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O Texas aprova lei que autoriza fazendeiros a contratar helicópteros e atirar do alto em javalis que destroem lavouras, transforma a caça aérea num serviço pago em que qualquer um pode embarcar como atirador e cria uma indústria inteira em volta do porco selvagem que nenhuma cerca segura
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 28/08/2026 às 15:45
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No Texas, uma lei aprovada em 2011 permitiu que caçadores pagassem para abater javalis selvagens de helicópteros, transformando o controle de uma espécie invasora em negócio. Os animais causam quase US$ 800 milhões anuais em danos agrícolas nos EUA, e mais de um quarto ocorre no estado americano do Texas.
O Texas transformou a caça aérea de javalis selvagens em uma atividade comercial depois que uma mudança na legislação estadual, em 2011, permitiu que caçadores pagassem para ocupar o assento de atirador em helicópteros. Antes disso, o abate de espécies invasoras a partir de aeronaves já era legal, mas proprietários rurais precisavam contratar equipes para realizar o serviço.
Segundo reportagem do Marketplace, assinada pelo jornalista Andy Uhler, a mudança abriu espaço para empresas especializadas como a HeliBacon, fundada por Chris Britt logo depois da aprovação da chamada lei do “porco picador”. O negócio passou a combinar uma experiência vendida a caçadores com o controle de animais que causam prejuízos a propriedades rurais.
Javalis causam quase US$ 800 milhões por ano em danos agrícolas nos EUA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estimava que javalis selvagens provocavam quase US$ 800 milhões em prejuízos anuais às plantações do país.
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O Texas concentrava mais de um quarto desses danos. Segundo a reportagem, agricultores texanos gastavam milhões de dólares tentando reduzir o problema causado pelos animais em suas propriedades.
Caça de espécies invasoras a partir de aeronaves já era legal no Texas
O uso de aeronaves para abater espécies invasoras não começou com a mudança legislativa de 2011. Essa modalidade já era permitida havia anos no Texas.
O problema para proprietários de terras particulares era financeiro. Para utilizar o método, eles precisavam contratar uma equipe especializada, o que tornava a operação cara.
Lei de 2011 permitiu vender o assento do atirador
A mudança ocorreu quando a legislatura estadual aprovou, em 2011, a chamada lei do “porco picador”. A legislação passou a permitir que caçadores pagassem para abater javalis selvagens a partir de helicópteros.
Chris Britt resumiu o efeito comercial da nova regra: “O Texas legalizou a venda do assento do artilheiro para empresas de helicópteros”.
Segundo Britt, a atividade realizada no ar permanecia essencialmente a mesma. A diferença era que, com a nova legislação, ela podia funcionar como uma atividade comercial viável.
HeliBacon nasceu depois que legislação abriu novo mercado
Chris Britt e seus sócios tinham experiência em caça, armas de fogo e aviação quando perceberam a oportunidade criada pela mudança na lei.
O grupo investiu em um helicóptero e criou a HeliBacon, apostando que haveria clientes dispostos a pagar pela experiência. A empresa passou a operar no aeródromo de Coulter, em Bryan, Texas, localizado a cerca de uma hora e meia a noroeste de Houston.
Dois agricultores percorreram cerca de 1.930 km para participar da caça
Brett Close e Devin Hursman viajaram da Dakota do Norte até Bryan, no Texas, para participar de uma caçada organizada pela HeliBacon.
Hursman calculou o percurso em aproximadamente 1.200 milhas, cerca de 1.930 quilômetros. Os dois agricultores moravam a cerca de 16 quilômetros da fronteira com o Canadá.
A viagem mostra que o serviço atraiu clientes de muito além das propriedades texanas atingidas diretamente pelos javalis.
Duas horas de helicóptero custaram cerca de US$ 4 mil
Close e Hursman pagaram aproximadamente US$ 4.000 pela experiência. A parte de Hursman ficou em cerca de US$ 2.000, valor que, segundo ele, ganhou da esposa como presente.
