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Mulher que entrou num hospital na pandemia para limpar quartos, começou a confortar pacientes isolados, virou técnica de atendimento, ganhou bolsa para cursar enfermagem, voltou às aulas dias após operar uma fratura no quadril e hoje é enfermeira do pronto-socorro do mesmo hospital, após passar no exame profissional de primeira

Mulher que entrou num hospital na pandemia para limpar quartos, começou a confortar pacientes isolados, virou técnica de atendimento, ganhou bolsa para cursar enfermagem, voltou às aulas dias após operar uma fratura no quadril e hoje é enfermeira do pronto-socorro do mesmo hospital, após passar no exame profissional de primeira

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Mulher que entrou num hospital na pandemia para limpar quartos, começou a confortar pacientes isolados, virou técnica de atendimento, ganhou bolsa para cursar enfermagem, voltou às aulas dias após operar uma fratura no quadril e hoje é enfermeira do pronto-socorro do mesmo hospital, após passar no exame profissional de primeira

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 03/08/2026 às 19:18

Curiosidades

Hannah Adams saiu da limpeza hospitalar, superou uma fratura no quadril e virou enfermeira do pronto-socorro após estudar trabalhando.

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Trajetória construída dentro de um hospital reúne mudança de carreira, contato com pacientes, formação em enfermagem e um obstáculo físico surgido perto da conclusão do curso, revelando como uma função operacional abriu caminho para a atuação no pronto-socorro da mesma instituição.

Hannah Adams entrou no LewisGale Hospital Montgomery, no estado norte-americano da Virgínia, para trabalhar na limpeza de quartos durante a pandemia de Covid-19, função que a colocou diariamente diante de pacientes internados sem a presença constante de familiares.

Embora o cargo não envolvesse procedimentos clínicos, o contato frequente com pessoas isoladas aproximou Adams da rotina assistencial e, ao longo dos anos seguintes, ela passou a circular pelos mesmos corredores como enfermeira registrada do pronto-socorro.

Durante os intervalos do trabalho de limpeza, conversava com pacientes, oferecia conforto e, em alguns momentos, segurava a mão de quem atravessava períodos de medo e incerteza, experiência que despertou seu interesse por funções ligadas diretamente ao cuidado.

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Da limpeza hospitalar ao atendimento de pacientes

Segundo o Galen College of Nursing, instituição que documentou sua trajetória, Adams também observava de perto o trabalho de enfermeiros e técnicos, acompanhando a dinâmica junto aos leitos antes mesmo de possuir formação na área.

Foi dessa convivência que surgiu a decisão de tentar uma vaga assistencial, e o primeiro avanço ocorreu quando deixou os serviços de limpeza para se tornar técnica de atendimento ao paciente dentro da própria instituição.

Nessa nova função, passou a auxiliar equipes clínicas e a participar mais diretamente da rotina dos internados, acumulando experiência em uma unidade médico-cirúrgica e, posteriormente, no pronto-socorro, durante essa transição dentro da área hospitalar.

Ao acompanhar procedimentos, atendimentos e decisões tomadas sob pressão, Adams ampliou o contato com enfermeiros registrados e transformou a observação diária em um objetivo concreto: conquistar a própria licença profissional para exercer a enfermagem dentro da instituição.

Bolsa de enfermagem abriu caminho para a formação

Hannah Adams saiu da limpeza hospitalar, superou uma fratura no quadril e virou enfermeira do pronto-socorro após estudar trabalhando.

A oportunidade de iniciar a formação surgiu por meio de uma bolsa concedida pela HCA Healthcare, rede da qual o hospital faz parte, permitindo sua entrada no curso de grau associado em Enfermagem do Galen College of Nursing.

Mesmo depois de ingressar na faculdade, ela continuou trabalhando em tempo integral para se sustentar, enquanto percorria longas distâncias para assistir às aulas e cumprir as atividades clínicas exigidas pelo curso, sem interromper a renda mensal.

Entre turnos no hospital, avaliações, trabalhos acadêmicos e treinamento prático, Adams ainda recorria à ioga para administrar a pressão e chegou a conduzir sessões destinadas a estudantes e integrantes da própria instituição, como forma de aliviar o desgaste.

Quando faltavam poucos meses para a conclusão da formação, uma dor persistente no quadril acrescentou um obstáculo inesperado à rotina, inicialmente associado a uma possível lesão nervosa e depois investigado por exames de imagem na fase decisiva do curso.

Fratura no quadril ameaçou a conclusão do curso

Apesar da dificuldade crescente para movimentar a perna, ela continuou trabalhando e frequentando as aulas até que uma ressonância magnética identificou uma fratura completa no fêmur, osso ligado à articulação do quadril, e confirmou a gravidade do quadro.

A descoberta levou a uma cirurgia imediata, durante a qual foram colocados três parafusos em seu quadril, ao mesmo tempo em que surgia o risco de atraso acadêmico por causa das provas e disciplinas ainda pendentes.

Diante da situação, a direção do curso apresentou a possibilidade de afastamento temporário, mas o cirurgião autorizou o retorno às aulas desde que Adams não dirigisse, abrindo caminho para a continuidade das avaliações sem interromper a formação.

Poucos dias após a operação, ela voltou ao campus utilizando um andador e, nas etapas seguintes da recuperação, passou por muletas e bengala enquanto concluía as provas e avançava para o período final do curso.

Aprovação no NCLEX-RN e vaga no pronto-socorro

Hannah Adams saiu da limpeza hospitalar, superou uma fratura no quadril e virou enfermeira do pronto-socorro após estudar trabalhando.

Em setembro de 2025, Adams concluiu a formação em Enfermagem e, logo depois, realizou o NCLEX-RN, exame utilizado para o licenciamento de enfermeiros registrados nos Estados Unidos, no qual foi aprovada na primeira tentativa, resultado necessário para exercer a profissão.

Com a licença conquistada, iniciou a orientação profissional para atuar como enfermeira registrada no pronto-socorro do LewisGale Hospital Montgomery, instituição onde antes empurrava o carrinho da limpeza e observava o atendimento das equipes, em uma nova etapa da carreira.

Antes de assumir o cargo atual, ela havia passado pelos serviços ambientais, trabalhado como técnica de atendimento e acumulado experiência em diferentes setores, mantendo o vínculo profissional enquanto avançava na formação acadêmica até chegar à enfermagem registrada.

Experiência como paciente passou a influenciar o atendimento

A experiência como paciente durante o tratamento da fratura também passou a influenciar sua atuação, pois Adams conheceu a frustração de sentir que uma queixa não estava sendo compreendida e levou essa percepção ao atendimento diário.

Se antes oferecia companhia nos momentos permitidos pelo serviço de limpeza, agora participa formalmente da observação clínica, do cuidado e da defesa das necessidades apresentadas por pacientes que chegam ao pronto-socorro, com responsabilidade profissional direta.

Adams afirma considerar uma honra acompanhar pessoas que podem estar vivendo um dos dias mais assustadores de suas vidas, reunindo no trabalho atual o contato humano, a experiência técnica e a formação concluída durante a recuperação cirúrgica.

Você conseguiria manter trabalho em tempo integral, aulas, atividades clínicas e a recuperação de uma cirurgia sem abandonar um objetivo profissional construído ao longo de anos dentro da mesma instituição, apesar de tantos obstáculos físicos e profissionais?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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