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Não é a geladeira, nem o micro-ondas: o eletrônico que mais gasta energia mesmo em modo stand-by, segundo concessionárias

Não é a geladeira, nem o micro-ondas: o eletrônico que mais gasta energia mesmo em modo stand-by, segundo concessionárias

3 min de leitura

Não é a geladeira, nem o micro-ondas: o eletrônico que mais gasta energia mesmo em modo stand-by, segundo concessionárias

Escrito por Felipe Alves da Silva

Publicado em 06/08/2026 às 16:36

Atualizado em 06/08/2026 às 16:37

Ciência e Tecnologia

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Videogames podem continuar consumindo energia em modo stand-by, dependendo das configurações ativadas.

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Configurações que mantêm funções ativas em segundo plano fazem com que alguns videogames consumam mais energia do que muitos imaginam, mesmo quando parecem estar desligados, segundo medições divulgadas por concessionárias do setor elétrico.

Muita gente acredita que os maiores responsáveis pela conta de luz são aparelhos como geladeira, micro-ondas ou ar-condicionado. No entanto, quando o assunto é consumo em modo stand-by, um equipamento chama atenção: o videogame. Dependendo da configuração adotada pelo usuário, ele pode continuar consumindo energia durante 24 horas por dia, mesmo sem nenhum jogo em execução.

Segundo medições divulgadas pela Neoenergia, alguns consoles permanecem com diversos componentes ativos para realizar downloads, instalar atualizações e permitir inicialização rápida, mantendo um consumo constante mesmo quando parecem desligados.

Videogame pode consumir mais energia em espera do que televisores

Videogames podem continuar consumindo energia em modo stand-by, dependendo das configurações ativadas.

Os testes da Neoenergia apontam que o PlayStation 4 consome cerca de 8,5 watts em modo stand-by. Já o Xbox One pode chegar a 15,7 watts, índice superior ao consumo em espera registrado em televisores, aparelhos de som e diversos outros eletrônicos domésticos.

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Embora esses números pareçam pequenos isoladamente, o funcionamento contínuo faz diferença ao longo do mês. Esse é um daqueles casos em que a praticidade oferecida pela tecnologia cobra um preço silencioso na conta de energia, especialmente quando o usuário sequer percebe que o equipamento continua ativo.

Caso um console permaneça consumindo 15,7 watts durante 30 dias ininterruptos, o gasto pode alcançar aproximadamente 11,3 kWh. O valor financeiro dependerá da tarifa de energia, dos impostos estaduais e das bandeiras tarifárias aplicadas pela distribuidora local.

Recursos de conveniência mantêm o console funcionando

O principal motivo para esse consumo é o chamado modo de repouso. A função permite retomar partidas rapidamente, baixar novos jogos, instalar atualizações automáticas e manter serviços online disponíveis sem intervenção do usuário.

Na prática, isso impede que o aparelho entre em um desligamento completo, mantendo processadores, memória e conexão com a internet parcialmente ativos.

Vale destacar que esse comportamento varia conforme o modelo do videogame e as configurações definidas pelo proprietário. Consoles mais recentes oferecem modos de economia de energia mais eficientes, reduzindo significativamente o consumo em espera.

Como reduzir o consumo de energia do videogame

O desperdício de energia provocado por aparelhos em stand-by não se limita aos videogames. A Equatorial Energia estima que o conjunto de equipamentos mantidos em espera possa representar até 12% da conta de luz de uma residência.

Já a Enel recomenda retirar aparelhos da tomada sempre que permanecerem longos períodos sem uso, eliminando completamente o chamado consumo fantasma.

No caso dos consoles, algumas medidas simples ajudam a reduzir esse gasto:

Não é a primeira vez que concessionárias chamam atenção para o consumo em stand-by. À medida que os aparelhos ganham mais funções conectadas à internet, cresce também a importância das configurações de economia de energia, um detalhe que pode fazer diferença na conta de luz ao longo do ano.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Felipe Alves da Silva.

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