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Nascido sem as pernas, jovem vira atleta, percorre 20 metros sobre as próprias mãos em apenas 4,78 segundos e ainda faz 248 flexões em três minutos para entrar três vezes no Guinness

Nascido sem as pernas, jovem vira atleta, percorre 20 metros sobre as próprias mãos em apenas 4,78 segundos e ainda faz 248 flexões em três minutos para entrar três vezes no Guinness

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Nascido sem as pernas, jovem vira atleta, percorre 20 metros sobre as próprias mãos em apenas 4,78 segundos e ainda faz 248 flexões em três minutos para entrar três vezes no Guinness

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 14/08/2026 às 00:24

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Nascido sem as pernas, jovem vira atleta, percorre 20 metros sobre as próprias mãos em apenas 4,78 segundos e ainda faz 248 flexões em três minutos

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Nascido sem as pernas devido à síndrome de regressão caudal, Zion Clark passou 16 anos no sistema de acolhimento, tornou-se lutador universitário e conquistou três recordes do Guinness, incluindo 20 metros sobre as mãos em 4,78 segundos e 248 flexões diamante em menos de três minutos.

Nascido em 29 de setembro de 1997, em Columbus, Ohio, Zion Clark veio ao mundo sem as pernas em consequência da síndrome de regressão caudal, condição rara que interfere no desenvolvimento da região inferior da coluna e do corpo. Ainda bebê, foi colocado para adoção e passou cerca de 16 anos circulando pelo sistema de acolhimento dos Estados Unidos antes de encontrar uma família permanente.

Décadas depois, aquela criança se transformaria em lutador universitário, atleta de corrida em cadeira de rodas e dono de três títulos do Guinness World Records. O mais conhecido veio em 2021, quando Zion atravessou 20 metros usando apenas as mãos em 4,78 segundos. No ano seguinte, acrescentou outras duas marcas: um salto de 83 centímetros apoiado nas mãos e 248 flexões diamante em menos de três minutos.

Síndrome de regressão caudal fez Zion Clark nascer sem as pernas

A síndrome de regressão caudal é caracterizada pelo desenvolvimento anormal da extremidade inferior da coluna vertebral. No caso de Zion, a condição resultou na ausência das pernas e exigiu intervenções médicas ainda durante a infância.

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O próprio atleta relatou ao Guinness que passou por duas cirurgias nas costas quando era pequeno para conseguir sentar-se adequadamente. Desde cedo, portanto, tarefas de mobilidade exigiram que ele desenvolvesse uma relação muito diferente com os braços e as mãos.

Com o crescimento, caminhar sobre as mãos tornou-se parte natural de sua forma de locomoção. Essa habilidade, inicialmente desenvolvida por necessidade, acabaria décadas depois transformada em uma das marcas esportivas mais incomuns registradas oficialmente pelo Guinness.

Zion passou 16 anos entrando e saindo de lares temporários

A infância também foi marcada pela falta de estabilidade familiar. O Guinness registra que Zion foi colocado para adoção pouco depois do nascimento e passou 16 anos no sistema de acolhimento, mudando de um lar temporário para outro enquanto esperava por uma família permanente.

Foto: Reprodução/YT

O atleta relatou episódios de bullying, maus-tratos psicológicos e falta de alimentação adequada durante esse período.

A Netflix, que posteriormente transformou sua trajetória no documentário Zion, descreve o wrestling como uma das poucas constantes de sua juventude enquanto ele mudava sucessivamente de residência.

Quase no limite de idade para deixar o sistema de acolhimento, Zion foi adotado por Kimberly Hawkins. Em relatos posteriores, ele atribuiu à nova estrutura familiar a estabilidade que precisava para concentrar esforços nos estudos e principalmente na carreira esportiva.

Wrestling apareceu aos 7 anos e se tornou a principal atividade esportiva

Zion começou no wrestling ainda no ensino fundamental, aos 7 anos. A Kent State University registra que ele conheceu o esporte depois de mudar de uma escola em North Canton para Massillon e rapidamente decidiu continuar treinando.

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Os primeiros resultados estavam longe de indicar o que viria depois. Durante o primeiro e o segundo ano do ensino médio, Zion não venceu nenhuma luta.

A mudança começou no terceiro ano, quando aumentou drasticamente a intensidade da preparação e passou a treinar seis ou sete dias por semana.

O resultado apareceu na última temporada escolar. Ao final da passagem pela Massillon Washington High School, Zion havia construído um retrospecto de 33 vitórias e 15 derrotas, suficiente para abrir caminho até o wrestling universitário.

