7 min de leitura
Novo Aston Martin Valen combina motor V12 biturbo de 5,2 litros com 840 cv, 1.000 Nm e velocidade máxima de 344 km/h, usa fibra de carbono, titânio e magnésio para cortar peso e terá somente 150 unidades produzidas, cada uma custando mais de £ 1,5 milhão
Escrito por Carla Teles
Publicado em 24/08/2026 às 17:36
Atualizado em 24/08/2026 às 17:44
Automotivo
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
O Aston Martin Valen estreia com motor e V12 biturbo de 5,2 litros, 840 cv e 1.000 Nm, carroceria de fibra de carbono, escape de titânio e rodas de magnésio. Limitado a 150 unidades, terá preço de pouco mais de £ 1,5 milhão e entregas previstas para meados de 2027.
O Aston Martin Valen é o novo supercarro de produção limitada apresentado pela fabricante britânica em 2026, com motor V12 biturbo de 5,2 litros instalado na dianteira, 840 cv, 1.000 Nm de torque e velocidade máxima limitada eletronicamente a aproximadamente 344 km/h. O modelo terá somente 150 unidades produzidas.
Segundo reportagem publicada pelo New Atlas em 22 de agosto de 2026, com informações da Aston Martin, o Valen combina desempenho elevado com uma estratégia agressiva de redução de massa. Fibra de carbono, titânio e magnésio foram usados em diferentes componentes, enquanto o preço ficará pouco acima de £ 1,5 milhão.
Aston Martin Valen mantém um V12 biturbo de 5,2 litros
No centro da proposta está um V12 biturbo de 5,2 litros, configuração que entrega 840 cv e 1.000 Nm de torque de acordo com os dados apresentados pela fonte. O conjunto também mantém uma arquitetura de motor dianteiro, diferenciando o carro de muitos hipercarros modernos com propulsor central.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
A Aston Martin apresenta o modelo como o supercarro de motor dianteiro mais potente já produzido. O Aston Martin Valen ainda supera em até 14 cv o Vanquish citado como referência pela própria reportagem.
Meta de aceleração chega a 97 km/h em três segundos
A redução de peso e o aumento de potência têm impacto direto no desempenho projetado. A meta informada é acelerar de 0 a 97 km/h em aproximadamente três segundos.
Esse tempo representaria uma melhora de cerca de 0,3 segundo em relação ao Vanquish mencionado na comparação. Para um automóvel de motor dianteiro e V12, a marca coloca o Valen em uma faixa de desempenho normalmente associada a supercarros de arquitetura central.
Velocidade máxima será limitada a 344 km/h
Em velocidade final, o novo modelo chegará a aproximadamente 344,4 km/h, segundo os números apresentados na fonte.
O valor será limitado, mas já demonstra a escala do projeto. O Aston Martin Valen foi desenvolvido para combinar velocidade máxima muito elevada com capacidade de uso em diferentes modos de condução, em vez de depender apenas de potência bruta.
Fibra de carbono ajudou a retirar 110 quilos
Uma das mudanças mais relevantes aparece na carroceria. Em vez de simplesmente adicionar potência ao conjunto, a fabricante buscou reduzir massa usando construção integral em fibra de carbono.
O resultado informado é uma redução de aproximadamente 110 quilos em comparação com o Vanquish V12. Menos peso influencia aceleração, frenagem, comportamento nas curvas e esforço necessário para movimentar o veículo.
Titânio aparece no sistema de escape
Outro material de baixa massa escolhido para o projeto foi o titânio. O metal foi empregado no sistema de escapamento, incluindo as quatro saídas que dominam a parte traseira.
Além da redução de peso, o componente também faz parte da identidade visual do automóvel. Quatro ponteiras de titânio aparecem junto ao grande difusor traseiro, reforçando a intenção de deixar a mecânica visível no desenho externo.
Rodas de magnésio medem 21 polegadas
A estratégia de redução de massa continua nas rodas. A Aston Martin escolheu magnésio para as unidades de 21 polegadas, outro material associado à busca por componentes leves.
Reduzir peso nessa região possui importância particular por envolver massa não suspensa. No Valen, a escolha se soma à fibra de carbono da carroceria e ao titânio do escapamento dentro de uma abordagem que tenta economizar quilos em diferentes áreas.
Câmbio ZF automático possui oito marchas
Toda a força do V12 será administrada por uma transmissão automática ZF de oito velocidades desenvolvida especificamente para o modelo, conforme descreve a reportagem.
O conjunto eletrônico inclui ainda calibração própria da direção e do programa eletrônico de estabilidade. A intenção é coordenar entrega de potência, comportamento do chassi e intervenções eletrônicas conforme o modo selecionado.
