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O maior navio já construído tinha 458 metros, era mais comprido que a altura de arranha-céus e precisava de vários quilômetros de mar aberto só para conseguir parar com segurança
Escrito por Jefferson Augusto
Publicado em 04/08/2026 às 09:06
Atualizado 04/08/2026 às 09:07
Indústria Naval
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O superpetroleiro Seawise Giant era tão longo que não passava pelo Canal de Suez nem pelo Canal do Panamá, e sua manobra exigia planejamento de quilômetros.
Se colocado em pé, o maior navio já construído pelo homem seria mais alto que quase todos os arranha-céus do mundo. Deitado na água, como foi feito para navegar, ele media impressionantes 458,45 metros de comprimento.
O gigante se chamava Seawise Giant, um superpetroleiro projetado para transportar petróleo bruto pelos oceanos, cujo histórico e dimensões estão registrados nos arquivos sobre o navio. Nenhuma embarcação já superou o seu comprimento na história da engenharia naval.
Era tão longo e tão pesado que exigia uma logística própria só para mudar de direção ou parar, num nível de escala que só aparece nas máquinas mais extremas já criadas, como os rebocadores que empurram esses colossos dentro dos portos.
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Quão grande era o Seawise Giant?
Com 458,45 metros de comprimento, segundo os registros do navio, o Seawise Giant era mais longo do que a altura de prédios famosos e, por causa do tamanho e do calado, não conseguia passar pelo Canal de Suez nem pelo Canal do Panamá.
Totalmente carregado, chegava a mais de 260 mil toneladas de porte, ainda de acordo com os registros do navio, e seu calado, a parte submersa do casco, era tão profundo que a embarcação não conseguia entrar em muitos portos.
Por que ele precisava de quilômetros para parar?
Um objeto com centenas de milhares de toneladas em movimento carrega uma inércia gigantesca. Para frear o Seawise Giant, não bastava desligar os motores: o navio ainda avançava por vários quilômetros antes de perder velocidade, uma inércia que só se compara à de outras estruturas colossais da indústria de energia.
O mesmo valia para as curvas. Qualquer manobra precisava ser calculada com muita antecedência, porque a embarcação levava tempo e distância enormes para responder ao leme.
Que fim levou o maior navio da história?
O Seawise Giant teve uma vida atribulada, chegou a ser atacado e afundado parcialmente durante um conflito no Golfo Pérsico e depois foi reflutuado e reformado. Anos mais tarde, já obsoleto, acabou desmontado para a reciclagem do aço. O histórico completo, com as dimensões e o episódio do afundamento, está nos registros sobre o Seawise Giant.
Entre os navios em operação atualmente, os maiores por comprimento costumam ser transatlânticos de cruzeiro, como o Wonder of the Seas, além dos maiores porta-contêineres, que se aproximam dos 400 metros.
O que esses gigantes revelam sobre a energia
Superpetroleiros como o Seawise Giant existiram porque transportar muito petróleo de uma só vez barateia o custo de cada barril, a mesma lógica de escala que move a indústria de energia até hoje.
É essa mesma lógica de escala que faz a indústria naval e a de energia buscarem sempre mais eficiência, dos navios gigantes que cruzam os oceanos às cargas que eles transportam.
Fontes
Registros navais
Registros do navio Seawis
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Jefferson Augusto.

