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O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, os minerais que movem carros elétricos e turbinas, e mal começou a explorá-la
Escrito por Jefferson Augusto
Publicado em 03/08/2026 às 19:57
Mineração
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Segundo o levantamento Mineral Commodity Summaries 2026, do USGS, o Brasil reúne cerca de 11 milhões de toneladas em reservas, atrás apenas da China.
Escondido no subsolo brasileiro está um tesouro que o mundo inteiro disputa: as terras raras, um grupo de minerais essenciais para fabricar carros elétricos, turbinas eólicas, celulares e equipamentos de defesa. E o Brasil tem uma das maiores reservas do planeta.
Segundo o levantamento Mineral Commodity Summaries 2026, publicado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o Brasil reúne cerca de 11 milhões de toneladas em reservas de terras raras, o que coloca o país em segundo lugar no ranking mundial, atrás apenas da China.
A Agência Nacional de Mineração (ANM) trabalha com número parecido, de 11,4 milhões de toneladas em reservas provadas e prováveis, e também posiciona o Brasil em segundo. O detalhe é que o país mal começou a explorar essa riqueza.
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O que são terras raras, afinal?
Apesar do nome, as terras raras não são propriamente raras na natureza; o difícil é encontrá-las concentradas e separá-las, num processo caro e complexo. São 17 elementos químicos com propriedades magnéticas e eletrônicas especiais.
É graças a elas que existem os ímãs potentes dos motores de carros elétricos e dos geradores das turbinas eólicas, além das telas e baterias dos aparelhos que usamos todos os dias. A demanda por esses ímãs cresce junto com a expansão das renováveis, como aparece no avanço da energia solar e eólica pelo mundo
Por que essas jazidas viraram alvo de disputa global
A corrida pelos carros elétricos e pela energia limpa disparou a demanda por terras raras, e o mundo percebeu um problema: quase toda a produção estava concentrada na China, o que dá ao país um poder enorme sobre a cadeia.
Diante disso, outros países correm para desenvolver suas próprias fontes, e é aí que a reserva brasileira, gigantesca e pouco explorada, ganha valor estratégico, no mesmo movimento de avanço das renováveis que aparece quando grandes grupos ampliam sua capacidade em energia limpa pelo país.
O potencial que o Brasil ainda não usou
Ter a segunda maior reserva não significa, por enquanto, ser um grande produtor. A extração e o processamento das terras raras exigem tecnologia, investimento e cuidado ambiental, etapas em que o país ainda engatinha.
Se conseguir estruturar essa cadeia, o Brasil pode se tornar um fornecedor central dos minerais que movem a economia verde. Os números de reservas vêm do Mineral Commodity Summaries 2026, do USGS, e são reproduzidos no Sumário Mineral da ANM.
Fontes
USGS e ANM
ANM, Agência Nacional de
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Jefferson Augusto.