Pneus enviam informações em tempo real ao carro
A tecnologia instalada nos pneus Pirelli permite transmitir dados em tempo real para os sistemas responsáveis pelo controle dinâmico do veículo.
Essas informações podem alimentar sistemas como ABS e controle de tração, permitindo que diferentes módulos recebam dados sobre o comportamento dos pneus enquanto o automóvel está em movimento.
Freios são de carbono-cerâmica
A preparação do chassi também envolve novas molas de suspensão e amortecedores desenvolvidos especificamente para o carro.
Na frenagem, foram adotados discos de carbono-cerâmica, acompanhados de pneus Pirelli P Zero R. O conjunto precisa lidar com um automóvel capaz de superar 340 km/h e entregar 1.000 Nm de torque.
Design abandona parte da linguagem tradicional da marca
Visualmente, o Aston Martin Valen representa uma mudança marcante em relação a outros automóveis recentes da fabricante. A dianteira ficou mais quadrada e musculosa, abandonando parte da combinação tradicional de faróis ovais e grade curva.
O capô recebe superfícies facetadas e uma grande entrada de ar superior. Os faróis largos e retangulares permanecem ocultos quando desligados, criando uma frente mais limpa em determinadas condições.
Aerodinâmica ganhou entradas e geradores de vórtice
Nas laterais, elementos visuais também cumprem função aerodinâmica. Aletas foram integradas a entradas funcionais de ar, enquanto geradores de vórtice trabalham com o fluxo que passa sob a carroceria.
A finalidade descrita é reduzir sustentação e aumentar a força descendente, ajudando a manter estabilidade conforme a velocidade aumenta.
Traseira troca vidro convencional por painel sólido
Uma das soluções mais incomuns aparece atrás. O Valen utiliza uma seção traseira sólida no lugar da combinação convencional de vidro traseiro e tampa do porta-malas mencionada pela fonte.
O desenho é completado por um grande difusor, quatro saídas de escape de titânio e uma barra luminosa horizontal. A parte posterior elevada contribui para a aparência mais agressiva adotada pelo projeto.
Interior combina minimalismo e comandos físicos
Dentro da cabine, a estratégia muda para uma abordagem visual mais limpa. Os bancos foram projetados levando em consideração conforto em trajetos longos, enquanto o console central concentra parte dos comandos principais.
A Aston Martin também preservou botões físicos e controles rotativos para funções essenciais. No console aparecem ainda aletas produzidas por impressão 3D ao redor de comandos como ignição e seleção de marcha.
Divisão Q permitirá personalização extensa
O Aston Martin Valen faz parte do universo de personalização da divisão Q da fabricante, o que abre espaço para diferentes combinações de acabamento.
Entre as escolhas mencionadas estão couro e Alcantara em diferentes cores. A possibilidade de configuração individual ganha importância em um modelo cuja produção será restrita a poucas centenas — neste caso, apenas 150 exemplares.
Apenas 150 unidades serão fabricadas
A exclusividade está diretamente ligada ao volume de produção. A divisão Q produzirá somente 150 unidades do Valen, segundo a reportagem.
Esse número coloca o modelo muito distante de uma produção convencional da marca. Cada exemplar será destinado a um grupo extremamente restrito de compradores, reforçando seu posicionamento como projeto especial.
Preço passa de £ 1,5 milhão
A Autocar India, citada pelo New Atlas, informa que o preço será de pouco mais de £ 1,5 milhão, equivalente a cerca de US$ 2 milhões segundo a reportagem.
O valor pode variar conforme personalizações escolhidas pelo cliente. Com opções de acabamento oferecidas pela divisão Q, configurações individuais podem ampliar ainda mais o custo final.
Entregas estão previstas para meados de 2027
Assista o vídeo
Embora apresentado em 2026, o modelo ainda seguirá seu cronograma até chegar às garagens dos compradores. A reportagem indica que as primeiras unidades poderão ser entregues a partir de meados de 2027.
Até lá, o Aston Martin Valen se posiciona como uma combinação incomum de filosofia tradicional e materiais modernos: um grande V12 instalado na dianteira, mas cercado por fibra de carbono, eletrônica avançada e componentes desenvolvidos para reduzir massa.
Aston Martin Valen aposta no V12 em plena era da eletrificação
Enquanto grande parte da indústria amplia investimentos em sistemas híbridos e elétricos, o Aston Martin Valen segue por um caminho diferente ao colocar um V12 biturbo de 840 cv no centro de uma produção extremamente limitada.
Com 1.000 Nm, cerca de 344 km/h de velocidade máxima, 110 quilos a menos que o Vanquish, somente 150 unidades e preço superior a £ 1,5 milhão, o projeto leva ao extremo a ideia de um supercarro de motor dianteiro. Para você, um V12 desse nível ainda representa o auge dos esportivos ou os supercarros elétricos já assumiram esse papel? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

