026 às 16:36
Atualizado em 31/08/2026 às 16:37
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Ana Maria, de 71 anos, voltou de um churrasco de família em menos de 24 horas e encontrou a casa onde vive há 48 anos trancada por desconhecidas. Impedida de entrar por 11 dias, ela recorreu à Justiça, apresentou registro do imóvel e conseguiu a reintegração de posse depois judicialmente.
Ana Maria, de 71 anos, saiu de sua casa na Vila Mariana para participar de um churrasco de família no Dia dos Pais e dormiu fora naquela noite. Na manhã seguinte, quando retornou, encontrou uma corrente com cadeado no portão, uma fechadura diferente e mulheres desconhecidas dentro do imóvel onde afirma morar há 48 anos.
Segundo a reportagem do SBT em vídeo, Ana Maria permaneceu 11 dias sem conseguir voltar para casa e precisou dormir em imóveis de parentes e amigos do bairro enquanto buscava uma solução judicial. O processo terminou com a retirada das ocupantes e a recuperação da posse da residência.
Ana Maria saiu no domingo e voltou na segunda-feira de manhã
A ausência da moradora durou menos de um dia.
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Ana Maria contou que saiu no domingo pela manhã para o churrasco familiar e retornou na segunda-feira de manhã. A reportagem calculou que o intervalo foi inferior a 24 horas.
Corrente e cadeado impediam a entrada no imóvel
O primeiro sinal de que algo havia mudado estava no próprio portão.
Ana Maria relatou que encontrou uma corrente trançada e fechada com cadeado, embora estivesse com as chaves do portão e da parte superior da residência. Ela também percebeu alteração na porta e estranhou imediatamente a situação.
Mulher dentro da casa afirmou ser a proprietária
Uma das ocupantes apareceu enquanto Ana Maria permanecia do lado de fora.
Segundo o relato da idosa, a mulher desceu acompanhada de um cachorro e, ao ser questionada, afirmou que a casa pertencia a ela. Ana Maria respondeu que era a verdadeira dona do imóvel.
A ocupante teria ainda alegado que já estava ali havia um mês, apesar de Ana Maria ter deixado a residência apenas no dia anterior.
Ana Maria chamou a polícia após não conseguir entrar
A moradora decidiu acionar a polícia diante da recusa em liberar o acesso.
Segundo Ana Maria, os policiais foram ao local, mas disseram que não poderiam retirar imediatamente as pessoas porque elas já estavam dentro da residência. A idosa foi questionada sobre a propriedade e informou que possuía documentação do imóvel.
Vizinha confirmou que Ana Maria já morava ali em 2002
A comprovação inicial envolveu também pessoas do próprio bairro.
Ana Maria chamou uma vizinha ligada a uma clínica próxima para confirmar sua residência. A mulher informou aos policiais que estava na região desde 2002 e que Ana Maria já morava na casa quando ela chegou.
Caso precisou seguir para uma reintegração de posse
A presença policial não resolveu imediatamente a situação.
Ana Maria foi orientada a procurar seus direitos e seguiu para a delegacia. Depois, procurou um advogado para adotar as providências necessárias relacionadas à reintegração de posse.
Registro do imóvel precisou ser apresentado à Justiça
O retorno à residência passou por um procedimento judicial.
Ana Maria explicou que precisou apresentar documentação para demonstrar à Justiça que o imóvel realmente lhe pertencia. O advogado obteve o registro do imóvel, documento que, segundo ela, estava em seu nome.
Moradora citou IPTU, contas e Imposto de Renda
Ana Maria demonstrou indignação com a necessidade de provar a propriedade da própria casa.
Ela afirmou que pagava IPTU, contas e Imposto de Renda e, mesmo assim, precisou reunir documentação e aguardar os procedimentos necessários até que a juíza analisasse o caso e fosse expedido o mandado judicial.
Espera chegou a 11 dias fora da própria residência
O processo deixou a idosa longe de casa por quase duas semanas.
Durante 11 dias, Ana Maria dormiu em casas de amigos e parentes porque aquela era, segundo a reportagem, a única residência que possuía.
Fechadura da porta também havia sido trocada
O cadeado do portão não foi a única alteração encontrada.
A reportagem mostrou uma fechadura nova na porta superior, que, conforme relatado no local, não havia sido instalada por Ana Maria. A mudança aumentava a dificuldade de acesso ao imóvel.
Ocupante disse que monitorava Ana Maria havia dois anos
Outro relato aumentou a preocupação da moradora.
Segundo Ana Maria, uma das mulheres afirmou que estava monitorando-a havia dois anos. A idosa disse que nunca havia visto aquelas pessoas no bairro antes e passou a questionar se poderia estar sendo seguida.
Casa foi encontrada com objetos quebrados e lixo
Depois da retomada, Ana Maria descreveu o interior da residência como muito diferente daquele que havia deixado.
Ela relatou objetos quebrados, sinais de vandalismo, sacos de lixo e alimentos espalhados. O fogão havia sido deslocado para uma área próxima ao hall e ao banheiro, enquanto o box estava quebrado.
Pertences das ocupantes foram retirados após decisão judicial
As imagens exibidas na reportagem mostraram a saída de objetos pertencentes ao grupo.
Entre os itens mencionados estavam carrinho de bebê, panelas e malas. A retirada ocorreu depois do andamento judicial que permitiu a retomada do imóvel por Ana Maria.
Moradora não dormiria na casa na primeira noite
Mesmo depois de recuperar a residência, Ana Maria informou que não passaria imediatamente a noite no imóvel.
Segundo ela, haveria segurança no local a partir daquele momento, medida tomada depois dos 11 dias de afastamento e da experiência relatada com as ocupantes.
Ana Maria recuperou casa onde vive há 48 anos após decisão judicial
O mandado permitiu que a moradora retomasse a posse da residência depois de apresentar os documentos exigidos no processo.
Ana Maria voltou a ter acesso ao imóvel onde vive há 48 anos, embora tenha encontrado a casa danificada e tenha informado que adotaria segurança após o episódio. A situação encerrou os 11 dias em que precisou depender de amigos e parentes para ter onde dormir.
Assista o vídeo
Na sua opinião, o que mais chama atenção nesse caso: a invasão ter ocorrido em menos de 24 horas, a moradora precisar esperar 11 dias ou ter de apresentar documentos à Justiça para recuperar a casa onde vive há 48 anos? Deixe sua opinião nos comentários.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

