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Nova ponte de 510 metros na BR-280 recebe 12 vigas de 55 toneladas em operação especial entre Guaramirim e Araquari, com sistema pare e siga durante quatro dias, enquanto guindastes posicionam peças de 28 metros que fazem parte de uma estrutura prevista para reunir 108 vigas sobre o rio Piraí
Escrito por Carla Teles
Publicado em 04/08/2026 às 16:45
Atualizado em 04/08/2026 às 16:46
Construção
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A BR-280 terá operação pare e siga durante quatro dias entre Guaramirim e Araquari para transportar 12 vigas de 55 toneladas, cada uma com 28 metros, destinadas à nova ponte de 510 metros sobre o rio Piraí, estrutura que deverá reunir 108 peças e integrar obras de duplicação da rodovia.
A BR-280 terá interrupções temporárias entre Guaramirim e Araquari, em Santa Catarina, durante uma operação destinada ao transporte de 12 vigas até a nova ponte em construção sobre o rio Piraí. Cada peça possui 28 metros de comprimento e pesa aproximadamente 55 toneladas, exigindo deslocamento controlado, acompanhamento técnico e adoção do sistema pare e siga para organizar o trânsito durante quatro dias de movimentação.
As informações foram publicadas pelo NSC Total em 4 de agosto de 2026, com base nos dados fornecidos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. As operações foram programadas para quinta-feira, sexta-feira, segunda-feira e terça-feira, sempre entre 8h e 17h, ligando o canteiro localizado no km 50, em Guaramirim, ao ponto da ponte situado no km 38, em Araquari.
Transporte começa no km 50
As 12 vigas partirão do canteiro de obras instalado no km 50 da BR-280, dentro do município de Guaramirim. O trajeto seguirá até o km 38, onde está localizada a ponte sobre o rio Piraí, exigindo o deslocamento de peças de grandes dimensões por um trecho utilizado diariamente por motoristas, transportadores e moradores da região.
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Cada viagem precisará ser realizada de maneira controlada, porque as vigas combinam comprimento elevado e peso suficiente para limitar manobras, ultrapassagens e mudanças rápidas de direção. O transporte de elementos com 28 metros demanda veículos apropriados, coordenação entre equipes e atenção especial aos pontos mais estreitos ou movimentados do percurso rodoviário.
Pare e siga será usado durante quatro dias
O sistema pare e siga foi escolhido para permitir a passagem das cargas sem fechar completamente a rodovia durante toda a operação. Nesse modelo, o trânsito é interrompido temporariamente em um sentido enquanto a movimentação ocorre, sendo liberado posteriormente de forma alternada para reduzir os riscos de aproximação entre os veículos comuns e os conjuntos transportadores.
As intervenções foram distribuídas em quatro dias, sempre dentro do período entre 8h e 17h. A medida poderá provocar filas e aumento no tempo de viagem, principalmente nos momentos em que cada viga estiver deixando o canteiro ou chegando ao local da obra, tornando necessário que os usuários da BR-280 redobrem a atenção à sinalização provisória.
Cada viga pesa 55 toneladas
As peças que serão movimentadas pesam cerca de 55 toneladas cada uma, valor que evidencia a escala da estrutura em construção. Somadas, as 12 vigas representam aproximadamente 660 toneladas de elementos pré-fabricados, sem considerar o peso dos veículos, equipamentos e componentes utilizados para garantir estabilidade durante o transporte.
O peso elevado também influencia a velocidade de deslocamento e o planejamento das manobras. Uma operação desse porte não pode seguir o ritmo normal do tráfego, pois acelerações, frenagens e curvas precisam ocorrer de forma gradual para evitar movimentos inesperados da carga ou sobrecarga nos equipamentos responsáveis por sustentá-la.
Peças possuem 28 metros de comprimento
Além do peso, o comprimento das vigas cria outro desafio logístico importante. Cada unidade mede 28 metros, dimensão próxima ao comprimento combinado de vários automóveis posicionados em sequência, o que amplia o espaço necessário para curvas, acesso ao canteiro e aproximação do ponto onde ocorrerá o lançamento.
Os veículos utilizados no transporte precisam acomodar as peças sem comprometer o equilíbrio do conjunto. A geometria da carga exige planejamento específico para cada trecho, especialmente em interseções, entradas de obra e locais onde a presença de outros veículos poderia restringir o raio necessário para realizar uma manobra segura.
Guindastes farão o lançamento das vigas
Depois de chegarem ao km 38 da BR-280, as vigas serão posicionadas por guindastes instalados na área da obra. Os equipamentos levantarão cada peça dos veículos transportadores e farão sua colocação nos pontos definidos pelo projeto estrutural, formando gradualmente a base que sustentará o tabuleiro da futura ponte.
Segundo as informações divulgadas, os guindastes ficarão dentro da área do empreendimento e não ocuparão a pista durante o lançamento. O impacto direto sobre a rodovia estará concentrado principalmente no transporte, enquanto a movimentação vertical das peças deverá ocorrer fora do espaço usado pelos veículos que circulam pelo trecho.
