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Mulher largou a vida na cidade, mudou-se para as montanhas e construiu sozinha uma casa de adobe e pedra: “Se eu consegui, outras pessoas também podem”

Mulher largou a vida na cidade, mudou-se para as montanhas e construiu sozinha uma casa de adobe e pedra: “Se eu consegui, outras pessoas também podem”

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Mulher largou a vida na cidade, mudou-se para as montanhas e construiu sozinha uma casa de adobe e pedra: “Se eu consegui, outras pessoas também podem”

Escrito por Felipe Alves da Silva

Publicado em 11/08/2026 às 16:19

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Rocío abandonou a vida na cidade e ergueu praticamente sozinha uma casa de adobe e pedra nas montanhas da província de Córdoba, na Argentina. Foto: canal de YouTube Crónicas del Cambio – De Música Rutera

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Rocío deixou para trás a rotina urbana, viveu durante anos em uma área isolada da serra de Córdoba e ergueu praticamente com as próprias mãos uma casa utilizando adobe, pedra e outras técnicas de bioconstrução. A experiência transformou sua vida e hoje serve de inspiração para pessoas que sonham em conquistar a casa própria com poucos recursos.

Trocar a estabilidade da cidade por uma vida simples em meio às montanhas foi uma decisão que exigiu coragem. Mas foi exatamente esse caminho que Rocío escolheu ao deixar para trás a rotina urbana para viver em Achiras Arriba, na região de Traslasierra, província de Córdoba, na Argentina. Sem experiência na construção civil e contando com recursos limitados, ela ergueu praticamente sozinha uma casa feita de adobe, pedra e outras técnicas tradicionais de bioconstrução, transformando um sonho em realidade.

A história ganhou repercussão após ser compartilhada no canal do criador de conteúdo Cherro, onde Rocío detalha cada etapa do projeto, desde a chegada ao terreno até a conclusão da residência. O relato vai além da construção da casa e revela uma mudança completa de estilo de vida.

Casa foi construída com adobe, pedra, madeira e técnicas tradicionais

Foto: canal de YouTube Crónicas del Cambio – De Música Rutera

Ao apresentar a residência, Rocío explica que utilizou praticamente todas as técnicas conhecidas de construção em barro, combinando pedra, quincha, madeira e diferentes sistemas estruturais. Apenas o superadobe ficou de fora do projeto por exigir um trabalho coletivo e estruturas muito pesadas, incompatíveis com a realidade de quem executava boa parte da obra sozinha.

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Ela conta que levantou paredes, executou parte da instalação hidráulica e aprendeu diversas etapas da construção conforme os materiais iam aparecendo. Em vez de comprar tudo antecipadamente, aproveitou recursos disponíveis no próprio terreno, como terra, areia e palha, além de receber ajuda pontual de amigos e voluntários em fases mais complexas da obra.

Esse tipo de trajetória tem se tornado mais comum entre adeptos da bioconstrução. Em diferentes regiões da América do Sul, cresce o número de pessoas que optam por técnicas construtivas de baixo impacto ambiental, utilizando materiais naturais e mão de obra própria para reduzir custos e aumentar a autonomia.

Quatro anos sem energia elétrica e uma vida baseada no essencial

Foto: canal de YouTube Crónicas del Cambio – De Música Rutera

Os primeiros anos foram marcados por dificuldades. Rocío revelou que permaneceu quatro anos sem energia elétrica e cerca de oito anos sem espelhos, vivendo apenas com o indispensável enquanto ampliava a casa gradualmente. O primeiro abrigo tinha apenas sete metros quadrados, espaço suficiente para acomodar as camas, alguns caixotes e um pequeno fogão. Com o passar do tempo, novas ampliações foram sendo incorporadas ao projeto.

A residência também ganhou horta, pomar, sistema de irrigação, árvores frutíferas e um telhado recíproco sem colunas centrais, solução arquitetônica que se tornou um dos destaques da construção.

Mais do que levantar uma casa, Rocío afirma que aprendeu a valorizar uma vida mais simples. Ao longo da entrevista, ela associa essa mudança à tranquilidade conquistada depois de abandonar a lógica de trabalhar apenas para manter despesas fixas, realidade que vivia quando morava na cidade.

Hoje ela ajuda outras pessoas que desejam conquistar a casa própria

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Atualmente, Rocío vive em outra residência e alugou a casa que construiu nas montanhas. Ela passou a oferecer consultorias para pessoas interessadas em construir utilizando barro ou que acreditam não possuir condições financeiras para realizar o sonho da casa própria.

Segundo ela, já acompanhou famílias que chegaram sem terreno e, poucas semanas depois, conseguiram regularizar a documentação e iniciar seus próprios projetos. A experiência pessoal tornou-se a principal credencial para orientar quem busca caminhos alternativos para construir um lar.

Ao resumir a própria trajetória, Rocío deixa uma mensagem que reflete a transformação vivida ao longo dos últimos anos: “Se eu consegui, outras pessoas também podem.”

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Felipe Alves da Silva

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Felipe Alves da Silva.

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