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Na China, um prédio de 13 andares tombou inteiro sem se despedaçar

Na China, um prédio de 13 andares tombou inteiro sem se despedaçar

4 min de leitura

Na China, um prédio de 13 andares tombou inteiro sem se despedaçar

Escrito por Ruth Rodrigues

Publicado em 28/08/2026 às 20:33

Atualizado em 28/08/2026 às 20:34

Construção

Canal

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Entenda como um prédio de 13 andares tombou inteiro em Xangai após desequilíbrios geotécnicos e falhas nas estacas em 2009. (Imagem meramente ilustrativa gerada por IA)

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Entenda como um prédio de 13 andares tombou inteiro em Xangai após desequilíbrios geotécnicos e falhas nas estacas em 2009.

Em 27 de junho de 2009, um incidente incomum na engenharia civil chamou a atenção global quando o bloco 7 do complexo Lotus Riverside tombou de maneira lateral na cidade de Xangai.

Em vez de sofrer uma fragmentação generalizada ou uma ruptura convencional dos pavimentos, a construção se comportou quase como uma peça rígida, girando inteira até deitar de lado sobre o solo sem praticamente se desmantelar.

Esse impressionante evento virou referência internacional e abriu debates profundos sobre a estabilidade de grandes obras e fundações.

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Entenda como um prédio de 13 andares tombou inteiro em Xangai após desequilíbrios geotécnicos e falhas nas estacas em 2009. (Imagem meramente ilustrativa gerada por IA)

A integridade surpreendente da superestrutura

Um dos aspectos mais marcantes desse evento histórico foi o fato de a construção ter mantido a sua integridade visual de maneira bastante impressionante.

A cobertura, as paredes externas e grande parte da superestrutura permaneceram unidas e sem rachaduras generalizadas durante todo o processo de tombamento lateral.

Isso aconteceu porque o problema principal não estava concentrado nos pavimentos superiores do edifício, mas sim localizado exatamente abaixo e ao redor da base da fundação.

Quando o suporte perdeu completamente a estabilidade global devido ao forte movimento do solo, a edificação girou como um conjunto rígido e muito mais íntegro do que normalmente se espera em colapsos estruturais de grande porte.

Essa característica única transformou o local em um verdadeiro marco de estudo para especialistas da área geotécnica em todo o mundo, evidenciando como a parte superior pode ficar intacta enquanto a base falha.

A fundação profunda e o impacto das pressões lateralizadas no prédio de 13 andares

Para compreender as causas reais do acidente, é fundamental analisar detalhadamente o sistema de suporte que mantinha o prédio de 13 andares firmemente fixado ao solo.

Segundo informações publicadas em reportagem da Revista Oeste em agosto de 2026 e conforme apontado por análises forenses posteriores publicadas pela ASCE, o edifício estava apoiado solidamente sobre um total de 118 estacas de concreto.

Cada uma dessas estacas profundas possuía aproximadamente 33 metros de comprimento, mergulhando verticalmente na terra.

Entenda como um prédio de 13 andares tombou inteiro em Xangai após desequilíbrios geotécnicos e falhas nas estacas em 2009. (Imagem meramente ilustrativa gerada por IA)

No entanto, os pesquisadores demonstraram claramente que a grande profundidade, isoladamente, não garantia estabilidade diante de movimentos intensos e extremos do solo ao redor da fundação.

Portanto, as estacas não falharam apenas por excesso de carga vertical comum, mas foram submetidas a ações laterais intensas e a deslocamentos excepcionais provocados pela violenta movimentação do terreno vizinho.

Essa dinâmica demonstrou que a resistência vertical das estacas não era suficiente para neutralizar os empuxos horizontais gerados ao redor da torre.

O cenário físico ao redor do bloco 7 do Lotus Riverside

Antes de o colapso ocorrer, o ambiente físico e geográfico ao redor do bloco 7 apresentava características muito específicas que alteraram profundamente a estabilidade da região.

De acordo com as informações oficiais divulgadas pelo governo de Xangai, existiam intervenções simultâneas e drásticas em lados opostos da construção.

As investigações oficiais e as novas teorias geotécnicas

A investigação oficial realizada logo após o acidente em 2009 concluiu que a grande diferença de pressões provocou um forte deslocamento horizontal do solo local.

Com isso, surgiram forças laterais intensas que superaram totalmente a capacidade de resistência das estacas profundas de sustentação.

Contudo, o debate técnico continuou a evoluir anos mais tarde com novas revisões de dados e simulações computacionais.

Estudos publicados em 2020 voltaram a examinar evidências e simulações detalhadas do caso para esclarecer pontos controversos.

Essas análises apontaram que chuvas intensas ocorridas nas horas anteriores podem ter favorecido uma ruptura não drenada sob o aterro, ajudando a empurrar o solo com ainda mais força.

Assim, embora a escavação e a pilha de terra continuem sendo fatores essenciais para compreender o cenário, o mecanismo exato do colapso recebeu interpretações geotécnicas muito mais aprofundadas ao longo do tempo.

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Fontes

Revista Oeste

ASCE


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

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