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O novo Complexo Serra Dourada poderá receber até R$ 1,5 bilhão, terá capacidade para 44 mil torcedores e 60 mil pessoas em shows, mas seu maior impacto poderá acontecer fora do gramado, com parque linear de 3 km e novas áreas de lazer abertas ao público até 2028

O novo Complexo Serra Dourada poderá receber até R$ 1,5 bilhão, terá capacidade para 44 mil torcedores e 60 mil pessoas em shows, mas seu maior impacto poderá acontecer fora do gramado, com parque linear de 3 km e novas áreas de lazer abertas ao público até 2028

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O novo Complexo Serra Dourada poderá receber até R$ 1,5 bilhão, terá capacidade para 44 mil torcedores e 60 mil pessoas em shows, mas seu maior impacto poderá acontecer fora do gramado, com parque linear de 3 km e novas áreas de lazer abertas ao público até 2028

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 05/08/2026 às 23:42

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Transformação bilionária promete reposicionar um dos maiores complexos esportivos do país ao combinar futebol, shows, tecnologia e áreas públicas de lazer, enquanto obras profundas alteram arquibancadas, acessos e o entorno urbano em um projeto de longo prazo com entrega prevista para 2028.

Em Goiânia, o Complexo Serra Dourada passa por uma transformação destinada a ampliar o papel do tradicional estádio para além das partidas de futebol, reunindo esporte, entretenimento, lazer cotidiano e novas estruturas de atendimento ao público.

Pelo projeto divulgado, a capacidade chegará a 44 mil torcedores em jogos e poderá alcançar 60 mil pessoas em shows, enquanto o entorno receberá parque linear, ciclovia, pista de corrida, quadras esportivas e equipamentos de ginástica abertos à população.

Sob responsabilidade da Construcap, vencedora da concessão por 35 anos, a modernização terá investimento inicial previsto de R$ 300 milhões, ao passo que o volume aplicado durante todo o contrato poderá atingir R$ 1,5 bilhão.

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Nesse montante estão incluídas as obras, a manutenção preventiva e a manutenção corretiva do estádio, do Goiânia Arena e das demais estruturas administradas pela empresa, conforme informações publicadas pelo ge sobre o plano de transformação do complexo.

Já em execução desde julho de 2026, as intervenções avançam em três canteiros dentro do estádio e devem permitir que o Serra Dourada volte a receber jogos em julho de 2028, segundo o cronograma divulgado pela administradora.

Ao longo dessa etapa, arquibancadas, acessos, áreas de circulação e serviços ao público serão modificados, enquanto a relação do equipamento esportivo com o entorno urbano também será redesenhada para acomodar as diferentes atividades previstas no projeto.

Reforma do Serra Dourada aproxima o público do campo

Entre as mudanças centrais aparece a substituição da antiga geral, setor desativado havia anos, por uma nova arquibancada instalada mais perto do campo, medida que altera a experiência do público sem abandonar características tradicionais do estádio.

Para viabilizar essa aproximação, o gramado será rebaixado em alguns metros e continuará natural, solução apresentada no projeto para reorganizar a geometria interna e melhorar a proximidade visual entre torcedores e a área de jogo.

Hoje estimada em 38 mil pessoas pelo projeto da Construcap, a capacidade deverá subir para 44 mil torcedores em partidas de futebol, ampliando o porte do estádio dentro da nova configuração interna prevista pela empresa.

Quando o campo for incorporado à área de público em shows e festivais, o complexo poderá acomodar até 60 mil espectadores, colocando o espaço entre os maiores equipamentos brasileiros destinados a eventos presenciais de grande escala.

Além da ampliação, a reforma prevê o nivelamento do piso do anel de circulação, a expansão dos banheiros e a implantação de catracas com reconhecimento facial em diferentes pontos internos de acesso e circulação do estádio.

Com novas entradas e sistemas de controle integrados, o deslocamento ao redor do anel deverá se tornar mais contínuo, atendendo simultaneamente e com maior organização jogos, apresentações musicais e outras programações capazes de atrair grandes públicos.

Camarotes, restaurantes e tecnologia entram no novo projeto

Mais de 60 camarotes estão previstos para o estádio, alguns instalados no nível do gramado e outros distribuídos por setores intermediários, onde haverá suítes climatizadas, lounges e estruturas voltadas à hospitalidade durante diferentes tipos de evento.

Nas áreas de alimentação, cozinhas industriais, bares fixos e restaurantes deverão ampliar o atendimento disponível tanto em dias de futebol quanto durante espetáculos e festivais, integrando consumo, circulação e permanência do público dentro do complexo.

