O Museu da Borracha, localizado na Avenida Ceará, em Rio Branco, retomou o atendimento ao público após período fechado por causa das obras do complexo viário da Getúlio Vargas com a Ceará. O espaço ficou fechado entre 1º de maio e 19 de julho. O réporter David Medeiros do Ac24horas foi até o local e mostrou o museu em pleno funcionamento nesta terça-feira (18).
O museu foi inaugurado em 5 de novembro de 1978 e ocupa o prédio da Avenida Ceará desde 19 de março de 1990. A instituição reúne acervo sobre os dois ciclos da borracha no Acre, com ênfase no segundo ciclo. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
A coordenadora do museu, Soraya Gomes, afirmou que o público é formado principalmente por escolas e por visitantes de outros estados e países. “O nosso museu está atendendo de segunda a sexta, das 8 às 17 horas. E o público que a gente atende são as escolas, visitantes de outros estados, até de outros países”, disse.
Segundo a coordenadora, visitas com pequeno número de pessoas não exigem agendamento prévio. Já as escolas precisam agendar a visita, devido ao tamanho reduzido das salas de exposição. “Para não coincidir de chegar aqui e ter uma outra escola. E aí, como as salas das nossas exposições são pequenas, é por isso que a gente pede para fazer o agendamento”, explicou.
O museu mantém uma hemeroteca com mais de 31 mil exemplares de jornais, entre eles uma edição do jornal O Acre de 1929, utilizada por estudantes e pesquisadores. Soraia Gomes disse não ter um número exato de visitantes por mês, mas afirmou que o público de escolas é o maior fluxo, com casos de até 100 alunos em uma única visita. Os turistas de outros estados e países somam, em média, 250 pessoas por mês.
A turismóloga Raquel Dourado esteve no museu nesta manhã e relatou a experiência da visita. “Foi encantador. O museu é um espaço que conta a história do povo acreano, a história dos seringais. Eu fui muito bem conduzida pela guia, condutora local, Mariana”, afirmou.
Raquel Dourado veio a Rio Branco para apresentar resultado de uma pesquisa acadêmica e doou ao museu um exemplar do livro que publicou recentemente, intitulado Espaço de Peregrinação, Devoção nas Estradas da Seringa. “Eu sou turismóloga, eu vim agora pra Rio Branco pra dar um retorno da minha pesquisa. Recentemente publiquei um livro (…) Eu vim pra doar um livro, um exemplar pro Museu da Borracha”, disse.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

