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“Não tenho vergonha”: Alan Rick explica antiga aliança com a Frente Popular

“Não tenho vergonha”: Alan Rick explica antiga aliança com a Frente Popular

Foto: Sérgio Vale/ac24horas

O candidato ao Governo do Acre, senador Alan Rick (Republicanos), afirmou durante a sabatina do ac24horas, nesta terça-feira, 25, que nunca votou no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele, no entanto, reconheceu que participou de uma campanha eleitoral em que seu partido integrava a então Frente Popular do Acre.

Alan Rick explicou que, em 2014, quando concorreu ao cargo de deputado federal pelo então PRB, atual Republicanos, a legenda fazia parte da Frente Popular e apoiava a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República.“Nunca votei no Lula. No Lula não, nunca. Não, aí não é verdade, Luiz. Nós participamos da campanha. A candidata daquela época era Dilma. Foi em 2014, nós fomos candidatos pelo PRB, que hoje é o Republicanos. À época o partido fazia parte da Frente Popular.”

O candidato afirmou que não considera a participação naquele grupo político algo que precise ser escondido e disse que, naquele período, acreditava que o modelo de governo defendido pela Frente Popular poderia trazer benefícios ao Acre.“E eu não tenho vergonha nenhuma de dizer que naquele momento nós acreditávamos que aquele modelo de governo era o melhor para o Acre. Não tenho vergonha nenhuma disso, gente.”

Alan Rick também afirmou que posteriormente passou a discordar dos resultados daquele modelo de gestão e destacou que sempre manteve posições relacionadas aos valores que defende.“Da mesma forma que eu não tenho como também apoiar um modelo que nós verificamos factualmente, que também não redundou em melhoria para a vida do povo do Acre. E eu sempre defendia a bandeira dos valores da vida e da família, e naquele grupo eu sofria muita represália.”

Saída da Frente Popular

Segundo Alan Rick, após a eleição de 2014, ele deixou a Frente Popular. O candidato também mencionou o pastor Augustinho, que, segundo ele, mantinha uma postura de acolhimento a pessoas de diferentes correntes políticas.“E logo depois que nós fomos eleitos eu não fiquei dois anos. O pastor Augustinho era pastor da igreja, tinha vários membros da igreja que faziam parte daquele governo e ele acolhia. Eu acho que ele, como pastor, podia ter pessoas de diversos segmentos políticos, o pastor tem que abraçar todo mundo.”

Alan cita Bittar e Bocalom

Durante a entrevista, Alan Rick afirmou que outros políticos acreanos que hoje estão posicionados em campos diferentes da esquerda também tiveram participação em governos ou grupos políticos ligados à Frente Popular.“Mas, Luiz, eu acho que o ser humano, o senador Bittar foi comunista, percebi. Bocalom foi secretário do Jorge Viana e vários outros foram participantes de governos lá da Frente Popular atrás.”

Para o candidato, mudanças de posicionamento político fazem parte da trajetória de diferentes lideranças e não deveriam ser utilizadas isoladamente para desqualificar adversários.“As pessoas têm o direito de observar aquilo ali, entender que aquilo não faz parte do que ela acredita no momento em que tomou a decisão de apoiar um projeto.”

Alan Rick classificou o tema como uma questão utilizada politicamente durante as eleições e afirmou que, caso o critério seja aplicado de maneira ampla, diversas lideranças do Acre poderiam ser questionadas por suas antigas alianças.“Eu acho sinceramente que hoje esse debate, ele está sinceramente muito utilizado politicamente para tentar criar uma pecha. Se for fazer isso, vai ter que realmente a maioria dos políticos do Acre participaram pela Frente Popular.”


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

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