Uma discussão entre um casal terminou em violência na noite desta terça-feira (4), na Rua Antônio Pereira, no bairro Jorge Lavocat, na parte alta de Rio Branco. Laiza Natália de Souza da Silva, de 24 anos, ficou ferida após ser atingida com coronhadas na cabeça pelo próprio marido, Geysson Barros da Silva, que deixou o local antes da chegada da Polícia Militar.
De acordo com o relato prestado pela vítima aos militares do 3º Batalhão, Geysson havia saído de casa para participar de uma convenção política e voltou apresentando sinais de embriaguez. Como os filhos do casal estavam na residência, Laiza decidiu impedir a entrada do marido. A atitude provocou uma discussão entre os dois.
O conflito continuou do lado de fora da casa e, segundo a vítima, Geysson sacou um revólver calibre .38 e utilizou a arma para golpeá-la na cabeça. A situação só foi interrompida quando um dos filhos, uma criança de aproximadamente 8 anos, que possivelmente possui transtorno do espectro autista (TEA), se colocou entre os pais na tentativa de proteger a mãe.
Depois das agressões, o homem deixou o endereço em uma motocicleta Yamaha Fazer azul. Ele levou consigo o revólver e seguiu para um destino não identificado.
Vizinhos ajudaram Laiza após o ataque e acionaram a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Uma equipe de suporte básico foi enviada para atender a mulher, que apresentava lesões na cabeça causadas pelas coronhadas e hematomas pelo corpo. Após receber os primeiros cuidados, ela foi levada ao pronto-socorro de Rio Branco, onde permaneceu em estado de saúde estável.
Moradores também contaram aos policiais que as brigas entre o casal seriam recorrentes. Apesar disso, afirmaram que não sabiam que Geysson mantinha uma arma de fogo. Segundo os relatos, a frequência dos conflitos aumentou a preocupação da vizinhança diante da possibilidade de novos episódios de violência.
Equipes do 3º Batalhão fizeram buscas nas proximidades na tentativa de localizar o suspeito, mas ele não foi encontrado. A ocorrência foi registrada e deverá ser encaminhada à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), que ficará responsável pela investigação e pelas providências previstas em lei.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Davi Sahid.