Ao lado do estádio, o Goiânia Arena também será incorporado à modernização, com mudanças arquitetônicas, melhorias acústicas, atualização tecnológica e 29 camarotes no segundo pavimento, acompanhados por novas áreas de hospitalidade e atendimento ao público.

Uma abertura capaz de permitir a entrada de caminhões usados na montagem de estruturas também integra o plano do ginásio, que receberá cozinha industrial e adaptações voltadas a produções esportivas e musicais de maior porte.

A partir dessas mudanças, partidas de basquete, vôlei e futsal poderão dividir o calendário com shows que dependem do transporte de equipamentos pesados, ampliando de maneira significativa a variedade de usos prevista para o espaço.

Em vez de funcionarem como estruturas independentes, estádio, ginásio e estacionamento serão articulados como um único distrito oficial de eventos, com operação integrada e capacidade de receber programações diferentes ao longo de todo o ano.

Parque linear de 3 km amplia o uso cotidiano do complexo

Fora das arquibancadas, a área atualmente ocupada pelo estacionamento deverá ganhar nova configuração, com quadras poliesportivas, equipamentos de ginástica e um parque linear de mais de três quilômetros ligado a ciclovia e pista de corrida.

Apresentadas como as maiores de Goiânia dentro dessa categoria, essas estruturas de circulação e atividade física pretendem transformar parte do complexo em um espaço de uso frequente, sem depender exclusivamente do calendário oficial de jogos.

Diferentemente das áreas reservadas a partidas e apresentações, o parque será aberto diariamente, permitindo que moradores utilizem o local para lazer e exercício mesmo quando não houver shows, competições ou eventos programados no Goiânia Arena.

Com reflorestamento e referências ao bioma do Cerrado, o paisagismo previsto amplia o alcance urbano da intervenção, que deixa de se concentrar apenas na recuperação das estruturas internas do estádio e se estende ao espaço público.

Também fazem parte do planejamento uma academia e, em etapa futura, um hotel dentro do conjunto, equipamentos que aproximam o empreendimento do modelo de arenas utilizadas durante toda a semana, inclusive fora dos grandes eventos.

Essa combinação de serviços, hospitalidade e atividades permanentes reduz a dependência exclusiva da venda de ingressos, permitindo que diferentes áreas do complexo mantenham circulação de pessoas mesmo nos períodos sem grandes atrações programadas no calendário.

História do Serra Dourada vai além do futebol

Inaugurado em 9 de março de 1975, o Serra Dourada recebeu partidas históricas e jogadores como Pelé, Maradona, Ronaldo e Romário, consolidando ao longo das décadas uma trajetória diretamente ligada à memória esportiva de Goiás.

Além do futebol, o estádio serviu de palco para eventos religiosos e apresentações de artistas internacionais, entre eles Paul McCartney e Guns N’ Roses, demonstrando uma vocação para programações que ultrapassam os campeonatos disputados no estado.

A frequência de uso caiu especialmente a partir de 2020, quando Atlético-GO, Goiás e Vila Nova passaram a priorizar seus próprios estádios, reduzindo a presença regular das principais equipes da capital goiana no Serra Dourada.

Mesmo continuando a receber partidas isoladas, o local deixou de concentrar os compromissos mais importantes dos clubes goianos no Campeonato Brasileiro, cenário que o novo modelo de operação pretende modificar durante o período de concessão.

Concessão de 35 anos redefine a função do estádio

Ao combinar futebol, esportes de quadra, grandes shows, alimentação, áreas de hospitalidade e lazer permanente, o projeto busca recuperar a centralidade local do Serra Dourada dentro da programação esportiva, cultural e cotidiana de Goiânia.

Durante os 35 anos de concessão, a empresa privada ficará responsável pela modernização e pela conservação do conjunto, período considerado no valor máximo de R$ 1,5 bilhão divulgado para o contrato de longo prazo.

Enquanto máquinas removem estruturas antigas e preparam a nova arquibancada, a parte externa ganha peso no projeto, porque parque, ciclovia, pista de corrida e quadras foram planejados para permanecer disponíveis diariamente no cotidiano da cidade.

Embora o estádio volte a receber milhares de pessoas em datas específicas, o uso diário das áreas abertas poderá estabelecer uma relação mais constante entre moradores, visitantes e um complexo conhecido durante décadas principalmente pelo futebol.

Conectado a grandes eventos e a atividades gratuitas ao ar livre, o Serra Dourada poderá assumir uma função urbana mais ampla, unindo memória esportiva, entretenimento e lazer permanente em uma mesma área da capital goiana.

A abertura permanente das novas áreas de lazer será capaz de transformar, até 2028, a relação dos moradores de Goiânia com o entorno do Serra Dourada e com um espaço historicamente associado aos grandes jogos de futebol?

Fonte

https://ge.globo.com/go/f


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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