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Mulher deixou uma carreira consolidada em São Paulo após 25 anos, voltou ao sítio dos pais no interior do Paraná, trocou a gerência de uma clínica pelo cultivo de morangos e montou 3 estufas com 15 mil mudas, contratando 4 trabalhadores e passando a ganhar mais no campo do que na maior cidade do país

Mulher deixou uma carreira consolidada em São Paulo após 25 anos, voltou ao sítio dos pais no interior do Paraná, trocou a gerência de uma clínica pelo cultivo de morangos e montou 3 estufas com 15 mil mudas, contratando 4 trabalhadores e passando a ganhar mais no campo do que na maior cidade do país

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7 min de leitura

Mulher deixou uma carreira consolidada em São Paulo após 25 anos, voltou ao sítio dos pais no interior do Paraná, trocou a gerência de uma clínica pelo cultivo de morangos e montou 3 estufas com 15 mil mudas, contratando 4 trabalhadores e passando a ganhar mais no campo do que na maior cidade do país

Escrito por Carla Teles

Publicado em 04/08/2026 às 17:27

Atualizado em 04/08/2026 às 17:28

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Cultivo de morangos levou Izonete a Nova Prata do Iguaçu, onde estufas de morango transformaram produção rural em renda e qualidade de vida. Imagem: FAEP

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Administradora viveu 25 anos em São Paulo, deixou a gerência de uma clínica médica e retornou a Nova Prata do Iguaçu, onde o cultivo de morangos passou a ocupar três estufas, 15 mil mudas e quatro trabalhadores, garantindo renda superior à que recebia na maior cidade do país naquele período.

O cultivo de morangos mudou a trajetória profissional de Izonete Arsego, conhecida como Iza, depois de 25 anos vividos em São Paulo. Formada em Administração de Empresas e gerente de uma clínica médica, ela deixou a carreira na capital paulista em 2017 e voltou ao sítio mantido pela família em Nova Prata do Iguaçu, no Sudoeste do Paraná.

A história foi publicada pelo Sistema FAEP/SENAR-PR em 19 de julho de 2021, quando Iza tinha 47 anos. Naquele período, a produtora informava possuir três estufas, 15 mil mudas e quatro trabalhadores contratados para a colheita, além de declarar que sua renda havia se tornado maior no campo do que na cidade.

Rotina em São Paulo durou 25 anos

Iza construiu uma carreira administrativa na maior cidade do país e chegou ao cargo de gerente de uma clínica médica. A trajetória profissional estava consolidada, mas a rotina urbana já provocava desgaste físico e emocional.

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Ela relatou que vivia pressionada pelo trânsito, pelo escritório e pelo ritmo da metrópole. A permanência de 25 anos em São Paulo começou a perder sentido quando o cansaço passou a afetar sua saúde e sua qualidade de vida.

Retorno ao Paraná aconteceu em 2017

Após um período de planejamento, Iza decidiu deixar São Paulo em 2017. O destino escolhido foi Nova Prata do Iguaçu, município onde nasceu e onde seus pais mantinham uma propriedade rural.

A mudança não representou apenas uma troca de endereço. Ela deixou uma função gerencial, voltou a viver perto da família e assumiu o desafio de construir uma fonte de renda baseada na produção agrícola.

Sítio dos pais abriu caminho para nova atividade

A existência da propriedade familiar tornou possível iniciar o projeto sem partir completamente do zero. Ainda assim, o terreno, por si só, não garantia que a nova atividade seria economicamente viável.

Era necessário escolher uma cultura, calcular investimentos, buscar capacitação e organizar a comercialização. O cultivo de morangos surgiu como uma alternativa capaz de unir produção intensiva, diferenciação e atendimento aos municípios da região.

Três estufas receberam 15 mil mudas

Segundo o Sistema FAEP/SENAR-PR, a marca Império dos Morangos possuía, em julho de 2021, três estufas de 50 m² e um total de 15 mil mudas plantadas.

As estruturas protegiam as plantas e permitiam maior controle sobre o ambiente produtivo. O volume de mudas mostra que a atividade já havia ultrapassado uma experiência doméstica e se transformado em um empreendimento rural organizado.

Produção passou a abastecer municípios da região

Os morangos cultivados na propriedade eram fornecidos a cidades próximas de Nova Prata do Iguaçu. Iza afirmava que buscava diferenciar o produto pela qualidade e pelo frescor da fruta.

A fonte não informa o volume anual colhido, o número de compradores, os preços praticados ou a receita mensal da propriedade. Por isso, não é possível calcular o faturamento do cultivo de morangos apenas com os dados divulgados na reportagem.

Quatro trabalhadores atuavam na colheita

O crescimento da atividade também gerou oportunidades de trabalho. Em 2021, quatro pessoas participavam da colheita e recebiam de acordo com as horas trabalhadas.

