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Mulher deixa emprego de 12 anos para vender pamonhas, transforma receita de costela em carro-chefe, produz até 4 mil unidades por mês, fatura R$ 552 mil em 2025 e mira R$ 600 mil em 2026 após vídeos ultrapassarem 1 milhão de visualizações

Mulher deixa emprego de 12 anos para vender pamonhas, transforma receita de costela em carro-chefe, produz até 4 mil unidades por mês, fatura R$ 552 mil em 2025 e mira R$ 600 mil em 2026 após vídeos ultrapassarem 1 milhão de visualizações

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Mulher deixa emprego de 12 anos para vender pamonhas, transforma receita de costela em carro-chefe, produz até 4 mil unidades por mês, fatura R$ 552 mil em 2025 e mira R$ 600 mil em 2026 após vídeos ultrapassarem 1 milhão de visualizações

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 26/08/2026 às 09:40

Economia

Canal

Ana Paula deixou emprego de 12 anos, criou pamonha de costela, faturou R$ 552 mil em 2025 e mira até R$ 600 mil em 2026.

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Ana Paula Rodrigues começou a vender pamonhas em Anápolis enquanto trabalhava numa indústria farmacêutica e cursava Farmácia. Após dois anos de dupla jornada, deixou o emprego de 12 anos, abriu a Pamonharia da Ana, faturou R$ 552 mil em 2025 e projeta chegar a até R$ 600 mil em 2026.

Ana Paula Rodrigues começou a produzir pamonhas nos fins de semana em 2020 para ajudar a pagar a faculdade de Farmácia em Anápolis, Goiás, enquanto mantinha o emprego com carteira assinada em uma indústria farmacêutica. Dois anos depois, com a demanda crescendo, deixou o trabalho onde havia permanecido por 12 anos e abriu a sede física da Pamonharia da Ana.

Segundo reportagem publicada pela Pequenas Empresas & Grandes Negócios em 2 de julho de 2026, Ana Paula, então com 36 anos, comandava um negócio familiar capaz de produzir entre 3,2 mil e 4 mil pamonhas por mês. A empresa faturou R$ 552 mil em 2025 e estabeleceu para 2026 uma meta entre R$ 500 mil e R$ 600 mil.

Ana Paula começou a vender pamonhas aos colegas para pagar a faculdade

Em 2020, Ana Paula tinha 30 anos, estudava Farmácia e trabalhava simultaneamente em uma indústria farmacêutica.

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A produção de pamonhas surgiu como uma forma de complementar a renda e ajudar no pagamento das mensalidades do curso. Ela preparava os produtos nos fins de semana e os vendia aos próprios colegas de trabalho.

Demanda cresceu durante dois anos de dupla jornada

As vendas começaram de maneira informal, mas a procura pelas pamonhas aumentou.

Ana Paula manteve dois anos conciliando emprego e produção até decidir transformar a atividade paralela em negócio principal.

A decisão também significou encerrar um vínculo profissional de 12 anos para se dedicar à nova empresa.

Pamonharia da Ana produz até 4 mil unidades por mês

A operação cresceu até alcançar uma produção mensal entre 3,2 mil e 4 mil pamonhas.

Com tíquete médio de R$ 18,90, a Pamonharia da Ana atendia aproximadamente 2 mil clientes por mês na época da reportagem.

O faturamento chegou a R$ 552 mil em 2025, número que colocou a empresa próxima da faixa planejada para o ano seguinte.

Receita de costela nasceu durante o preparo de um caldo

O produto que se tornou um dos principais destaques da casa surgiu de uma experiência feita pela própria Ana Paula na cozinha.

Um dia, enquanto eu preparava uma costela para fazer caldo, vi aquela carne bem desfiada e resolvi testar dentro de uma pamonha”, contou a empreendedora.

Antes de colocar a versão no cardápio, ela enviou uma amostra para uma cliente frequente conhecida pela franqueza nas avaliações. A resposta positiva deu segurança para o lançamento.

Pamonha de costela virou principal destaque de vendas

A versão recheada com costela bovina desfiada passou a ocupar posição de destaque nas vendas da Pamonharia da Ana.