Kent State levou Zion do ensino médio para o wrestling universitário

Depois do ensino médio, Zion ingressou na Kent State University at Tuscarawas, onde estudou administração e integrou a equipe Golden Eagles.

Em 2017, a universidade registrava o jovem como oitavo colocado nacional da National Collegiate Wrestling Association na categoria de 125 libras.

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Sua trajetória esportiva também avançou para as pistas. Em corridas realizadas com uma cadeira de três rodas propulsionada pelos braços, Zion conquistou em 2016 dois títulos estaduais, nos 100 metros e nos 400 metros, além de terceiros lugares nos 800 metros e no arremesso de peso.

O Guinness posteriormente passou a apresentá-lo também como All-American no wrestling universitário e bicampeão estadual no atletismo.

A combinação entre luta, corrida e treinamento de força prepararia o caminho para os recordes que o tornaram conhecido internacionalmente.

20 metros sobre as mãos foram percorridos em apenas 4,78 segundos

Em 15 de fevereiro de 2021, Zion voltou ao antigo ginásio de sua escola em Massillon para uma tentativa oficial do Guinness. O desafio era estabelecer o menor tempo possível para percorrer 20 metros caminhando sobre as mãos.

Depois da largada, ele cobriu toda a distância em 4,78 segundos. O resultado foi validado como recorde mundial da categoria “fastest 20 m walking on hands” e continua listado pelo Guinness com Zion Clark como detentor da marca.

O treinamento contou com participação de Butch Reynolds, campeão olímpico no revezamento 4×400 metros e ex-recordista mundial dos 400 metros, que trabalhou na preparação de Zion para a tentativa. O feito colocou o atleta no Guinness World Records 2022.

Salto apoiado nas mãos chegou a 83 centímetros

Zion não parou no primeiro recorde. Em 13 de outubro de 2022, foi ao ginásio Dogpound, em Los Angeles, para tentar novas marcas usando força explosiva e resistência da parte superior do corpo.

Uma delas era o maior salto sobre uma caixa usando as mãos. Depois de superar 61 centímetros e posteriormente 76 centímetros, o atleta pediu que a altura fosse aumentada novamente e conseguiu saltar sobre uma caixa de 0,83 metro, ou 83 centímetros.

Nascido sem as pernas, jovem vira atleta, percorre 20 metros sobre as próprias mãos em apenas 4,78 segundos e ainda faz 248 flexões em três minutos

O Guinness reconhece oficialmente Zion como detentor do recorde de maior salto em caixa com as mãos, com 0,83 metro. A marca tornou-se o segundo de seus três títulos mundiais registrados pela organização.

248 flexões diamante em menos de três minutos deram o terceiro Guinness

Na mesma sessão em Los Angeles, Zion enfrentou um teste de resistência ainda mais extremo. O objetivo era realizar o maior número possível de flexões diamante em três minutos, exercício no qual as mãos permanecem próximas uma da outra sob o corpo.

A primeira tentativa fracassou antes do final. Zion ainda tinha 48 segundos disponíveis quando interrompeu o exercício. Depois de se recuperar, decidiu repetir todo o desafio e completou 248 flexões diamante em menos de três minutos.

O Guinness validou as 248 repetições como recorde da categoria. Somado aos 20 metros sobre as mãos em 4,78 segundos e ao salto de 83 centímetros, o resultado fez de Zion um tricampeão de recordes mundiais da organização.

Três recordes transformaram força desenvolvida desde a infância em marcas mundiais

Os três números resumem uma evolução de décadas: 4,78 segundos para percorrer 20 metros sobre as mãos, 83 centímetros de salto e 248 flexões diamante em menos de três minutos. O Guinness mantém as três conquistas associadas ao atleta em sua galeria de recordistas.

A transformação é ainda mais expressiva quando comparada ao início no wrestling. Zion passou anos sem vencer uma luta, terminou o ensino médio com retrospecto de 33-15, chegou ao esporte universitário e posteriormente converteu a força dos braços em resultados cronometrados e medidos oficialmente.

A trajetória que começou com uma criança sem as pernas mudando repetidamente de lar acabou documentada também pela Netflix e pelo Guinness.

Depois de 16 anos no sistema de acolhimento, Zion Clark encontrou estabilidade familiar, tornou-se atleta universitário e chegou a três recordes mundiais usando justamente as mãos que desde pequeno precisou transformar em sua principal forma de locomoção.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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