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Novo feijão pode chegar à mesa dos brasileiros ainda em 2026: IAC 2662 Borlotti tem o dobro do tamanho do carioca, 22% de proteína, cozinha em 32 minutos e fica até seis meses sem escurecer

Novo feijão pode chegar à mesa dos brasileiros ainda em 2026: IAC 2662 Borlotti tem o dobro do tamanho do carioca, 22% de proteína, cozinha em 32 minutos e fica até seis meses sem escurecer

SP

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Novo feijão pode chegar à mesa dos brasileiros ainda em 2026: IAC 2662 Borlotti tem o dobro do tamanho do carioca, 22% de proteína, cozinha em 32 minutos e fica até seis meses sem escurecer

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 14/08/2026 às 16:39

Agronegócio

Feijão cranberry ilustrativo representa o IAC 2662 Borlotti, cultivar com grãos maiores que o feijão carioca, cerca de 22% de proteína e tolerância ao escurecimento por pelo menos seis meses.

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Desenvolvido pelo Instituto Agronômico, o novo feijão cranberry combina grãos maiores, ciclo precoce e produtividade de até 3.500 kg por hectare, além de manter sua aparência por mais tempo durante armazenamento e exportação.

O feijão cranberry IAC 2662 Borlotti, desenvolvido pelo Instituto Agronômico (IAC), pode chegar comercialmente ao mercado no final de 2026. A cultivar foi criada para atender tanto consumidores brasileiros quanto o mercado internacional de feijões especiais.

Entre suas principais características está a tolerância ao escurecimento dos grãos por pelo menos seis meses. O atributo ganha importância especialmente nas exportações, já que o transporte marítimo pode durar entre 60 e 90 dias.

Além disso, a cultivar apresenta potencial produtivo de até 3.500 kg por hectare, ciclo precoce e colheita entre 75 e 80 dias após o plantio.

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Grãos podem manter a aparência por pelo menos seis meses

A conservação da aparência é um dos principais diferenciais do IAC 2662 Borlotti. Isso porque, durante longos períodos de armazenamento e transporte, variedades tradicionais podem escurecer e, consequentemente, perder valor comercial.

Nesse sentido, a tolerância desenvolvida pelo IAC permite que os grãos permaneçam claros por pelo menos seis meses. Assim, o produto pode chegar ao mercado internacional preservando características próximas às apresentadas quando deixou o Brasil.

Segundo Alisson Chiorato, pesquisador responsável pelo desenvolvimento da cultivar ao lado de Sérgio Carbonell, a característica oferece maior segurança para exportadores justamente por prolongar a conservação visual do produto.

Feijão cranberry de grãos claros e rajados em tons avermelhados, características semelhantes às da nova cultivar IAC 2662 Borlotti desenvolvida pelo Instituto Agronômico.

Produtividade chega a 3.500 kg por hectare

Além da conservação dos grãos, o novo feijão apresenta características voltadas à produção agrícola. Seu potencial produtivo pode alcançar 3.500 kg por hectare, enquanto o ciclo precoce permite colher entre 75 e 80 dias após o plantio.

Ao mesmo tempo, a cultivar surge como uma alternativa para diversificar a produção. Dessa maneira, agricultores podem contar com outra opção quando os preços dos tradicionais feijões carioca e preto estiverem em queda no mercado interno.

A variedade também busca atender à demanda europeia por feijões especiais.

Inicialmente, o IAC recomenda o cultivo em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

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Caio Aviz

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Novo feijão tem o dobro do tamanho do carioca e cerca de 22% de proteína

Para o consumidor, entretanto, as diferenças também aparecem no prato. O IAC 2662 Borlotti tem aproximadamente o dobro do tamanho do feijão carioca.

Visualmente, os grãos apresentam formato arredondado, tonalidade clara e rajadas avermelhadas, características típicas desse tipo de feijão cranberry.

Além disso, o teor de proteína fica em aproximadamente 22%. Já o preparo leva cerca de 32 minutos de cozimento.

Portanto, a cultivar combina características agrícolas e comerciais com atributos diretamente perceptíveis pelo consumidor.

IAC 2662 Borlotti pode chegar comercialmente ao mercado no fim de 2026

A nova cultivar foi apresentada pelo Instituto Agronômico em 30 de junho de 2026, durante as comemorações pelos 139 anos do IAC, em Campinas.

Entretanto, antes de alcançar o mercado, o IAC 2662 Borlotti ainda está na fase final de registro. A previsão apresentada é de lançamento comercial até o final de 2026.

Assim, a cultivar poderá ampliar o portfólio de feijões especiais desenvolvidos pelo Instituto e oferecer uma nova opção aos produtores.

Feijão representa 62,3% dos grãos comercializados pelo IAC

Enquanto prepara a nova cultivar para o mercado, o Instituto Agronômico mantém o feijão em posição de destaque dentro de seu sistema de transferência de tecnologia.

Entre janeiro e maio de 2026, as sementes de feijão responderam por 62,3% do volume total de grãos comercializado pela instituição, equivalente a 72.850 quilos.

Nesse período, as cultivares IAC 2051 e IAC 2560 Nelore estiveram entre os principais destaques. Juntas, alcançaram 26 toneladas, destinadas principalmente aos estados de Goiás, São Paulo e Minas Gerais.

Já entre 2016 e 2025, foram negociados aproximadamente 645 mil quilos de sementes de feijão.

Nesse intervalo, a cultura também liderou em diversidade genética, reunindo 25 cultivares distintas, enquanto o amendoim apareceu na sequência, com nove.

Dessa forma, a chegada do IAC 2662 Borlotti acrescenta uma nova alternativa ao conjunto de variedades desenvolvidas pelo Instituto, desta vez com foco também na conservação dos grãos e no mercado de feijões especiais.

E você, experimentaria o novo feijão IAC 2662 Borlotti, com grãos maiores, 22% de proteína e características diferentes do tradicional feijão carioca, quando ele chegar ao mercado?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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