Segundo a reportagem, o produto também funciona como diferencial da marca na região porque concorrentes costumam utilizar carne seca como opção de recheio salgado.

A receita de costela posteriormente ganhou espaço também na estratégia de divulgação pelas redes sociais.

Instagram passou a mostrar bastidores e sabores pouco convencionais

Ana Paula decidiu investir em vídeos produzidos profissionalmente para o Instagram, mostrando etapas da cozinha e a montagem dos produtos.

O perfil da empresa acumulava mais de 17,3 mil seguidores quando a reportagem foi publicada.

Entendi que, por melhor que seja o produto, ele precisa ser visto. A divulgação abre as portas, mas é a qualidade que faz o cliente voltar”, afirmou Rodrigues.

Vídeo da pamonha Romeu e Julieta passou de 1,3 milhão de visualizações

Um dos maiores resultados da estratégia digital veio com uma versão doce do produto.

O vídeo publicado em 1º de fevereiro mostrando o preparo da pamonha Romeu e Julieta, recheada com queijo e goiabada, ultrapassou 1,3 milhão de visualizações.

A publicação também provocou reações de usuários interessados em experimentar o produto mesmo vivendo longe de Anápolis.

Receita de costela superou 1,2 milhão de acessos em junho

A pamonha de costela também alcançou público superior a 1 milhão nas redes sociais.

Um vídeo publicado em 21 de junho, focado na receita com carne bovina desfiada, ultrapassou 1,2 milhão de visualizações.

Ana Paula afirmou que o efeito das publicações é percebido diretamente na operação: “Quando os vídeos são lançados, já nos preparamos na cozinha porque sabemos que a procura vai aumentar”.

Sabores diferentes dividiram opiniões entre os internautas

As publicações também transformaram o cardápio em assunto nas seções de comentários.

Alguns usuários lamentaram a distância do estabelecimento. “Eu entrei em depressão quando vi que não era na minha cidade”, escreveu uma pessoa. Outra comentou: “favor, não viralizar em São Paulo”.

Uma seguidora criticou as versões salgadas ao afirmar: “Pamonha para mim é doce e não se fala mais nisso, pamonha salgada é coisa de quem não tem o que fazer e fica inventando moda”. Em sentido oposto, uma cliente escreveu: “Essa pamonha com goiabada é a melhor que já comi na vida”.

Mãe, marido, filhos e cunhada trabalham na operação

A Pamonharia da Ana funciona como um negócio familiar.

Ana Paula divide as atividades da cozinha com a mãe e o marido.

Os filhos da empreendedora e a cunhada ficam responsáveis pelo atendimento aos clientes e pela gestão do salão, distribuindo a operação entre integrantes da própria família.

Meses frios e chuvosos podem dobrar volume de vendas

O desempenho da pamonharia varia conforme a época do ano.

Segundo a reportagem, os períodos frios e chuvosos costumam registrar o dobro do volume de vendas, quando aumenta o consumo de pamonhas e caldos na região Centro-Oeste.

Essa sazonalidade integra o planejamento financeiro da empresa para o fechamento de 2026.

Meta para 2026 fica entre R$ 500 mil e R$ 600 mil

Depois dos R$ 552 mil faturados em 2025, a Pamonharia da Ana projetava fechar 2026 com receita entre R$ 500 mil e R$ 600 mil.

A estratégia de crescimento combina produção, novidades no cardápio e divulgação digital, principalmente por meio dos vídeos que passaram da marca de 1 milhão de visualizações.

Na época da reportagem, o ponto físico acumulava três anos de operação.

Ana Paula planeja ampliar produção, abrir filiais e chegar às franquias

Os planos de médio e longo prazo incluem aumentar a capacidade produtiva, desenvolver novos sabores e abrir filiais da Pamonharia da Ana.

Ana Paula também pretende formatar o negócio para o sistema de franquias, com a perspectiva de levar a marca para fora de Goiás.

Para você, o que foi mais decisivo para o crescimento da Pamonharia da Ana: a criação de sabores diferentes, como a pamonha de costela, ou a estratégia de divulgação que levou os vídeos a milhões de visualizações? Deixe sua opinião nos comentários.

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Pamonharia da Ana


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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