O pagamento total comprava duas horas de helicóptero da HeliBacon. A empresa fornecia a aeronave, fazia a pilotagem e disponibilizava as metralhadoras e a munição utilizadas durante a caçada.
Empresa vende experiência enquanto ajuda proprietários rurais
Britt afirmou que enxergou no modelo uma oportunidade de entretenimento corporativo e também uma experiência que grupos de clientes estariam dispostos a comprar.
“Vi a oportunidade para entretenimento corporativo, vi a oportunidade para um grupo de caras realizarem sonhos”, disse o empresário. Britt contou que partiu de uma conclusão simples: se ele próprio pagaria por aquela experiência, outras pessoas provavelmente também pagariam.
A HeliBacon, segundo seu cofundador, vende sobretudo uma experiência. Ao mesmo tempo, as operações ajudam proprietários rurais que enfrentam problemas com javalis selvagens.
Mais de 100 empresas e indivíduos tinham autorização para realizar caça aérea
A atividade não ficou restrita à HeliBacon. Segundo a reportagem, mais de 100 empresas e indivíduos possuíam permissão para caçar javalis selvagens invasores a partir de helicópteros no Texas.
O número mostra como a legislação deu espaço para diversos operadores participarem desse mercado, conectando proprietários de terras, empresas de aviação e clientes interessados na caça.
A fonte, porém, não afirma que literalmente qualquer pessoa pode embarcar como atirador sem cumprir regras ou exigências aplicáveis. O que a reportagem estabelece é que a lei permitiu que caçadores pagassem pela participação nas operações.
Empresas precisam de autorização escrita para atirar sobre propriedades particulares
A existência do serviço comercial não dá às empresas liberdade para sobrevoar qualquer propriedade. A HeliBacon precisa obter autorização por escrito dos proprietários das terras antes de sobrevoá-las e atirar nos javalis.
Segundo Britt, conseguir essa autorização normalmente não era um obstáculo. Ele afirmou que proprietários particulares tinham suas terras devastadas pelos porcos selvagens e, por isso, geralmente aceitavam a presença dos helicópteros.
“Quase todos eles estão ansiosos para nos receber lá e, na verdade, pedem que sobrevoemos suas propriedades com mais frequência”, afirmou.
Louisiana e Oklahoma também permitem caça de helicóptero
O Texas não era o único estado norte-americano onde o controle dos javalis podia ser realizado pelo ar. A reportagem informa que Louisiana e Oklahoma também permitiam caça com helicópteros.
O Texas, porém, foi além em outra mudança legislativa. No ano anterior à publicação da reportagem, o estado também havia aprovado um projeto de lei permitindo caçar javalis a partir de balões de ar quente.
Fonte não afirma que nenhuma cerca consegue conter os javalis
A reportagem descreve danos elevados às plantações e propriedades devastadas por javalis, além dos milhões de dólares gastos por agricultores para tentar controlar o problema.
A fonte fornecida, entretanto, não informa que os animais sejam capazes de superar qualquer tipo de cerca nem apresenta dados sobre cercamentos usados nas propriedades. Esse elemento do título, portanto, não pode ser desenvolvido como informação factual sem uma fonte adicional.
Mudança na lei transformou controle de javalis em modelo comercial
A legislação aprovada em 2011 alterou principalmente a estrutura econômica de uma atividade que já existia no Texas. O abate aéreo de espécies invasoras deixou de depender somente da contratação de equipes pelos proprietários e passou a admitir clientes pagando para participar da caça.
Empresas como a HeliBacon passaram a vender horas de voo, fornecer aeronave, armas e munição e utilizar propriedades previamente autorizadas para as operações. O modelo surgiu em um estado onde mais de um quarto dos quase US$ 800 milhões em danos anuais às plantações atribuídos aos javalis nos Estados Unidos estava concentrado.
Na sua opinião, transformar o controle de uma espécie invasora em uma atividade comercial de caça ajuda a reduzir o problema ou cria uma indústria que passa a depender da própria existência dos javalis? Deixe sua opinião nos comentários.
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caça de javalis no Texas
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

