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Nevasca histórica deixa caminhoneiro catarinense parado há 18 dias na Cordilheira dos Andes, obriga motorista a depender de doações para comer e pagar até R$ 16 por um banho quente, enquanto cerca de 700 caminhões seguem retidos sem previsão oficial para cruzar a fronteira entre Argentina e Chile

Nevasca histórica deixa caminhoneiro catarinense parado há 18 dias na Cordilheira dos Andes, obriga motorista a depender de doações para comer e pagar até R$ 16 por um banho quente, enquanto cerca de 700 caminhões seguem retidos sem previsão oficial para cruzar a fronteira entre Argentina e Chile

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Nevasca histórica deixa caminhoneiro catarinense parado há 18 dias na Cordilheira dos Andes, obriga motorista a depender de doações para comer e pagar até R$ 16 por um banho quente, enquanto cerca de 700 caminhões seguem retidos sem previsão oficial para cruzar a fronteira entre Argentina e Chile

Escrito por Carla Teles

Publicado em 05/08/2026 às 13:33

Atualizado em 05/08/2026 às 13:34

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Nevasca histórica deixa 700 caminhões entre Argentina e Chile; motoristas dependem de doações e pagam R$ 16 por banho quente. Imagem: Reprodução/Redes sociais/@jairinho_gomes.

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A nevasca histórica mantém Jairo Gomes e centenas de motoristas presos na Cordilheira dos Andes, na região de Mendoza, onde alimentos chegam por doações, o banho quente custa cerca de R$ 16 e aproximadamente 700 caminhões aguardam a reabertura do Paso Cristo Redentor entre Argentina e Chile sem prazo oficial.

A nevasca histórica que atinge a Cordilheira dos Andes deixou o caminhoneiro catarinense Jairo Gomes, de 34 anos, parado durante aproximadamente 18 dias no lado argentino da fronteira com o Chile. Natural de Sombrio e morador de Santa Rosa, ele aguardava, em 4 de agosto de 2026, uma autorização para seguir viagem pela região de Mendoza, onde o acúmulo de neve interrompeu a circulação rodoviária e reteve centenas de veículos de carga.

As informações foram publicadas pelo NSC Total em 4 de agosto de 2026, quando ainda não existia uma data oficial para a liberação completa do trânsito. Segundo os dados apresentados, aproximadamente 700 caminhões permaneciam impedidos de cruzar o Paso Cristo Redentor, principal ligação rodoviária entre Mendoza, na Argentina, e a região de Valparaíso, no Chile, enquanto liberações pontuais ocorriam conforme as condições meteorológicas.

Motorista está parado há 18 dias

Imagem: Reprodução/Redes sociais/@jairinho_gomes.

Jairo relatou que já permanecia no local havia cerca de 18 dias, período marcado por espera, vento intenso, frio e falta de informações precisas. Outros caminhoneiros acumulavam entre 19 e 20 dias de paralisação, sem saber quando poderiam retomar a viagem ou atravessar a fronteira em direção ao território chileno.

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A ausência de um cronograma oficial aumentava a insegurança entre os motoristas, que dependiam de comentários informais sobre uma possível liberação a partir de 8 de agosto. A data, entretanto, não havia sido confirmada pelas autoridades responsáveis pela operação da rodovia e poderia mudar conforme o volume de neve e a capacidade de limpeza do trajeto.

Cerca de 700 caminhões ficaram retidos

Imagem: Reprodução/Redes sociais/@jairinho_gomes.

As retenções atingiam aproximadamente 700 veículos de carga no corredor internacional, segundo informações atribuídas a um jornal argentino. O número demonstra que o problema não afetava apenas motoristas isolados, mas uma extensa fila de caminhões impedidos de transportar mercadorias entre dois países conectados por uma das principais rotas rodoviárias da Cordilheira dos Andes.

