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‘Muralha’ colossal de 6 km transforma orla de praia brasileira e imagens de drone revelam por que a estrutura virou peça-chave contra ressacas e erosão
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 28/08/2026 às 00:10
Atualizado em 28/08/2026 às 00:28
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Estrutura subterrânea de concreto integra a reurbanização da Praia Central e funciona como contenção entre a faixa de areia e o novo passeio público. Na etapa sul, restam cerca de 100 metros, enquanto avançam obras de drenagem, pavimentação, travessias e paisagismo.
O muro de proteção costeira da Praia Central chegou a 90% de execução na etapa da Barra Sul, com aproximadamente 100 metros restantes para a conclusão da estrutura nesse setor. A barreira foi projetada para proteger o novo calçadão de ressacas e marés altas e reduzir os efeitos da erosão sobre a faixa de areia.
Imagens aéreas divulgadas durante as obras mostram a extensão da contenção junto à área que receberá o passeio reurbanizado. A estrutura integra um sistema previsto para acompanhar cerca de 6 quilômetros da orla e permanece subterrânea, sem criar uma parede aparente entre a cidade e o mar.
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A medição de 90% corresponde especificamente ao trecho da Barra Sul, e não aos 6 quilômetros previstos para o conjunto da proteção costeira. Nessa etapa, a reurbanização se estende pela porção sul da Praia Central, entre as proximidades da Rua 3920 e o molhe.
A Prefeitura de Balneário Camboriú informa que a frente da Barra Sul foi dividida em diferentes trechos para permitir serviços simultâneos de infraestrutura, construção do muro, escavações, drenagem e acabamento ao longo da orla.
Muro reforça proteção do novo calçadão
A função da estrutura é criar uma barreira física de contenção junto à área urbanizada. Com isso, o projeto busca diminuir os efeitos provocados pelo avanço da água em episódios de maré alta e ressaca, além de limitar processos de erosão capazes de afetar a areia próxima ao passeio.
O muro é feito de concreto armado e foi projetado para ficar enterrado, característica que explica por que parte relevante da obra desaparecerá da paisagem quando a urbanização estiver concluída. A proteção acompanha o traçado definido para a nova configuração da orla.
A intervenção ocorre depois do alargamento da Praia Central, concluído em 2021, que modificou a largura da faixa de areia e ampliou o espaço entre o mar e a Avenida Atlântica. A reurbanização atual ocupa parte dessa nova área com infraestrutura, circulação de pedestres e paisagismo.
Embora o muro seja uma das estruturas mais extensas do projeto, ele avança junto de outras frentes necessárias para a entrega do passeio. Equipes trabalham em vigas de acabamento, redes elétricas, drenagem e preparação das áreas que receberão pavimentação e vegetação.
A reunião técnica realizada em 7 de agosto definiu ações para a conclusão do primeiro segmento do novo calçadão. Participaram do encontro a prefeita Juliana Pavan, equipes municipais e representantes das empresas responsáveis pelas diferentes frentes da obra.
Primeiros 200 metros têm entrega prevista para novembro
O cronograma prevê a entrega dos primeiros 200 metros do novo calçadão até novembro. Para concluir esse trecho, será necessário também recuperar partes da Avenida Atlântica abertas durante a implantação das redes elétrica e de drenagem.
O recapeamento deverá alcançar as duas pistas destinadas ao tráfego de veículos, a pista de serviço e a ciclofaixa no setor afetado. Antes dessa etapa, está prevista a construção de uma travessia elevada para pedestres, necessária para evitar uma nova intervenção no pavimento após a recuperação da avenida.
“Solicitei que a empresa inicie a travessia elevada para pedestres, para que possamos fazer o recapeamento de todo esse trecho da Avenida Atlântica, incluindo a ciclofaixa”, afirmou Juliana Pavan ao tratar da sequência dos trabalhos.
A prefeita explicou que diferentes pontos da pista precisaram ser abertos para a instalação da infraestrutura elétrica e do sistema de drenagem. Ela também solicitou o avanço dos serviços de paisagismo nos canteiros localizados junto à Avenida Atlântica.
As intervenções na vegetação fazem parte dessa reorganização. Amendoeiras situadas nos locais previstos para as travessias elevadas serão transplantadas, permitindo a execução das estruturas sem que as árvores precisem ser eliminadas do projeto paisagístico.
No trecho piloto, entre as ruas 4400 e 4600, algumas palmeiras também serão transferidas para a faixa de areia. Em seus lugares, estão previstas árvores de copa larga, escolhidas para ampliar as áreas de sombra à medida que a vegetação se desenvolver.
Os trabalhos de paisagismo ocorrem paralelamente às vigas de acabamento e às intervenções de infraestrutura. A organização das diferentes frentes busca permitir que pavimentação, circulação de pedestres, drenagem, iluminação e vegetação avancem sem exigir a reabertura sucessiva de áreas já concluídas.
Juliana Pavan afirmou que o cronograma permanece dentro do previsto e que equipes também atuam aos sábados para acelerar a execução. Com cerca de 100 metros ainda pendentes na contenção da Barra Sul, a sequência confirmada inclui a conclusão do muro e o avanço do calçadão, do recapeamento e do paisagismo.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