Ponte terá 510 metros de extensão
A nova estrutura sobre o rio Piraí terá 510 metros de comprimento, dimensão que exige grande número de apoios, vigas e etapas de montagem. A obra integra o lote 2.1 da duplicação da BR-280 e representa uma das intervenções necessárias para ampliar a capacidade e reorganizar o fluxo rodoviário entre municípios do Norte de Santa Catarina.
Uma ponte desse porte não é formada apenas pelas vigas transportadas nesta etapa. O empreendimento envolve fundações, pilares, encontros, lajes, sistemas de drenagem, pavimentação e dispositivos de segurança, além de serviços complementares necessários para ligar a estrutura aos trechos duplicados da rodovia.
Estrutura deverá reunir 108 vigas
Quando concluída, a ponte deverá contar com 108 vigas, de acordo com os dados apresentados pelo DNIT. As 12 peças movimentadas durante a operação representam somente uma fração do total previsto, indicando que a montagem depende de várias etapas sucessivas de transporte e lançamento antes que o conjunto estrutural esteja completo.
A repetição dessas operações exige coordenação entre produção, armazenamento, transporte e instalação. Cada lote precisa chegar no momento adequado, evitando tanto a falta de peças no canteiro quanto o acúmulo de grandes estruturas em uma área com espaço limitado para circulação de máquinas e trabalhadores.
Obra integra duplicação da rodovia
A construção da ponte faz parte das obras de duplicação da BR-280, projeto destinado a criar novas pistas e ampliar a capacidade de circulação em um corredor importante para o transporte regional. O trecho liga áreas industriais, municípios populosos e acessos utilizados para o deslocamento de cargas em direção ao litoral catarinense.
A nova ponte permitirá que o tráfego seja distribuído entre estruturas distintas quando a duplicação estiver operacional. O objetivo é separar os fluxos por sentido e reduzir pontos de conflito, embora os efeitos completos dependam também da conclusão dos demais segmentos rodoviários, acessos e obras complementares ligados ao mesmo projeto.
Conclusão está prevista para o fim do ano
A previsão informada é de que a ponte seja concluída até o final de 2026. O cronograma depende da execução das etapas restantes, incluindo o lançamento das vigas, a formação do tabuleiro, os acabamentos estruturais e a integração com os trechos viários que darão acesso à nova travessia.
A instalação das 12 peças representa um avanço visível, mas não encerra a construção. Mesmo depois de todas as vigas estarem posicionadas, ainda será necessário executar serviços sobre e ao redor da estrutura antes que ela possa receber tráfego de maneira regular e segura.
Emergência permitiu continuidade da ponte
O DNIT havia declarado situação de emergência relacionada à obra no ano anterior, medida que possibilitou a adoção de procedimentos para garantir a conclusão da ponte. A fonte não detalha todas as razões técnicas ou administrativas que levaram à declaração, mas informa que esse mecanismo permitiu a continuidade da atual estrutura.
A decisão separou a conclusão da ponte de uma contratação futura mais ampla. Outra estrutura deverá ser construída ao lado em um processo diferente, que ainda dependerá de novo projeto para a BR-280 e de uma licitação posterior, conforme o planejamento apresentado para o trecho.
Segunda ponte dependerá de nova contratação
A futura estrutura paralela ainda não integra a mesma contratação responsável pela ponte atualmente em execução. Antes do início dessa nova etapa, será necessário elaborar outro projeto e realizar o procedimento licitatório destinado a selecionar a empresa que assumirá a construção.
Esse formato indica que a duplicação completa da travessia não terminará necessariamente junto com a ponte de 510 metros agora em montagem. A primeira estrutura poderá avançar antes da segunda, deixando etapas futuras condicionadas a projetos, recursos, prazos administrativos e contratos que ainda precisarão ser formalizados.
Operação exige atenção dos motoristas
Durante os quatro dias de transporte, os motoristas que circularem entre Guaramirim e Araquari poderão encontrar interrupções temporárias e retenções. A orientação mais prudente é respeitar a sinalização, reduzir a velocidade ao se aproximar das equipes e evitar manobras de ultrapassagem em áreas controladas pelo sistema pare e siga.
A movimentação de vigas de 55 toneladas transforma o trecho em um ambiente operacional diferente do trânsito cotidiano. Mesmo que a interrupção seja temporária, uma aproximação imprudente pode comprometer a segurança da carga, dos trabalhadores e dos próprios usuários da rodovia, especialmente durante entradas, saídas e manobras dos veículos transportadores.
Ponte avança com peças de grande escala
A nova ponte da BR-280 entrará em mais uma etapa com o deslocamento das 12 vigas entre os quilômetros 50 e 38. As peças de 28 metros serão lançadas por guindastes e integrarão uma estrutura que deverá chegar a 108 vigas e atravessar 510 metros sobre o rio Piraí.
A operação mostra como grandes obras rodoviárias dependem de intervenções temporárias que também afetam quem utiliza a estrada. Na sua opinião, o sistema pare e siga é a melhor solução para movimentar cargas desse porte ou operações como essa deveriam ocorrer somente à noite? Deixe seu comentário.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