A reportagem não identifica os trabalhadores nem informa a quantidade média de horas ou a remuneração recebida. O dado confirmado é que a produção deixou de depender somente da proprietária e passou a mobilizar mão de obra contratada.

Renda ficou maior do que na cidade

Iza declarou que sua situação financeira havia melhorado depois da mudança para o campo. Segundo seu relato, ela passou a receber mais com a produção rural do que ganhava enquanto vivia em São Paulo.

A fonte não apresenta valores, contracheques ou demonstrativos financeiros que permitam comparar as duas rendas. A afirmação deve ser entendida como relato da própria produtora sobre sua realidade em 2021, e não como garantia de retorno para qualquer pessoa que decida plantar morangos.

Qualidade de vida pesou na decisão

O ganho financeiro não foi o único resultado destacado por Iza. A proximidade dos pais, a redução do estresse e a possibilidade de conduzir o próprio negócio também foram apontadas como vantagens.

Ela rejeitou a ideia de que viver no campo significaria necessariamente isolamento, atraso ou trabalho exclusivamente manual. Na avaliação da produtora, as condições no interior haviam mudado e permitiam combinar tecnologia, renda e qualidade de vida.

Capacitação veio antes da expansão

A transição foi acompanhada por cursos e planejamento. Iza participou do Programa Empreendedor Rural, conhecido como PER, oferecido pelo Sistema FAEP/SENAR-PR.

A formação ajudou na organização do modelo de negócio e na avaliação dos investimentos necessários. A produtora afirmou que o programa aumentou sua confiança para buscar crédito e instalar novas estufas.

Crédito financiou novas estruturas

Depois da capacitação, Iza levantou recursos para ampliar a produção. O dinheiro foi direcionado às estufas e a outros componentes necessários ao desenvolvimento da atividade.

A fonte não divulga o valor financiado, a instituição responsável pelo crédito, os juros ou o prazo de pagamento. Sem essas informações, não é possível dimensionar quanto custou a implantação do cultivo de morangos.

Planejamento reduziu riscos da mudança

A produtora ressaltou que o investimento era alto e que a especialização era indispensável. Plantar as mudas representava apenas uma parte de um negócio que também exigia controle financeiro, comercialização e conhecimento do mercado.

O retorno ao campo não ocorreu de forma improvisada. A preparação técnica ajudou a transformar uma mudança de vida em empreendimento com produção, trabalhadores e canais regionais de venda.

Campo não significou abandonar a administração

A experiência como administradora continuou relevante depois da saída da clínica. O cultivo exigia decisões sobre custos, investimentos, mão de obra, vendas e posicionamento do produto.

Em vez de abandonar completamente a antiga profissão, Iza aplicou conhecimentos de gestão a uma atividade diferente. A mudança principal estava no setor e no ambiente de trabalho, não na necessidade de administrar recursos e planejar resultados.

Morangos ganharam uma marca própria

A produção passou a ser comercializada com o nome Império dos Morangos. A criação de uma marca ajudou a apresentar a fruta como produto diferenciado no mercado regional.

Iza dizia vender qualidade e frescor, características diretamente relacionadas ao tempo entre a colheita e a chegada ao consumidor. A identidade própria também permitiu separar o empreendimento de uma produção rural sem posicionamento comercial definido.

História refletia movimento de volta ao campo

A reportagem do Sistema FAEP/SENAR-PR reuniu outros casos de profissionais que deixaram cidades para empreender em propriedades rurais. O material apontava renda, qualidade de vida, tecnologia e infraestrutura como fatores associados a essas decisões.

Ao mesmo tempo, o texto reconhecia que não havia dados censitários suficientes para definir esse retorno como um fluxo migratório consolidado. A experiência de Iza representa um caso individual bem-sucedido, não uma regra aplicável automaticamente a toda mudança da cidade para o campo.

Dados precisam ser entendidos no tempo correto

As três estufas, as 15 mil mudas, os quatro trabalhadores e a renda superior foram informados em uma reportagem publicada em julho de 2021.

As fontes fornecidas não apresentam uma atualização específica sobre a situação da propriedade em 2026. Não é possível afirmar, portanto, que a estrutura permaneça exatamente igual, tenha crescido ou tenha sido reduzida desde a publicação original.

Mudança reuniu coragem e preparação

Iza deixou uma carreira construída durante 25 anos, retornou ao município natal e transformou parte do sítio familiar em uma produção comercial. A decisão envolveu desejo de mudança, mas também capacitação, crédito, planejamento e contratação de trabalhadores.

O caso mostra que voltar ao campo pode abrir oportunidades quando a transição é estruturada e adequada às condições da propriedade. Você deixaria uma carreira consolidada na cidade para investir no cultivo de morangos e administrar o próprio negócio rural? Conte sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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