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Nova marca brasileira chega ao mercado com moto elétrica “baratinha” de R$ 4.990, que chega até 100 km/h e elimina a espera pela recarga: Brizze lança cinco modelos e cria estações para trocar a bateria vazia por outra já carregada
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 15/08/2026 às 12:21
Atualizado em 15/08/2026 às 12:49
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Brizze Motos estreia no Brasil com cinco veículos elétricos, preços a partir de R$ 4.990, modelos de 1.000 W e uma Z4 de 4.000 W que chega a 100 km/h. Marca do Grupo Minas Brisa prepara estações para troca rápida de baterias e produção na Zona Franca de Manaus.
Apresentada ao mercado brasileiro durante o Suhai Festival Interlagos 2026, a Brizze Motos, marca pertencente ao Grupo Minas Brisa, chega com uma estratégia que tenta atacar uma das maiores limitações práticas dos veículos elétricos de duas rodas: o tempo necessário para recuperar a carga. Em vez de depender exclusivamente de uma tomada, a empresa pretende permitir que o usuário deixe uma bateria descarregada em uma estação e retire imediatamente outra carregada.
A estreia reúne cinco modelos. Quatro pertencem à família Z1, possuem motores de 1.000 W, velocidade limitada a 32 km/h e preços a partir de R$ 4.990. No topo está a Z4, de R$ 13.990, com motor de 4.000 W, velocidade máxima declarada de 100 km/h e autonomia anunciada de até 120 km. As primeiras entregas estão previstas para ocorrer entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.
Troca de bateria pretende substituir horas de recarga por uma parada de poucos minutos
O principal diferencial comercial apresentado pela Brizze é o chamado battery swapping. O proprietário não precisa obrigatoriamente conectar a bateria à tomada e esperar a conclusão do ciclo de carregamento.
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Nas estações previstas pela empresa, a proposta é depositar o conjunto utilizado e retirar outro que já esteja carregado.
O processo deverá funcionar por meio de um aplicativo. Segundo as informações divulgadas no lançamento da Brizze, o usuário poderá localizar a estação mais próxima pelo celular e utilizar o sistema para acessar o compartimento onde estará a bateria disponível. A recarga tradicional em casa continuará sendo uma alternativa.
A solução ganha relevância principalmente para quem utiliza o veículo durante muitas horas consecutivas. Um entregador, por exemplo, depende diretamente do tempo em que consegue permanecer circulando; nesse cenário, substituir fisicamente a bateria pode reduzir o período de imobilização em relação a esperar uma recarga convencional.
A disponibilidade efetiva, porém, dependerá da implantação e da cobertura da rede anunciada pela empresa.
Estações da Brizze estão previstas para quatro capitais e cidades do Sul
Na primeira etapa do projeto, a Brizze prevê implantar pontos de troca em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Fortaleza.
O planejamento também contempla cidades de Santa Catarina e do Paraná, embora a relação completa de municípios e endereços ainda não tenha sido divulgada nas fontes consultadas.
A lógica é semelhante à de uma infraestrutura compartilhada de abastecimento energético: em vez de cada usuário necessariamente esperar sua própria bateria carregar, os conjuntos permanecem circulando entre veículos e estações.
O sistema já possui aplicações em mercados asiáticos, mas ainda é pouco difundido em grande escala no segmento brasileiro de duas rodas.
Quatro Brizze Z1 custam a partir de R$ 4.990 e são limitadas a 32 km/h
A parte mais acessível da linha é formada pelas Z1 Ventus, Z1 City, Z1 Fun e Z1 Street. O próprio site da Brizze informa que todas utilizam motor elétrico de 1.000 W e bateria de 60 V e 24 Ah, além de terem velocidade máxima declarada de 32 km/h.
A autonomia anunciada para a família é de 55 km. A Z1 Fun é a mais compacta, com 1,60 metro de comprimento e 51,4 kg, enquanto a Z1 City mede 1,71 metro e pesa 52,4 kg.
A Z1 Street chega a 1,81 metro e 52,6 kg, e a Z1 Ventus mede 1,64 metro, pesa 57,7 kg e recebe alterações em componentes como suspensão, freios e acabamento.
Os modelos de entrada partem de R$ 4.990, colocando a nova marca em uma faixa de preço bastante inferior à de motocicletas elétricas de maior potência.
É importante, porém, observar a diferença de categoria e desempenho: os veículos Z1 foram projetados para deslocamentos urbanos de baixa velocidade, enquanto a Z4 é a opção da marca direcionada a quem precisa de velocidades comparáveis às de motocicletas convencionais.
Limite de 1.000 W e 32 km/h coloca a família Z1 na categoria dos autopropelidos
Os números de potência e velocidade das Z1 têm uma consequência regulatória importante. A Resolução 996/2023 do Contran define como equipamento de mobilidade individual autopropelido o veículo que, entre outros requisitos, possua potência nominal máxima de até 1.000 W e velocidade máxima de fabricação não superior a 32 km/h. Também existem limites dimensionais que precisam ser atendidos para o enquadramento.
Para os equipamentos que efetivamente atendem a todos os critérios da resolução, não há exigência de registro, licenciamento e emplacamento.
A habilitação também é dispensada nessa categoria, de acordo com o quadro comparativo oficial publicado pelo Contran.
Isso diferencia juridicamente as quatro Z1 da Z4. A própria Brizze apresenta os modelos de 1.000 W como autopropelidos, mas o enquadramento final depende do atendimento conjunto aos requisitos técnicos previstos pelo Contran, e não somente da potência do motor e da velocidade máxima.
Brizze Z4 tem 4.000 W, chega a 100 km/h e promete até 120 km de autonomia
A Z4 ocupa outra posição dentro do portfólio. O site oficial informa motor elétrico de 4.000 W, velocidade máxima de 100 km/h e sistema com duas baterias associado a uma autonomia declarada de 120 km. O modelo deverá custar R$ 13.990.
Com 2,07 metros de comprimento e 1,40 metro de entre-eixos, a Z4 foi concebida para disputar usuários que atualmente dependem de motocicletas de 125 a 160 cm³, especialmente em atividades profissionais. A Brizze cita entregadores e motoboys entre os públicos pretendidos para o veículo.
Os 100 km/h também mudam completamente sua situação legal em relação às Z1. A Resolução 996 estabelece que veículos acima dos parâmetros dos autopropelidos e dos ciclomotores passam para outras classificações conforme suas características, e a Z4 exige habilitação na categoria A para condução, segundo as informações divulgadas pela fabricante no lançamento.
Cinco modelos terão montagem na Zona Franca de Manaus
Embora a Brizze seja uma nova marca brasileira, o desenvolvimento dos veículos ocorreu com participação internacional.
Segundo as informações apresentadas pela empresa à imprensa, a linha foi desenvolvida por uma equipe brasileira em parceria com especialistas chineses. A montagem será realizada na Zona Franca de Manaus.
A previsão divulgada é de aproximadamente 40% de componentes fabricados no Brasil. A empresa também afirma ter buscado nacionalizar principalmente itens relacionados à manutenção e ao desgaste, como componentes de suspensão e freios, numa tentativa de reduzir dependência de reposição importada.
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As primeiras unidades não estão previstas para entrega imediata após a apresentação no Festival Interlagos.
O cronograma divulgado coloca o início das entregas entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027, enquanto a comercialização deverá ocorrer nacionalmente.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