A nevasca histórica comprometeu a passagem pelo Paso Cristo Redentor, utilizado por transportadores que cruzam a província argentina de Mendoza em direção ao Chile. Com a estrada bloqueada, caminhoneiros permaneceram em áreas de espera, postos e trechos de chão batido, sem condições seguras para avançar pela alta montanha.

Doações passaram a garantir alimentação

Imagem: Reprodução/Redes sociais/@jairinho_gomes.

Associações da região começaram a distribuir sopas, água, verduras e alimentos básicos aos motoristas retidos. A ajuda tornou-se necessária porque o prolongamento da paralisação aumentou as despesas individuais e reduziu os estoques de comida levados para uma viagem que, inicialmente, não deveria exigir tantos dias de espera.

Jairo passou a depender parcialmente das doações para manter a alimentação durante o bloqueio. A situação mostra como uma interrupção prolongada pode atingir rapidamente trabalhadores que vivem na estrada, especialmente quando os veículos ficam imobilizados em locais afastados, com poucos serviços disponíveis e preços mais elevados.

Banho quente custa cerca de R$ 16

Embora existissem banheiros disponíveis na área onde os caminhoneiros estavam parados, os chuveiros acessíveis forneciam apenas água fria. Quem desejasse tomar um banho quente precisava procurar um posto próximo e pagar quatro mil pesos argentinos, valor calculado por Jairo em aproximadamente R$ 16.

A cobrança ganhou peso diante do longo período de permanência no local. Um gasto aparentemente pequeno pode se acumular quando centenas de motoristas passam semanas sem previsão de saída, ao mesmo tempo que precisam pagar alimentação complementar, higiene e outros itens básicos longe de casa e sem concluir o transporte contratado.

Vento e chão batido ampliam o desconforto

O caminhoneiro descreveu a área como uma região de muito vento e solo de terra, condições que tornam os dias mais difíceis para quem permanece dentro ou ao redor dos veículos. O frio da montanha, a poeira, a umidade e a limitação dos espaços de higiene criaram uma rotina distante da estrutura normalmente encontrada em pontos de parada preparados para longas permanências.

A espera não ocorre em um ambiente planejado para abrigar centenas de pessoas durante semanas. Os caminhões oferecem proteção parcial, mas não substituem chuveiros adequados, áreas de descanso, alimentação regular e informações confiáveis sobre a continuidade da viagem, principalmente sob temperaturas reduzidas e mudanças rápidas do tempo.

Vídeos mostraram a rotina no bloqueio

Jairo também produz conteúdo para as redes sociais e passou a publicar registros do cotidiano enfrentado pelos motoristas. Um dos vídeos mencionados já havia ultrapassado 220 mil visualizações, levando a situação da fronteira a pessoas que não acompanhavam diretamente os efeitos da neve sobre o transporte rodoviário.

Nas gravações, o catarinense relatou que os dias pareciam longos e que ninguém fornecia respostas conclusivas. A repercussão digital transformou a espera em um relato público sobre as condições dos caminhoneiros, expondo a dependência de doações, os custos de higiene e a incerteza criada pela falta de uma previsão oficial.

Neve impede limpeza completa da estrada

Imagem: Reprodução/Redes sociais/@jairinho_gomes.

As informações recebidas pelos motoristas indicavam que continuava nevando e que as equipes não conseguiam concluir a limpeza da rodovia. Mesmo quando uma parte do trajeto era liberada, novas precipitações, ventos ou acúmulos poderiam reduzir novamente a segurança e interromper a passagem pela alta montanha.

A nevasca histórica exige uma avaliação constante das condições da pista, da visibilidade e do risco de isolamento. Liberar centenas de caminhões sem estabilidade meteorológica poderia criar congestionamentos em pontos elevados, dificultar resgates e expor motoristas a temperaturas extremas em trechos com pouca infraestrutura.

Fenômeno reduziu visibilidade a zero

Na região de Puente del Inca, o vento intenso combinado com a neve provocou o chamado viento blanco. O fenômeno pode reduzir a visibilidade a zero em poucos minutos e causar uma queda brusca da temperatura, criando condições perigosas para pessoas, automóveis e veículos de carga que estejam ao ar livre.

