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Mulheres aprenderam a instalar painéis solares e retirar os equipamentos antes dos ciclones, levando energia às 115 casas de uma ilha com cerca de 800 moradores

Mulheres aprenderam a instalar painéis solares e retirar os equipamentos antes dos ciclones, levando energia às 115 casas de uma ilha com cerca de 800 moradores

4 min de leitura

Mulheres aprenderam a instalar painéis solares e retirar os equipamentos antes dos ciclones, levando energia às 115 casas de uma ilha com cerca de 800 moradores

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 28/08/2026 às 17:52

Atualizado em 28/08/2026 às 17:53

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Em Lawital, na ilha de Tanna, a energia solar chegou a todas as moradias

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Em Lawital, na ilha de Tanna, a energia solar chegou a todas as moradias, ampliou o tempo de estudo e trabalho depois do pôr do sol e preparou mulheres para proteger a instalação diante das tempestades.

Mulheres da comunidade de Lawital passaram a subir em escadas, fixar suportes nos telhados e ligar painéis solares. O trabalho levou eletricidade às 115 casas do povoado, onde vivem cerca de 800 pessoas.

A experiência foi publicada em 6 de março de 2026 pela Climate Home News, publicação independente dedicada à política da crise climática. A iniciativa foi implantada ao longo de um ano pela ActionAid, em parceria com o governo da Austrália, a PowerWells e a rede Women I Tok Tok Tugeta.

A capacitação foi além da montagem. As moradoras aprenderam a retirar os sistemas antes da chegada de ciclones e a reinstalar os equipamentos quando o risco terminava. Assim, a comunidade passou a proteger uma estrutura essencial para iluminação, estudo, trabalho e segurança.

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Uma vila que fechava ao anoitecer

Lawital fica na ilha de Tanna, em Vanuatu, e não tinha eletricidade antes da implantação do projeto. Quando a luz natural desaparecia, grande parte das atividades também precisava parar.

As famílias que não podiam comprar querosene ficavam sem iluminação dentro de casa. Algumas crianças corriam para perto da estrada para aproveitar os últimos minutos de claridade e concluir as tarefas escolares.

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A dificuldade também atingia as mulheres que mantinham pequenas bancas comerciais. Sem iluminação, elas precisavam encerrar as vendas ao pôr do sol, reduzindo o tempo disponível para atender clientes e obter renda.

Energia solar fora da rede chegou às 115 moradias

Um sistema solar fora da rede funciona sem depender da ligação com a rede elétrica convencional. Os painéis captam a luz do sol e permitem que comunidades isoladas tenham acesso à eletricidade mesmo longe da infraestrutura comum.

Em Lawital, todas as 115 moradias receberam energia solar. O resultado alcançou a comunidade inteira, formada por aproximadamente 800 moradores, e não apenas um pequeno grupo de casas.

A iluminação passou a apoiar a educação, o comércio e o bem estar das famílias. Além disso, as ruas ficaram mais iluminadas, o que aumentou a sensação de segurança durante a noite.

Mulheres nos telhados mudaram a divisão dos trabalhos

As próprias moradoras aprenderam as habilidades necessárias para instalar os sistemas solares. Elas subiram nos telhados, prenderam os suportes e fizeram as ligações dos painéis, atividades técnicas que antes não eram associadas ao trabalho feminino na comunidade.

A Climate Home News, publicação independente dedicada à política da crise climática, detalhou a atuação das mulheres na montagem dos equipamentos. A presença delas nos telhados mudou a percepção local sobre quais funções poderiam exercer.

As próprias moradoras aprenderam as habilidades necessárias para instalar os sistemas solares.

O treinamento também colocou conhecimento técnico nas mãos das pessoas diretamente afetadas pela falta de eletricidade. As mulheres deixaram de ser apenas beneficiárias e assumiram participação central na instalação e na proteção do sistema.

Como salvar os painéis solares antes da tempestade

Vanuatu enfrenta ciclones capazes de danificar telhados, instalações e outros bens das comunidades. Por isso, os sistemas de Lawital precisavam permitir uma retirada segura antes da chegada das tempestades.

As mulheres receberam treinamento de resposta rápida para desligar, retirar, guardar e reinstalar os equipamentos. O trabalho precisa acontecer antes da chegada do ciclone, nunca durante o período de ventos fortes.

Quando o risco termina e o céu volta a oferecer condições seguras, os painéis podem ser colocados novamente nos telhados. Essa estratégia protege o investimento e reduz a possibilidade de a comunidade perder sua fonte de eletricidade durante uma tempestade.

O local exato das baterias e cada etapa da manutenção não foram detalhados nas informações divulgadas. O dado confirmado é que as moradoras receberam capacitação para instalar os sistemas e executar o protocolo de proteção e reinstalação.

Energia depois do pôr do sol mudou estudo, renda e segurança

Com iluminação disponível, as crianças passaram a estudar em casa depois do pôr do sol, sem precisar correr até a estrada para aproveitar o fim da claridade. O horário escolar deixou de terminar quando o sol desaparecia.

As comerciantes também conseguiram manter suas bancas abertas durante a noite e obter renda adicional. Ao mesmo tempo, a iluminação contribuiu para deixar as ruas mais seguras para os moradores.

Energia depois do pôr do sol mudou estudo, renda e segurança.

A eletrificação das 115 moradias resolveu uma necessidade diária e criou uma nova responsabilidade local. As mesmas mulheres que instalaram os painéis aprenderam a proteger os equipamentos diante dos ciclones.

Capacitar moradores para cuidar de uma instalação solar pode ser tão importante quanto entregar os equipamentos.

Você acredita que esse modelo poderia ajudar outras comunidades isoladas? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe esta história.

Fonte

Climate Home News


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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