A perda completa de referência visual torna a circulação praticamente impossível, pois motoristas deixam de enxergar a estrada, outros veículos e obstáculos próximos. Nessas condições, mesmo equipamentos de limpeza e resgate podem enfrentar dificuldades para avançar, aumentando a necessidade de manter a fronteira fechada até que o risco diminua.

Mais de 200 turistas foram retirados

Cerca de 200 turistas precisaram ser retirados de Puente del Inca durante um protocolo de emergência realizado no sábado anterior à publicação. O resgate foi motivado pelo risco de isolamento e hipotermia depois que a combinação de vento forte e neve pesada agravou rapidamente as condições na região turística.

A polícia e a Defesa Civil de Mendoza utilizaram veículos adaptados para terrenos cobertos por neve na retirada dos visitantes. Não foram registrados mortos nem feridos graves na operação, mas o episódio demonstrou a velocidade com que o clima poderia transformar áreas frequentadas por turistas em zonas de perigo.

Moradores também deixaram localidades

Desde meados de julho, mais de 300 pessoas precisaram sair de localidades como Las Cuevas, Puente del Inca, Penitentes, Horcones, Punta de Vacas e Los Puquios. A medida atingiu residentes e pessoas presentes em áreas vulneráveis ao isolamento provocado pelo avanço da neve na Cordilheira.

Essas remoções indicam que a nevasca histórica não afetou somente o transporte internacional. Comunidades, trabalhadores, turistas e serviços locais também sofreram consequências, enquanto as autoridades precisavam dividir recursos entre limpeza de estradas, resgates, acompanhamento meteorológico e assistência às pessoas impedidas de permanecer com segurança.

Bloqueio afeta ligação entre dois países

O Paso Cristo Redentor conecta a província de Mendoza à região chilena de Valparaíso e possui importância para o transporte entre Argentina e Chile. Quando a rota fica interrompida, cargas deixam de avançar, motoristas acumulam despesas e empresas precisam reorganizar prazos de entrega e operações logísticas.

Cada dia adicional de bloqueio amplia os impactos para além da fila de caminhões. Mercadorias permanecem paradas, viagens seguintes podem ser adiadas e os trabalhadores continuam afastados de suas famílias, sem saber quando conseguirão cruzar a fronteira ou retornar aos seus pontos de origem.

Caminhoneiros aguardam uma decisão oficial

Video: Reprodução/Redes sociais/@jairinho_gomes.

Jairo afirmou que a principal dificuldade era não receber informações concretas sobre a liberação do trânsito. Embora circulassem previsões entre as pessoas presentes no local, os motoristas continuavam dependentes de uma decisão oficial baseada na limpeza da pista, na condição do tempo e na segurança de toda a rota.

A situação evidencia a importância de uma comunicação frequente durante bloqueios prolongados. Mesmo quando não é possível definir uma data exata, atualizações oficiais ajudam os caminhoneiros a planejar alimentação, higiene, descanso e contato com transportadoras e familiares, reduzindo a dependência de rumores ou informações contraditórias.

Espera expõe vulnerabilidade de quem vive na estrada

A paralisação de Jairo e de centenas de colegas mostra como eventos climáticos extremos podem transformar rapidamente uma viagem de trabalho em uma permanência incerta. Sem previsão de passagem, os motoristas precisam administrar dinheiro, combustível, alimentação e condições pessoais enquanto continuam responsáveis pelos veículos e pelas cargas transportadas.

A nevasca histórica deixou cerca de 700 caminhões retidos e obrigou trabalhadores a depender de doações até para necessidades básicas. Na sua opinião, governos e empresas de transporte deveriam manter estruturas permanentes de alimentação, banho e comunicação para motoristas presos em bloqueios climáticos como esse? Deixe seu comentário.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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